MANUAL PARA NORMALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS São Paulo 2007

ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
SISTEMA DE BIBLIOTECAS ESPM
MANUAL PARA NORMALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO
DE TRABALHOS ACADÊMICOS
São Paulo
2007
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
Presidente
Prof. Francisco Gracioso
Diretor Nacional da Graduação
Alexandre Gracioso
Diretora do Sistema de Bibliotecas ESPM
Bibliotecária M. Helena B. Penteado
Colaboração Editorial:
Prof.ª Dr.ª Manolita Correia Lima
Prof.ª Ms. Luciana Jacques Faria
Prof. Ms. Renato Cecconello
Prof. Ms. Sérgio Pio Bernardes
Bibliotecária Nilma Marli de Jesus
Bibliotecária Sônia Mara Rocha Gouveia Kubo
Bibliotecária Cilmara Michiute Cruz
Bibliotecária Ivonaide Dantas da Silva
Auxiliar Técnica Maria Isabel Guimarães
Auxiliar Técnica Shirley Mourão de Castro
Revisão Ortográfica:
Prof.ª Ms. Regina Ferreira da Silva
Prof. Ms. Eduardo Muneratti
Este documento pode ser reproduzido e distribuído, no todo ou em parte, em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que forma e conteúdo sejam mantidos e a fonte
seja informada. A fonte deve ser referida ESPM – Escola Superior de Propaganda e
Marketing.
Catalogação na Fonte
MANUAL para normalização e apresentação de trabalhos
acadêmicos / Maria Helena B. Penteado – São Paulo: ESPM,
2007.
177f. il.; 30 cm
Inclui anexos.
1. Documentação – Normalização 2. Normas Técnicas 3.
Trabalhos Acadêmicos – Normalização 4. Trabalhos Científicos –
Normalização 5. TCC – Normalização 6. Tese – Normalização. I.
Penteado, Maria Helena B. II. ESPM – Escola Superior de
Propaganda e Marketing.
Biblioteca Central “Napoleão de Carvalho”
Há o hábito de pensar que se entra numa
biblioteca para procurar um Livro.
Não é verdade. Sim, por aí se começa, mas o
que na realidade se busca é a aventura.
Umberto Eco
APRESENTAÇÃO
Prezados professores e alunos da ESPM:
É com satisfação que oferecemos à comunidade da ESPM esta revisão do manual
normativo que regulamenta a apresentação de trabalhos acadêmicos em nossa Escola.
É resultado de um longo trabalho que envolveu professores e a equipe técnica da
Biblioteca Central e está de acordo com as versões mais recentes das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nossa expectativa, ao disponibilizar este material, é melhorar a qualidade dos
trabalhos produzidos na Escola, tanto por professores quanto por alunos.
A pesquisa científica e elaboração de trabalhos acadêmicos, como qualquer outra
atividade humana, precisam de regras para nortear a divulgação mais ampla dos resultados.
Desta forma, uma boa normalização é de fundamental importância para facilitar a difusão e a
consulta desse material.
Parabéns a todos os membros da equipe envolvida na elaboração deste manual.
Espero que as orientações aqui contidas sejam úteis nos seus trabalhos.
Alexandre Gracioso
Diretor Nacional da Graduação
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Estrutura adotada pela ESPM para trabalhos acadêmicos
8
Figura 2 – Modelo de capa para TCC
10
Figura 3 – Modelo de capa para RES
11
Figura 4 – Modelo de capa para PI
12
Figura 5 – Modelo de capa para PIC
13
Figura 6 – Esquema para gravação de lombadas
15
Figura 7 – Modelo de folha de rosto para TCC
17
Figura 8 – Modelo de folha de rosto para RES
18
Figura 9 – Modelo de folha de rosto para PI
19
Figura 10 – Modelo de folha de rosto para PIC
20
Figura 11 – Modelo do verso da folha de rosto com ficha catalográfica – B. Central
22
Figura 12 – Modelo de errata
24
Figura 13 – Modelo de dedicatória
25
Figura 14 – Modelo de agradecimentos
26
Figura 15 – Modelo de epígrafe
28
Figura 16 – Modelo de resumo
30
Figura 17 – Modelo de abstract
31
Figura 18 – Modelo de lista de figuras
33
Figura 19 – Modelo de lista de tabelas
35
Figura 20 – Modelo de lista de abreviaturas
37
Figura 21 – Modelo de lista de siglas
38
Figura 22 – Modelo de lista de símbolos
40
Figura 23 – Modelo de sumário
41
Figura 24 – Modelo de introdução
46
Figura 25 – Modelo de conclusão
49
Figura 26 – Modelo de referências com nomes de autores completos
51
Figura 27 – Modelo de glossário
53
Figura 28 – Modelo de apêndice
54
Figura 29 – Modelo de lista de apêndices
56
Figura 30 – Modelo de anexo
57
Figura 31 – Modelo de lista de anexos
59
Figura 32 – Modelo de índice remissivo
60
Figura 33 – Modelo de citação com mais de três linhas
63
Figura 34 – Configuração da página
131
Figura 35 – Página com indicação da área ocupada pela mancha
132
Figura 36 – Configuração de margens para texto
133
Figura 37 – Configuração da margem do cabeçalho
134
Figura 38 – Configuração da margem do rodapé
134
Figura 39 – Configuração da fonte, estilo, tamanho e cor padrão
136
Figura 40 – Espacejamento padrão em entrelinhas
136
Figura 41 – Configuração do alinhamento padrão
139
Figura 42 – Configuração do parágrafo padrão
140
Figura 43 – Modelo do espaçamento de citação com mais de três linhas
140
Figura 44 – Formatação do número de página com indicação da posição
141
Figura 45 – Modelos de equações e fórmulas
142
Figura 46 – Fotografia da entrada da biblioteca central da ESPM
143
Figura 47 – Gráfico de estatística de empréstimo da biblioteca central
144
Figura 48 – Diagrama da gestão do conhecimento individual
144
Figura 49 – Esquema da forma de acesso aos metadados
145
Figura 50 – Diagnóstico e ações para motivar o quadro gerencial
145
Figura 51 – Modelo da estrutura de uma tabela
147
Figura 52 – Modelo de distribuição de seções, subseções e alíneas
151
Figura 53 – Orientação da impressão
154
Figura 54 – Opções de impressão em frente e verso.
154
Figura 55 – Configuração da qualidade de impressão
155
Figura 56 – Indicativos para impressão
155
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Modelo de tabela com apenas colunas e repetições (4 x 6)
148
Tabela 2 – Modelo de tabela com apenas colunas e repetições (4 x 4)
148
Tabela 3 – Modelo de tabela com apenas linhas e repetições (4 x 8)
148
Tabela 4 – Modelo de tabela com apenas linhas e repetições
149
Tabela 5 – Modelo de tabela vazia. Três fatores de variação, três colunas, duas linhas,
dois blocos e três repetições
149
LISTA DE ABREVIATURAS
a – ano
ampl. – Ampliada
art. – Artigo
aum. – Aumentada
cap. – Capítulo
ed. – edição
ex. – Exemplo
Fig. – Figura
Obs. – Observação
p. ex. – Por exemplo
p. – Página
rev. – Revista
séc. – Século
trad. – Tradução
t. – Tomo
v. – volume
LISTA DE SIGLAS
AACR2 – Anglo-American Cataloguing Rules
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing
IBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
ISO – International Organization for Standardization
NBR – Norma Brasileira Registrada
NUPP – Núcleo de Pesquisas e Publicações
PGE – Projeto de Graduação ESPM
PI – Projeto Interdisciplinar
PIC – Programa de Iniciação Científica
PGD – Projeto de Graduação Design
RES – Relatório de Estágio Supervisionado
RTC – Relatório Final de Pesquisa do Programa ESPM de Apoio à pesquisa Docente e
Discente
SBE – Sistema de Bibliotecas ESPM
TCC-M – Trabalho de Conclusão de Curso – Monográfico
TCC-PE – Trabalho de Conclusão de Curso – Plano Estratégico
TCC-PN – Trabalho de Conclusão de Curso – Plano de Negócios
TES – Tese
TGI – Trabalho de Graduação Interdisciplinar
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
1
1.1 TRABALHOS ACADÊMICOS
2
1.1.1 Monografia e Trabalho Acadêmico
3
1.1.2 Definições Preliminares
6
2 ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO
8
3 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
9
3.1 CAPA
9
3.2 LOMBADA
14
3.3 ATA DE NOTA
14
3.4 FOLHA DE ROSTO
15
3.5 VERSO DA FOLHA DE ROSTO COM FICHA CATALOGRÁFICA
21
3.6 ERRATA
23
3.7 DEDICATÓRIA
23
3.8 AGRADECIMENTO(S)
23
3.9 EPÍGRAFE
27
3.10 RESUMO EM LÍNGUA NACIONAL
27
3.11 RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
29
3.12 LISTA DE ILUSTRAÇÕES
32
3.13 LISTA DE TABELAS
34
3.14 LISTAS DE ABREVIATURAS E SIGLAS
36
3.15 LISTA DE SÍMBOLOS
39
3.16 SUMÁRIO
39
4 ELEMENTOS TEXTUAIS
43
4.1 INTRODUÇÃO
43
4.2 DESENVOLVIMENTO
44
4.3 CONCLUSÃO
47
5 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
50
5.1 REFERÊNCIAS
50
5.2 GLOSSÁRIO
52
5.3 APÊNDICES
52
5.4 ANEXOS
55
5.5 ÍNDICE(S)
58
6 CITAÇÃO
62
6.1 CITAÇÃO DE TEXTO
63
6.1.1 Citação Direta
63
6.1.1 Citação Indireta de Texto
64
6.1.3 Sinais Gráficos e Informações Adicionais
64
6.2 CITAÇÃO DE FONTE
65
6.2.1 Sistemas de Citação de Fonte
65
6.2.2 Regras Gerais para Citação de Fonte no Sistema Autor-Data
66
6.2.3 Citação de Fonte no Sistema Autor-Data
67
6.2.4 Citação de Citação
69
6.2.5 Citação de Fonte de Trabalho em Elaboração
69
6.2.6 Citação de Fonte de Documento Eletrônico Online
69
6.2.7 Citação de Informação Verbal
70
7 NOTAS DE RODAPÉ, DE CONTEÚDO E DE REFERÊNCIA
71
8 REFERÊNCIA
73
8.1 DEFINIÇÕES
73
8.2 ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
75
8.3 REGRAS PARA COMPOSIÇÃO DE REFERÊNCIAS
75
8.4 APRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
77
8.4.1 Autor
77
8.4.1.1 Um autor
77
8.4.1.2 Dois a três autores
77
8.4.1.3 Acima de três autores
77
8.4.1.4 Sobrenomes
77
8.4.1.5 Autoria desconhecida
78
8.4.1.6 Autor repetido
78
8.4.1.7 Responsabilidade intelectual
79
8.4.1.8 Autor entidade
79
8.4.1.9 Entidade com denominação genérica
80
8.4.1.10 Entidade vinculada a um órgão maior
80
8.4.2 Título e Subtítulo
80
8.4.2.1 Título de monografia
80
8.4.2.2 Título de periódico
81
8.4.3 Artigo de Periódico
82
8.4.4 Edição
82
8.4.5 Emendas e Acréscimos
82
8.4.6 Local da Publicação
83
8.4.7 Editora
83
8.4.8 Data
84
8.4.9 Descrição Física
85
8.4.10 Série e Coleção
86
8.4.11 Notas
87
8.5 MODELOS DE REFERÊNCIAS SEGUNDO A ABNT
87
8.5.1 Regras de Apresentação
88
8.5.2 Monografia no Todo
89
8.5.3 Monografia em Meio Eletrônico
91
8.5.4 Parte de Monografia
92
8.5.5 Parte de Monografia em Meio Eletrônico
93
8.5.6 Publicação Periódica no Todo
93
8.5.7 Publicação Periódica em Meio Eletrônico
94
8.5.8 Parte de Publicação Periódica
95
8.5.9 Parte de Publicação Periódica em Meio Eletrônico
96
8.5.10 Evento no Todo
96
8.5.11 Evento no Todo em Meio Eletrônico
97
8.5.12 Parte de Evento
98
8.5.13 Parte de Evento em Meio Eletrônico
98
8.5.14 Trabalho Acadêmico no Todo
99
8.5.15 Parte de Trabalho Acadêmico
99
8.5.16 Trabalho Acadêmico no Todo em Meio Eletrônico
100
8.5.17 Parte de Trabalho Acadêmico em Meio Eletrônico
100
8.5.18 Imagem em Movimento
101
8.5.19 Documento Iconográfico
102
8.5.20 Documento Iconográfico em Meio Eletrônico
103
8.5.21 Documento Cartográfico
103
8.5.22 Documento Cartográfico em Meio Eletrônico
104
8.5.23 Textos Manuscritos
105
8.5.24 Entrevista Gravada
105
8.5.25 Documento Sonoro no Todo
105
8.5.26 Parte de Documento Sonoro
106
8.5.27 Partitura
106
8.5.28 Partitura em Meio Eletrônico
107
8.5.29 Documentos de Acesso Exclusivo em Meio Eletrônico
107
8.5.30 Documento Jurídico
108
8.5.30.1 Legislação
108
8.5.30.2 Jurisprudência
110
8.5.30.3 Doutrina
111
8.5.30.4 Documento jurídico em meio eletrônico
112
9 APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
113
9.1 REDAÇÃO
113
9.1.1 Estilo, Estruturação e Organização
114
9.1.2 Regras Básicas
116
9.1.3 Alfabeto
118
9.1.4 Nomes Próprios Estrangeiros
119
9.1.5 Emprego de Iniciais Maiúsculas
119
9.1.6 Destaques e Diferenciações de Palavras e Expressões
121
9.1.7 Abreviaturas
121
9.1.8 Siglas
123
9.1.9 Aspas
125
9.1.10 Hífen
126
91.11 Travessão
126
9.1.12 Marcadores
126
9.1.13 Numeradores
126
9.1.14 Unidades de Medida e Símbolos
127
9.1.15 Numerais e Ordinais
127
9.1.16 Frações e Porcentagem
128
9.1.17 Valores Monetários
128
9.1.18 Algarismos Romanos
129
9.1.19 Horários e Datas
129
9.2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA
130
9.2.1 Configuração da Página
131
9.2.2 Configuração de Margens
131
9.2.2.1 Margens do texto
132
9.2.2.2 Margem do cabeçalho
133
9.2.2.3 Margem do rodapé
134
9.2.3 Fonte
135
9.2.4 Espacejamento
136
9.2.5 Alinhamento
138
9.2.6 Parágrafos
140
9.2.7 Paginação
140
9.2.8 Siglas
141
9.2.9 Equações e Fórmulas
142
9.2.10 Ilustrações
143
9.2.11 Tabelas
145
10 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES
150
11 REPRODUÇÃO E ENCADERNAÇÃO
152
11.1 DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES
152
11.2 PAPEL DE IMPRESSÃO
153
12 CONCLUSÃO
156
REFERÊNCIAS
157
ANEXOS
162
ANEXO A – ATA DE AVALIAÇÃO
162
ANEXO B – FOMULÁRIO - SOLICITAÇÃO DE FICHA CATALOGRÁFICA
163
ANEXO C – INSTRUMENTO DE SOLICITAÇÃO
164
ANEXO D – TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA REPRODUÇÃO
165
ANEXO E – EXEMPLO - TABELA 2 - PESSOAS RESIDENTES EM
DOMICÍLIOS PARTICULARES
166
ANEXO F – EXEMPLO - TABELA 3 - TAXA DE CRESCIMENTO ANUAL DA
POPULAÇÃO RESIDENTE
167
ANEXO G – EXEMPLO - TABELA 4 – ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER
168
1
1 INTRODUÇÃO
O bom resultado na divulgação científica requer, além do conhecimento
científico, um modelo de padronização. A normalização de documentos exerce um papel
fundamental no processo de comunicação científica.
A fim de contribuir para a melhoria da qualidade das publicações técnicocientíficas produzidas no âmbito da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),
procuramos reunir em um único documento os subsídios para normalizar a elaboração e
apresentação gráfica dos trabalhos acadêmicos destinados à Instituição ou divulgados através
da mesma.
O objetivo é elucidar e exemplificar as orientações contidas nas normas técnicas
sobre documentação, visando esclarecer dúvidas e dificuldades relatadas pelos autores, sejam
eles estudantes e/ou professores.
Para demarcar os princípios gerais e normativos que norteiam a elaboração e
apresentação de trabalhos acadêmicos constantes deste documento, foram comparados os
padrões vigentes na ESPM e as normas técnicas pertinentes, especialmente as da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As informações foram transcritas ou reproduzidas
das edições mais recentes e vigentes dos documentos normativos relacionados a seguir:
 ABNT NBR 6022: Informação e documentação: artigo em publicação periódica científica
impressa: apresentação;
 ABNT NBR 6023:2002 – Informação e documentação – Referências – Elaboração;
 ABNT NBR 6024:2003 – Informação e documentação – Numeração progressiva das
seções de um documento escrito – Apresentação;
 ABNT NBR 6026:1994 – Legenda bibliográfica – Procedimento;
 ABNT NBR 6027:2003 – Informação e documentação – Sumário – Apresentação;
 ABNT NBR 6028:1990 – Informação e documentação – Resumo – Apresentação;
 ABNT NBR 6029:2002 – Informação e documentação – Livros e folhetos –
Apresentação;
 ABNT NBR 6032:1989 – Abreviação de títulos de periódicos e publicações seriados;
 ABNT NBR 6034:1989 – Preparação de índice de publicações – Procedimento;
 ABNT NBR 10520:2002 – Informação e documentação – Citações em documentos –
Apresentação;
 ABNT NBR 12225:1992 – Títulos de lombada – Procedimento;
 ABNT NBR 14724:2005 – Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos –
Apresentação;
2
 ABNT NBR ISO 31-0: 2006 – Grandezas e unidades – parte 0: Princípios gerais;
 ABNT NBR ISO 1000:2006 – Unidades SI e recomendações para o uso dos seus
múltiplos e de algumas outras unidades.
Quando as normas se mostraram omissas ou incompletas, foram consultas outras
fontes, expressamente citadas no texto ou incluídas nas Referências, bem como utilizada a
experiência dos docentes e bibliotecários(as) da ESPM. Quando se mostrou de maior interesse
da ESPM, foram adotados critérios próprios, que prevalecem sobre o texto normativo. Há
indicação expressa dessa opção, através de texto informativo, grafado em negrito.
1.1 TRABALHOS ACADÊMICOS
No transcurso da vida escolar, alunos devem apresentar, por escrito e de forma
sistematizada, resultados de estudos, pesquisas, resenhas ou levantamentos realizados. São
denominados trabalhos acadêmicos quando produzidos nos cursos de graduação e pósgraduação.
Nos diversos cursos ministrados pela ESPM a apresentação de trabalhos escritos
com critérios metodológicos é exigida desde o primeiro ano da graduação. São relatórios,
estudos, planos, projetos, resenhas, levantamentos bibliográficos e de campo, e outras formas
de trabalho, resultantes de algum tipo de pesquisa, que devem ser descritos com o mínimo de
padronização e método. Afirma Chizzotti:
A pesquisa investiga o mundo em que o homem vive e o próprio homem. Para esta
atividade, o investigador recorre à observação e à reflexão que faz sobre os
problemas que enfrenta, e à experiência passada e atual dos homens na solução
destes problemas, a fim de munir-se dos instrumentos mais adequado à sua ação e
intervir no seu mundo para construí-lo adequado à sua vida (CHIZZOTTI, 1998, p.
11).
Pesquisar possibilita investigar e estudar de forma minuciosa e sistemática para
descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do conhecimento.
Se ampliarmos a abrangência do conceito, poderemos considerar que a vida
estudantil, no âmbito da universidade, é um constante processo de pesquisa porque, segundo
Chizzotti (1998, p. 10), “muitos são os que estão empenhados na realização de suas pesquisas
para a titulação acadêmica ou para responder aos seus compromissos pessoais com o
conhecimento e com a sociedade”.
No processo de pesquisa deve-se ter em mente que a metodologia inclui a prática
de estudo da realidade que consiste em dirigir o espírito na investigação da verdade. Por isso,
segundo Henriques e Medeiros,
3
A metodologia é fundamental para a formação do cientista. É ela que lhe permite
amadurecer como personalidade científica. Por ela, tomará consciência do tipo de
cientista que deseja ser. Ela promove-lhe o espírito crítico sobre o caminho
percorrido e aquele que ainda está para ser trilhado; estabelece os limites de seu
trabalho e desenvolve-lhe a preocupação sobre como manipular a realidade; por isso,
sua característica instrumental de estar a serviço da captação da realidade
(HENRIQUES; MEDEIROS, 1999, p. 19-20).
Os mesmos autores afirmam que há quatro linhas básicas de pesquisa: teórica, que
apresenta resultados a partir de estudo do referencial teórico, obtido por meio de levantamento
bibliográfico, como forma de demonstrar o quanto se absorveu do conhecimento adquirido;
metodológica, que consiste na construção de um saber a partir do cultivo de uma atitude
diante da realidade, duvidando, criticando, indagando, objetivando um conhecimento realista
e profundo; empírica, que se ocupa dos fenômenos através da experimentação da realidade,
manipulando dados e fatos concretos, de modo a comprovar na prática o quadro teórico
formulado; e, prática, que é realizada através do teste prático da teoria elaborada, de modo a
verificar se o que foi teorizado funcionará na prática.
Todas essas formas de pesquisa exigem muito estudo, conhecimento da teoria e
prática do que foi aprendido, de modo a resultar em um trabalho acadêmico de qualidade,
realizado de forma padronizada, de acordo com as normas e critérios científicos.
1.1.1 Monografia e Trabalho Acadêmico
A monografia é uma discussão escrita sobre um ponto particular de uma ciência,
arte, localidade, assunto, ou sobre assuntos relacionados. Normalmente é da autoria de uma
pessoa. Constitui-se no principal tipo de texto científico.
Pode ser solicitada deste o início do curso, como ocorre na ESPM ou apresentada
no final, especialmente naqueles de caráter científico ou humanístico. O objetivo é determinar
a diversidade dos aspectos da formação. Nas instituições apresentar uma monografia é critério
final de avaliação.
A apresentação pode ser na forma impressa e/ou em exposição oral. O propósito,
formato e nomenclatura variam entre os diversos cursos e entre diferentes instituições.
É trabalho da maior relevância que estimula o estudo aprofundado, a observação cuidadosa, a
análise, a reflexão, a habilidade de escrever textos profissionais e a interlocução sistemática
com o orientador.
Apresentar uma monografia é oportunidade privilegiada para produzir e
sistematizar um conhecimento que deverá ser útil para a formação e vida profissional.
Trabalho original, a monografia pode consistir, entre outras modalidades, em revisão crítica
da literatura, relato de intervenção profissional, ou pesquisa.
4
A revisão crítica de literatura objetiva apresentar uma organização e integração de
material já publicado, avaliando o progresso da pesquisa atual em direção à elucidação de um
problema e posicionando-se criticamente em relação ao tema proposto e os estudos citados;
verificar a habilidade em consultar variadas e atualizadas fontes sobre o tema, com um
balanço entre citação de artigos científicos e capítulos de livros; articulação entre os autores,
por exemplo, identificando semelhanças e diferenças, consenso e/ou controvérsias nos
conceitos teóricos ou resultados de pesquisas.
O relato de intervenção profissional muitas vezes pode se confundir com projeto,
por envolver estudo de caso, intervenção grupal, experiência multidisciplinar, aplicação de
um projeto de intervenção etc. Consiste em descrever a experiência e apresentar uma análise
das implicações conceituais subjacentes ao trabalho realizado, descrição de procedimentos ou
estratégias de intervenção, com evidência do método apropriado de avaliação de resultados.
Nos cursos ligados às ciências, a monografia normalmente envolve pesquisa
experimental; em cursos de caráter profissional, pode constituir-se em pesquisa bibliográfica
e/ou empírica, ou em execução e apresentação de um projeto. Esse projeto tem duplo
objetivo: esclarecer e organizar as próprias idéias e convencer da importância e da
necessidade de sua realização.
A função do trabalho de preparação de um projeto é transformar uma idéia inicial
em um verdadeiro plano de ação que respeite as diferentes fases do processo de pesquisa.
Contandriopoulos et al esclarecem:
A qualidade essencial de um projeto é descrever uma boa pesquisa, isto é, uma
pesquisa pertinente, realizável e cientificamente rigorosa. Além disso, o projeto deve
ter uma coerência interna, ser conciso, claro e elegante. Sua preparação constitui um
trabalho exigente e difícil, mas um projeto bem feito permite simplificar
consideravelmente a realização da pesquisa, assim como a redação de artigos,
relatório de pesquisa, memorândum [sic] ou tese (CONTANDRIOPOULOS et al,
1997, p. 15).
A avaliação da monografia envolve aspectos de conteúdo, apresentação gráfica,
argumentação e defesa oral (quando exigida). Pode ser realizada de forma preliminar ou
definitiva. Explica Chizzotti (1998, p. 49): “Nos cursos de mestrado e doutorado, a redação
preliminar é submetida à análise de uma banca de qualificação que analisa, dá indicações, faz
críticas e correções importantes para a melhoria ou aperfeiçoamento da pesquisa”.
Na ESPM, tanto o programa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) quanto
o Programa de Iniciação Científica (PIC) adotam o exame de qualificação. O referido exame
se configura em uma oportunidade para os autores da pesquisa e respectivos orientadores
discutirem o andamento do processo investigatório com um acadêmico experiente.
Considerando que em ambos os programas o estudante irá executar um projeto de pesquisa
aprovado e para isso terá 10 meses de orientação, o exame de qualificação ocorre no 6º mês
5
de pesquisa, quando o relatório de pesquisa já tem um corpo que possa ser apresentado e
discutido e quando ainda há tempo suficiente para recomendar possíveis correções de nota.
(LIMA, M. C.).
Quanto ao conteúdo são avaliados, entre outros aspectos: objeto, objetivo,
articulação e consistência das idéias; obediência à estrutura do trabalho científico; relevância,
atualidade e adequação da pesquisa bibliográfica; encadeamento das idéias; conclusões
baseadas na exposição dos argumentos apresentados; obediência às regras gramaticais e de
redação etc.; com relação à apresentação gráfica é analisada a adequação às normas técnicas
do trabalho científico; quanto à exposição oral: consistência das respostas, capacidade de
argumentação e conhecimento da matéria, qualidade da linguagem.
Os termos dissertação, tese e monografia podem ser sinônimos, embora algumas
diferenças de forma, conteúdo e extensão existam nos trabalhos resultantes. Comumente usase o termo monografia para identificar trabalhos científicos realizados por graduandos durante
o curso ou ao seu término, dissertação para trabalho apresentado por candidato à obtenção do
grau de mestre e tese para trabalho destinado à obtenção do grau de doutor.
Essa divisão não pode ser rígida. Tanto dissertações quanto teses são textos
dissertativos. Em ambos pode haver defesa de uma ou várias teses. Tanto um quanto outro
tipo de trabalho científico constitui-se em monografia. É o que afirma Severino:
Tanto a tese de doutoramento como a dissertação de mestrado são, pois,
monografias cientificas que abordam temas únicos delimitados, servindo-se de um
raciocínio rigoroso, de acordo com as diretrizes lógicas do conhecimento humano,
onde há lugar tanto para a argumentação puramente dedutiva, como para o
raciocínio indutivo baseado na observação e na experimentação (SEVERINO, 1986,
p. 193).
Até aqui, o termo monografia define o trabalho escrito, pormenorizado, em que se
pretende dar informação completa sobre algum tema particular de uma área de conhecimento.
A ABNT amplia o conceito, ao considerar como monografia o “item não seriado,
isto é, item completo, constituído de uma só parte, ou que se pretende completar em um
número preestabelecido de partes separadas”, incluindo “livro e/ou folheto (manual, guia,
catálogo, enciclopédia, dicionário etc.) e trabalhos acadêmicos (teses, dissertações, entre
outros)” (ABNT NBR 6023:2002, p. 2 e 3).
Constata-se, então, que o termo monografia assume definição restrita ou ampliada
dependendo do ambiente de utilização.
Neste Manual tanto o vocábulo monografia como a expressão trabalho acadêmico
serão utilizados, indistintamente, para designar quaisquer documentos impressos contendo
textos caracterizados pela exploração ou desenvolvimento de um tema único, de forma
original e profunda, com recursos metodológicos ajustados às especificidades do tema ou
6
problema investigado, escrito no idioma do país em que será defendido e em obediência às
normas técnicas pertinentes e que, ainda, sejam elaborados e apresentados em obediência às
normas do trabalho científico no âmbito acadêmico (ABNT NBR 14724:2005 ou versão mais
recente).
1.1.2 Definições Preliminares
Os documentos produzidos no âmbito da ESPM, denominados trabalhos
acadêmicos (ou monografias), são listados adiante, com definições transcritas do documento
da ABNT que normaliza a apresentação de trabalhos acadêmicos:
 dissertação: “documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou
exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua
extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o
conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do
candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor), visando à obtenção do
título de mestre” (ABNT NBR 14724:2005, p. 2);
 tese: “documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de
um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em
investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em
questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa à obtenção do título
de doutor, ou similar” (ABNT NBR 14724:2005, p. 3);
 trabalhos acadêmicos similares (trabalhos de conclusão de curso – TCC, de graduação
interdisciplinar – TGI, de especialização e/ou aperfeiçoamento e outros): “documento que
representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido,
obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e
outros ministrados e feitos sob a coordenação de um orientador” (ABNT NBR
14724:2005, p. 3). Também designam quaisquer trabalhos apresentados no
transcorrer de cursos ministrados na ESPM.
Outras definições preliminares são essenciais para a compreensão do conteúdo
deste Manual:
 documento: qualquer suporte que contenha informação registrada, formando uma unidade,
que possa servir para consulta, estudo ou prova. Inclui impressos, manuscritos, registros
audiovisuais, sonoros, magnéticos, eletrônicos, analógicos ou digitais entre outros;
 exemplo: reprodução fiel de determinada palavra, frase, expressão ou ilustração para
demonstrar a correta forma de escrita ou inserção em um documento;
7
 grafia (ou grafado): a forma correta de escrever determinada palavra, frase ou expressão;
 gráfico: em sentido amplo, designa elementos relacionados com artes gráficas; em sentido
restrito, corresponde à representação por desenhos ou figuras geométricas de fenômenos
físicos, econômicos, sociais e outros que podem ser tratados estatisticamente;
 ilustração: toda e qualquer informação não textual ou tabular sem caráter estatístico. O
mesmo que figura;
 manual: qualquer documento que apresenta um conjunto de normas ou informações
padronizadas. Quando escrito com inicial maiúscula designa especificamente este
documento; com inicial minúscula, aplica-se a quaisquer outros documentos. Exceção:
documentos que contenham o termo na composição do título;
 modelo: desenho ou imagem que ilustra o que deve ser elaborado. Aplica-se a uma parte
de documento, com ou sem conteúdo ou com apenas a apresentação visual (cabeçalhos,
por exemplo), com orientações e instruções sobre onde, como e qual tipo de informação
deve entrar no documento. Por exemplo: conteúdos que podem aparecer no início e
conteúdos que só podem aparecer no final da página ou do documento e seu
distanciamento das margens da página. O gabarito (dimensões) deve ser exatamente igual
ao apresentado, mas o conteúdo pode ser alterado. Neste manual o termo define os
padrões de apresentação gráfica de distribuição na página dos elementos da estrutura do
trabalho monográfico;
 norma: base ou medida para a realização ou avaliação de algo; o mesmo que modelo,
padrão, regra. Quando usado com inicial maiúscula dentro de um bloco de texto,
corresponde a um determinado documento oficial que define ou apresenta a forma
normalizada de escrita ou de representação de algo; quando usado com inicial minúscula,
aplica-se a quaisquer documentos normativos ou a padrões apresentados ou definidos
neste Manual;
 texto: a parte verbal, lingüística, por oposição às ilustrações. Um texto pode ser escrito ou
oral, e em sentido lato pode ser também não-verbal. Em sentido amplo, é usado com o
mesmo significado de informação e dado para designar o conteúdo de um documento; em
sentido restrito, refere-se somente à parte verbal, escrita;
 tabela: toda e qualquer informação apresentada de forma tabular e resultado de pesquisa
estatística, cujos dados, predominantemente numéricos, são apresentados de modo
ordenado em linhas e colunas.
Outras definições poderão ser apresentadas em seções específicas deste Manual.
8
2 ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO
A estrutura básica de um trabalho acadêmico tem três grandes divisões: elementos
pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais.
Na figura 1 é mostrada a distribuição desses elementos na estrutura dos trabalhos
acadêmicos adotado pela ESPM. Os elementos essenciais estão seus títulos grafados em
vermelho.
Figura 1 – Estrutura adotada pela ESPM para trabalhos acadêmicos.
9
3 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
São denominados elementos pré-textuais aqueles que antecedem a parte
fundamental do trabalho acadêmico.
Alguns devem ser obrigatoriamente apresentados porque contribuem para a
identificação e utilização do seu conteúdo.
No padrão adotado pela ESPM para trabalhos acadêmicos, os elementos descritos
a seguir são considerados pré-textuais:
3.1 CAPA
A capa é a proteção externa do trabalho. Nela devem constar informações
indispensáveis à sua identificação.
Todos os trabalhos acadêmicos realizados na ESPM devem ser entregues com
capa. A capa pode ser de material duro ou flexível.
Os trabalhos do Projeto Graduação ESPM (PGE) e do Projeto Graduação Design
(PGD), por sua especificidade, podem ter capas diferenciadas. Todos os demais trabalhos
devem ser entregues encadernados e protegidos por capa dura revestida de percalux. Os dados
identificadores devem estar gravados na capa.
As seguintes informações, escritas com fonte Times New Roman, tamanho 16,
estilo negrito (exceto o nome do autor e o subtítulo, que serão em estilo normal), constarão
obrigatoriamente na capa:
 nome da instituição – completo e por extenso;
 descrição do tipo do trabalho – completa e por extenso;
 nome(s) do(s) autor(es) – completo e por extenso;
 título – seguido de dois pontos, se houver subtítulo;
 subtítulo – se houver;
 número de volumes – apenas se houver mais de um; neste caso, constará em cada capa;
 local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado; e
 ano de depósito (da entrega).
A figura 2 é modelo de capa para Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
A figura 3 é modelo de capa para Relatório de Estágio Supervisionado (RES).
A
figura
4
é
modelo
de
capa
para
Projeto
Interdisciplinar
(PI).
A figura 5 é modelo de capa para Rel. Final do Programa de Iniciação Científica
(PIC).
10
3 cm
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
2 entrelinhas de 1,5
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
PLANO MONOGRÁFICO
1 entrelinha de 1,5
3 entrelinhas de 1,5
14 cm
CASSIANO PEREZ BRACCIALLI
DANTE FLABOREA MAZZOCO
NATÁLIA AUGUSTA GASTALDO
O GRANDE CRESCIMENTO DAS PEQUENAS NOTÁVEIS:
estudo de caso sobre aviação regional no Brasil
São Paulo
2006
Figura 2 – Modelo de capa para TCC.
11
3 cm
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
2 entrelinhas de 1,5
RELATÓRIO FINAL DE
1 entrelinha de 1,5
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
3 entrelinhas de 1,5
14 cm
TAILA PICHECO
PICHECO REPRESENTAÇÃO COMERCIAL S/C
São Paulo
2006
Figura 3 – Modelo de capa para RES.
12
3 cm
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
2 entrelinhas de 1,5
PROJETO INTERDISCIPLINAR
MUNIR CHEDID
NA HEE CHUM
PATRICK MONACELLI
PAULO BUSO
RODRIGO RECHDAN
FANTASTICOTTON
São Paulo
2005
Figura 4 – Modelo de capa para PI.
1 entrelinha de 1,5
13
3 cm
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING
2 entrelinhas de 1,5
RELATÓRIO FINAL DE
1 entrelinha de 1,5
INICIAÇÃO CIENTÍFICA
JOSÉ LUCAS BRÓLIO DE PAULA
IDEOLOGIA, PÓS-MODERNIDADE E MARKETING:
uma análise sociológica do posicionamento segundo Ries e Trout
São Paulo
2005
Figura 5 – Modelo de capa para PIC.
14
3.2 LOMBADA
De apresentação obrigatória para os trabalhos entregues com capa dura, a lombada
é, segundo a norma NBR 14724, “parte da capa do trabalho que reúne as margens internas das
folhas, sejam elas costuradas, grampeadas, coladas ou mantidas juntas de outra maneira”
(ABNT, 2005, p. 2).
Os trabalhos realizados no contexto dos programas curriculares e extracurriculares
ligados aos cursos de graduação da ESPM que forem entregues com capa dura conterão
informações gravadas na lombada. Essas informações deverão ser facilmente identificadas
quando os volumes estiverem expostos verticalmente nos arquivos deslizantes na biblioteca.
Na lombada constarão os elementos: sigla do trabalho, volume (se houver), título
principal e ano (da entrega) escritos com fonte Times New Roman, tamanho 16, estilo negrito.
Serão gravadas na cor dourada as siglas dos seguintes trabalhos: Trabalho de
Conclusão de Curso Monográfico (TCC-M); Trabalho de Conclusão de Curso Plano de
Negócios (TCC-PN); Trabalho de Conclusão de Curso Plano Estratégico (TCC-PE); Relatório
de Estágio Supervisionado (RES); Projeto Interdisciplinar (PI) ou Trabalho Interdisciplinar
(TI), que na Biblioteca são identificados pela sigla PIN; Projeto de Graduação ESPM (PGE);
Projeto de Graduação em Design (PGD), Projeto de Iniciação Científica (PIC), Relatório
Técnico Científico (RTC) etc.
A figura 6 apresenta um esquema para gravação de lombadas.
3.3 ATA DE NOTA
Elemento de inclusão obrigatória designa a Ata de Nota pela Banca Examinadora
da ESPM e que contém elementos essenciais à comprovação da aprovação do trabalho
apresentado.
Nela devem constar: nome completo do(a) autor(a); título; subtítulo (se houver);
natureza do trabalho (tese, dissertação, TCC etc.), objetivo (aprovação em disciplina, grau
pretendido); data de aprovação; nome; titulação; assinatura; e instituições a que pertencem os
membros da Banca Examinadora (as assinaturas são colocadas após aprovação do trabalho).
Na encadernação deverá inserir uma folha em branco antes da folha de rosto.
No anverso desta folha, após a aprovação definitiva do trabalho, será colada
uma cópia da Ata de Nota, devidamente preenchida e assinada pelos examinadores. A
reprodução da Ata de Nota de TCC, ver anexo A.
A Ata de Nota é fornecida pela secretaria da ESPM diretamente aos examinadores
15
que, após avaliar o trabalho, entregam os trabalhos com a Ata de Nota, preenchida e assinada.
A secretaria tira cópia da mesma e cola-se no anverso da folha em branco após a capa,
arquivando o original.
Figura 6 – Esquema para gravação de lombadas.
3.4 FOLHA DE ROSTO
A folha de rosto é outro elemento obrigatório. Mais que obrigatória, a folha de
rosto é parte indispensável para a identificação de qualquer trabalho realizado no ambiente
acadêmico. Deve existir mesmo que seja dispensável o uso de capa. Seus elementos são mais
completos e é claramente apresentada a natureza do trabalho, objeto e área de concentração,
assim como a identificação da pessoa ou pessoas responsáveis pela orientação.
Na folha de rosto devem constar todos os dados identificadores do trabalho, na
seguinte ordem de apresentação:
16
 nome do(s) autor(es) responsável(eis) intelectual(ais) pelo trabalho;
 título principal do trabalho (claro e preciso), identificando o seu conteúdo para possibilitar
a indexação e recuperação da informação;
 subtítulo (se houver), evidenciando-se a sua subordinação ao título principal por meio de
dois pontos (que devem preceder o título);
 número de volumes (se houver mais de um, constará em cada folha de rosto a
especificação do respectivo volume);
 natureza do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, relatório de
estágio, relatório de projeto interdisciplinar, trabalho de graduação interdisciplinar,
trabalho de conclusão de curso de especialização, trabalho de curso de aperfeiçoamento e
outros);
 objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros);
 área de concentração e nome da instituição;
 nome do orientador e, se houver, do(s) co-orientador(es);
 local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;
 ano de depósito (da entrega).
A tipologia das informações na folha de rosto, impressas na cor preta como o
restante do documento, será fonte Times New Roman, tamanho 14, alinhamento centralizado,
espaçamento de 1,5 entrelinhas. Os detalhes da formatação são os seguintes:
 nome do autor – caixa alta e estilo de fonte normal;
 título – caixa alta e estilo de fonte negrito;
 subtítulo (se houver) – caixa baixa e estilo de fonte normal;
 descrição do tipo de trabalho – caixa alta e baixa, estilo de fonte normal;
 orientador(a) – caixa alta e baixa, estilo de fonte normal
 local – caixa alta e baixa e estilo de fonte negrito;
 ano – estilo de fonte negrito.
As folhas de rosto seguirão os critérios e a ordem acima estabelecidos.
A figura 7 é modelo de folha de rosto para TCC.
A figura 8 é modelo de folha de rosto para RES.
A figuras 9 é modelo de folha de rosto para PI.
A figura 10 é modelo de folha de rosto para PIC.
17
CASSIANO PEREZ BRACCIALLI
DANTE FLABOREA MAZZOCO
NATÁLIA AUGUSTA GASTALDO
13 entrelinhas de 1,5
1 entrelinhas de 1,5
O GRANDE CRESCIMENTO DAS PEQUENAS NOTÁVEIS:
estudo de caso sobre aviação regional no Brasil
4 entrelinhas de 1,5
8 cm
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado como requisito para
obtenção do título de Bacharel em
administração pela Escola Superior de
Propaganda e Marketing – ESPM.
1 entrelinha simples
entre as linhas de
texto
3 entrelinhas simples
Orientador: Prof. Ricardo Poli de
Campos.
São Paulo
2006
Figura 7 – Modelo de folha de rosto para TCC.
18
KATHERINE SRESNEWSKY
13 entrelinhas de 1,5
M5 INDÚSTRIA TÊXTIL S.A.
4 entrelinhas de 1,5
Relatório
Final
de
Estágio
Supervisionado apresentado como
requisito parcial para obtenção do título
de Bacharel em Administração pela
Escola Superior de Propaganda e
Marketing – ESPM.
8 cm
1 entrelinha simples
entre as linhas de
texto
3 entrelinhas simples
Orientador: Prof. Luiz Antonio Volpato
São Paulo
2006
Figura 8 – Modelo de folha de rosto para RES.
19
MUNIR CHEDID
NA HEE CHUN
PATRICK MONACELLI
PAULO BUSO
RODRIGO RECHDAN
6 entrelinhas de 1,5
FANTASTICOTTON:
1 entrelinha de 1,5
subtítulo
3 entrelinhas de 1,5
Trabalho apresentado como requisito
parcial para avaliação da disciplina de
Sociologia, Teoria da Administração,
Psicologia Aplicada às Organizações,
Marketing I e Contabilidade e Custos,
ministradas na Escola Superior de
Propaganda e Marketing – ESPM.
8 cm
1 entrelinha simples
entre as linhas de
texto
3 entrelinhas simples
1 entrelinha simples
entre as linhas de
t t
Orientadores Professores:
Sérgio Pio Bernardes
Pedro Jaime
Martha Gambini
Júlio César Tavares
Paulo Zanotto
São Paulo
2006
Figura 9 – Modelo de folha de rosto para PI.
20
JOSÉ LUCAS BRÓLIO DE PAULA
IDEOLOGIA, PÓS-MODERNIDADE E MARKETING:
uma análise sociológica do posicionamento segundo Tiés e Trout
1 entrelinha simples
entre as linhas de
texto
Relatório Final de Pesquisa do
Programa de Iniciação Científica da
Escola Superior de Propaganda e
Marketing – ESPM.
3 entrelinhas simples
Orientador: Prof. Dr. Clóvis de Barros
Filho
São Paulo
2006
Figura 10 – Modelo de folha de rosto para PIC.
21
3.5 VERSO DA FOLHA DE ROSTO COM FICHA CATALOGRÁFICA
No verso da folha de rosto o único elemento existente deve ser a ficha
catalográfica. Será impressa após ter sido elaborada por bibliotecário(o) devidamente
habilitado, de acordo com as normas aplicáveis.
A ficha catalográfica contém a descrição física e temática de uma obra, de acordo
com as normas internacionais, atualmente a segunda edição do Código de Catalogação AngloAmericano (em inglês, Anglo-American Cataloging Rules – AACR2). É obrigatória para
efeito de depósito legal e tem por objetivo facilitar a identificação da obra e sua indexação em
bancos de dados. É elaborada para todos os trabalhos acadêmicos abrangidos por este Manual,
especialmente para os que forem incorporados ao acervo do SBE.
Elemento de apresentação obrigatória, a ficha catalográfica deve conter a
descrição bibliográfica de uma obra, reunindo os elementos fundamentais para permitir a sua
rápida identificação e recuperação a partir de um sistema de indexação.
São seus elementos essenciais: identificação do(s) autor(es); título e subtítulo (se
houver); natureza do trabalho; identificação do(s) orientador(es); local (cidade); ano (de
depósito); informações gerais sobre o volume; natureza do trabalho; entidade receptora;
descritores ou palavras-chave. A ficha será elaborada pelo(a) bibliotecário(a) da unidade do
SBE a partir de informações fornecidas pelo autor do trabalho.
Para tanto, acessar o portal da ESPM (http://www.espm.br), localizar na barra de
navegação o acesso para a página do Sistema de Bibliotecas (lado superior direito, abaixo do
banner), menu normalização (lateral esquerda), item ficha catalográfica e procedimentos ou
digitar
direto
na
barra
de
endereços
do
navegador
o
endereço
eletrônico
(http://www.espm.br/ESPM/pt/Home/Global/SistemaBiblioteca/Normalizacao/).
Abaixo do item Procedimentos há um link para baixar o arquivo formulário.doc
(salvar o formulário para solicitar a ficha catalográfica). Cada unidade do SBE tem seu
próprio formulário, o da Biblioteca Central vide o anexo B.
Após ser preenchido com os dados solicitados, o formulário deve ser enviado, por
e-mail, juntamente com uma cópia do trabalho inteiro ou parte dele, para a unidade do SBE
correspondente ao local de entrega do mesmo. Abaixo, o e-mail das unidades do SBE:
 Biblioteca Central de São Paulo: [email protected];
 Biblioteca Setorial de Porto Alegre: [email protected];
 Biblioteca Setorial do Rio de Janeiro: [email protected];
 Biblioteca Setorial de Campinas: [email protected].
A figura 11 é modelo do verso de folha de rosto, já com a ficha catalográfica.
22
Braccialli, Cassiano Perez
O grande crescimento das pequenas notáveis: estudo de caso sobre aviação
regional no Brasil / Cassiano Perez Braccialli; Natália Augusta Gastaldo; Dante
Flaborea Mazzoco, com orientação de Ricardo Poli de Campos, prof. São Paulo,
2006.
141 f. il. : 30 cm.
Trabalho de Conclusão de Curso (bacharelado). í Escola Superior de
Propaganda e Marketing, São Paulo, 2006.
1. Aviação 2. Empresas Aéreas 3. Trip Linhas Aéreas 4. Administração de
Empresas I. Título. II. Braccialli, Cassiano Perez. III. Gastaldo, Natália Augusta. IV.
Mazzoco, Dante Flaborea. V. Campos, Ricardo Poli de. VI. Escola Superior de
Propaganda e Marketing.
Ficha Catalográfica – SBE – Biblioteca Central – SP
Campus I – “Francisco Gracioso”
Figura 11 – Modelo do verso da folha de rosto com ficha catalográfica da Biblioteca Central.
23
Após ser elaborada por um bibliotecário(a) do SBE, a ficha será devolvida,
também por e-mail, pronta para ser impressa. É obrigatório imprimir a ficha no verso da
folha de rosto antes da encadernação e incluir o arquivo no CD destinado à Biblioteca.
3.6 ERRATA
Elemento opcional, a errata consiste em uma lista informando a ocorrência de
erros de digitação, percebidos após a entrega final do trabalho. Nela são registradas as
incorreções e indicadas as devidas correções.
A errata é constituída pela referência completa do trabalho, pela indicação da
página e da linha onde ocorreu o erro, do texto errado e do texto correto, escritos com fonte
Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento justificado, entrelinhas de 1,5.
O título do trabalho deve ser destacado em negrito; o indicativo é grafado em
caixa alta, centralizado e estilo negrito; as informações que serão alteradas, também em
negrito, caixa alta e baixa (quando for o caso). Demais elementos com estilo normal.
Apresentada em folha avulsa, será inserida após a folha de rosto no trabalho já
encadernado. A secretaria da escola não receberá mais que uma folha de errata com no
máximo dez indicativos de correção. Caso os erros ultrapassem uma folha, o trabalho
deverá ser corrigido e substituído na secretaria. A figura 12 é um modelo de errata.
3.7 DEDICATÓRIA
A dedicatória é opcional e corresponde ao espaço onde o autor presta homenagem
a alguém ou dedica o trabalho concluído, de forma sóbria e breve. Ocupa o quadrante inferior
direito. Deve ser escrito com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, estilo
normal, alinhamento justificado, entrelinhas de 1,5. Não tem título. A figura 13 é um modelo
de dedicatória.
3.8 AGRADECIMENTO(S)
O(s) agradecimento(s) também é opcional e registram o reconhecimento aos que
contribuíram para a realização do trabalho. São escritos em parágrafos com deslocamento de
2 cm da margem esquerda, com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa,
alinhamento justificado, entrelinhas de 1,5. Título em caixa alta, centralizado e estilo negrito,
as demais informações em estilo normal. A figura 14 é um modelo de agradecimentos.
24
BRACCIALLI, Cassiano Perez; GASTALDO, Natália Augusta; MAZZOCO, Dante Flaborea. O grande
crescimento das pequenas notáveis: estudo de caso sobre aviação regional no Brasil. São Paulo: ESPM,
2006.
5 entrelinhas de 1,5
ERRATA
5 entrelinhas de 1,5
Página
Linha
Onde se lê
Leia-se
26
38
13
10
Responsalibilidade
ambiwate
responsabilidade
ambiente
47
17
sociedade
Sociedade civil
NA ENTREGA DO TRABALHO
A ESPM ACEITARÁ SOMENTE UMA
FOLHA DE ERRATA
Figura 12 – Modelo de errata.
25
8 cm
À MSA, e seus principais integrantes, por toda
dedicação e empenho durante todo o vôo.
À Alberto Santos Dumont, pai da aviação, em
homenagem ao centenário do vôo do 14-bis.
Figura 13 – Modelo de dedicatória.
26
AGRADECIMENTOS
2 entrelinhas de 1,5
Ao orientador e professores, pela dedicação nos ensinamentos.
Aos meus pais, pelos recursos investidos na construção da minha educação.
Ao meu irmão, pela paciência e respeito aos meus momentos de estudo
silencioso.
Aos meus amigos, pela compreensão das ausências necessárias ao processo de
investigação e construção do conhecimento.
Finalmente, agradeço a Deus pelos momentos de reflexão e pela manutenção da
minha saúde.
Figura 14 – Modelo de agradecimentos.
27
3.9 EPÍGRAFE
De apresentação opcional, a epígrafe é uma citação relacionada geralmente com a
matéria do corpo do trabalho, ou que tenha inspirado o autor durante o mesmo. É
acompanhada da indicação de sua autoria. Quando a autoria for desconhecida, deve-se colocar
entre parênteses a expressão Autor desconhecido.
A epígrafe não leva título. É inserida no quadrante inferior direito, com
alinhamento justificado e recuo deslocado de 8 cm da margem esquerda, em folha única e
posterior à dos agradecimentos. Deve ser escrito com fonte Times New Roman, corpo 12,
caixa alta e baixa, geralmente em estilo itálico, alinhamento justificado, entrelinhas de 1,5.
Epígrafes também podem encabeçar cada parte do trabalho. Neste caso, ficam no
quadrante superior direito, logo após o título respectivo. A figura 15 é um modelo de
epígrafe.
3.10 RESUMO EM LÍNGUA NACIONAL
É apresentado obrigatoriamente e consiste em uma versão precisa, sintética e
seletiva dos pontos mais relevantes do trabalho. O seu objetivo é informar o leitor sobre os
elementos fundamentais e disseminar as informações. Há vários tipos de resumo, sendo os
mais usuais o estruturado e o narrativo.
O resumo estruturado deve conter o objetivo do estudo ou pesquisa os métodos
básicos e os principais resultados e conclusões, organizados de acordo com a estrutura do
trabalho, destacando cada uma de suas partes. Iniciando pelo contexto, sintetiza os motivos e
os problemas estudados. É o tipo de resumo que permite maior precisão na busca
informatizada e facilita a avaliação.
No resumo narrativo é descrita a forma geral do assunto tratado, destacando o
objetivo, os aspectos mais importantes e as conclusões mais representativas.
Pode ser organizado indicando-se o principal objetivo do trabalho e enfatizando os
aspectos que serão abordados, informando as fontes de dados utilizados, mencionando as
principais restrições, destacando as principais observações qualitativas e quantitativas e
mencionando de forma clara e objetiva as conclusões e suas aplicações. Neste tipo de resumo,
geralmente se sugere a necessidade de novos estudos sobre o assunto abordado.
Qualquer tipo de resumo deve conter informações referentes aos objetivos, à
metodologia empregada, aos resultados obtidos e às conclusões resultantes.
28
... tanto as estradas de ferro como os
automóveis, chegaram a um ponto em que a
sua utilidade termina. Montanhas, florestas
rios e mares, entravam o seu progresso. Mas
o ar fornece um caminho livre e rápido para
o aeroplano; para ele não há empecilhos. A
atmosfera é o nosso oceano e temos portos
em toda a parte.
Alberto Santos Dumont
Figura 15 – Modelo de epígrafe.
29
Na redação do resumo devem ser observadas as seguintes regras: começar com
uma frase que contenha o essencial do documento original; evitar repetir palavras do título;
incluir apenas os pontos significativos; ser claro e conciso; sem comentários adicionais e
generalidades; um parágrafo, simples, coerente e com continuidade, sem sentenças
desconexas; evitar adjetivos, advérbios, neologismos e explicações desnecessárias; excluir
informações ou afirmações que não estejam no documento original, tabelas e quaisquer tipos
de ilustrações, fórmulas, esquemas, abreviaturas, siglas e citações bibliográficas. Não usar
expressões assemelhadas a “Neste documento é discutido...”, O documento conclui que...”,
“aparentemente é...”, “O trabalho trata de...” etc.
As seguintes extensões são recomendadas para o resumo: até 100 palavras para
artigos destinados a periódicos científicos; até 250 palavras para relatórios e trabalhos
acadêmicos em geral; e até 500 palavras para teses e dissertações. Esses números não incluem
os elementos pré e pós-textuais.
Logo abaixo do resumo são indicadas palavras-chave (mínimo três e máximo seis)
que representam o conteúdo, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto. A
finalidade destes descritores é identificar rapidamente a temática e facilitar a indexação.
Recomenda-se adotar terminologia já padronizada. Consultar o banco de dados
das bibliotecas e verificar se existe o termo indexado.
O resumo é escrito em um único parágrafo com deslocamento de 2 cm da margem
esquerda, com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento justificado,
entrelinhas de 1,5.
O título é grafado em caixa alta, centralizado e estilo negrito. O indicativo dos
descritores em caixa alta e baixa e estilo negrito. As demais informações em estilo normal.
A figura 16 é um modelo de resumo.
3.11 RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Igualmente obrigatório, o resumo em língua estrangeira consiste em uma versão
do resumo em língua nacional para um idioma de divulgação internacional, diferente do de
origem, respeitando as características do resumo original.
A ESPM adota o idioma inglês (sob a denominação abstract).
A formatação é idêntica à do resumo em língua nacional.
A figura 17 é um modelo de abstract.
30
RESUMO
2 entrelinhas de 1,5
Este trabalho estuda como e por que vem ocorrendo o grande crescimento das
empresas aéreas regionais frente ao crescimento das grandes empresas do setor nos últimos
anos no Brasil. O tema é relevante, pois muitas pesquisas deram destaque a este fenômeno, e
motivados pelo interesse pessoal de um dos autores, aliado a ausência de literatura científica
acerca deste tema, optou-se pelo estudo deste problema de pesquisa. Utilizando metodologia
de vertente qualitativa, optou-se pela execução de um estudo de caso múltiplo, envolvendo a
interpretação de dados coletados através de pesquisas bibliográficas e documentais, e
também por meio de pesquisa de campo (entrevistas em profundidade), o processo
investigatório em questão teve como unidades sociais de estudo as seguintes empresas aéreas
regionais: OceanAir Linhas Aéreas, Trip Linhas Aéreas e Total Linhas Aéreas.
Palavras-chave: Aviação Comercial. Empresas Aéreas Regionais. OceanAir Linhas Aéreas.
Trip Linhas Aéreas. Total Linhas Aéreas.
Figura 16 – Modelo de resumo.
31
ABSTRACT
2 entrelinhas de 1,5
This essay aims the understanding of how and why the big relative growth of
regional airline companies, versus the big airline companies, has been occurring lately in
Brazil. The subject has become relevant since recent researches pointed out this
phenomenon. Motivated by personal interest along with lack of academic studies in this area,
the authors decided to write an essay related on this theme. Using the interpretation of
information gathered through bibliographic, documental and also by field research (in-depth
interviews) the investigative process depended on three regional airline companies: OceanAir
Linhas Aéreas, Trip Linhas Aéreas e Total Linhas Aéreas.
2 entrelinhas de 1,5
Keywords: Aviation. Regional Airline Companies. OceanAir Linhas Aéreas. Trip Linhas
Aéreas. Total Linhas Aéreas.
Figura 17 – Modelo de abstract.
32
3.12 LISTA DE ILUSTRAÇÕES
É opcional a apresentação de lista de ilustrações.
Ilustrações são usadas para indicar tendências ou proporções importantes e
auxiliar visualmente na compreensão de conceitos complexos. Devem ser bem feitas e
identificadas as fontes dos dados, quando não elaboradas pelo autor.
Incluem-se na denominação de ilustrações elementos gráficos como desenhos,
esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, lâminas, mapas, organogramas, plantas,
quadros, retratos e outros. A lista destina-se a identificar os elementos gráficos, na ordem em
que aparecem no texto, pelo número, título e página onde estão inseridos.
Quando o número de cada elemento gráfico for significativo (geralmente acima de
dez), recomenda-se elaborar lista própria para cada tipo. Alternativamente, podem-se agrupar
os elementos gráficos com características assemelhadas para compor uma relação mais
genérica como, por exemplo: lista de figuras (geralmente desenhos, esquemas, gráficos,
fluxogramas, fotografias e assemelhados); lista de quadros ( apresentam informações textuais
de forma sintetizada, em colunas, separadas por linhas e fechadas nas bordas); lista de
ilustrações (quando inclui vários tipos de elementos gráficos, em número reduzido, de modo
que o total deles não seja superior a dez).
A ESPM adota o termo figura para designar todo e qualquer tipo de
ilustração. A relação resultante é denominada lista de figuras.
A lista é elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item
designado por seu nome específico, acompanhado do número da página onde a figura se
encontra. Deve reproduzir os dados do respectivo indicativo.
A lista é escrita com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa,
alinhamento esquerdo, entrelinhas de 1,5.
O título é grafado em caixa alta, centralizado e estilo negrito. Os indicativos em
estilo negrito e alinhados a esquerda.
Os números de páginas são alinhados a direita. As demais informações são em
estilo normal.
A figura 18 é um modelo de lista de figuras.
33
LISTA DE FIGURAS
2 entrelinhas de 1,5
Figura 1 – Terminal ScreenAd ...........................................................................................
2
Figura 2 – Gráfico do percentual de usuários de internet na população brasileira ............
20
Figura 3 – Gráfico da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) anual do Brasil – 1947 a
2005 ..................................................................................................................
23
Figura 4 – Gráfico do preço médio por transistor por ano – 1968 a 2002 .........................
25
Figura 5 – Gráfico da quantidade de armazenamento médio que se pode comprar por
dólar .................................................................................................................. 26
Figura 6 – Gráfico da performance média dos provedores de acesso a internet ...............
26
Figura 7 – Gráfico da performance média dos modems ....................................................
27
Figura 8 – Foto ilustrativa da pressão política realizada pela Central de Outdoor ............
28
Figura 9 – Gráfico da quantidade de veículos de comunicação por tipo de mídia
participantes do projeto intermeios ..................................................................
32
Figura 10 – Quadro dos fatores que influenciam o poder de barganha dos compradores
do setor ...........................................................................................................
39
Figura 11 – Quadro dos fatores que influenciam o poder de barganha dos compradores
do setor ...........................................................................................................
Figura 18 – Modelo de lista de figuras.
40
34
3.13 LISTA DE TABELAS
A tabela apresenta, de forma sistematizada, informações geralmente numéricas
que permitem visualizar rapidamente a relação existente entre os dados apresentados. É
formada de células, colunas e linhas.
De apresentação opcional, a lista deve ser feita quando o número de tabelas for
superior a dez. É elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item
designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página. A lista
deve reproduzir os dados do respectivo título.
A apresentação tabular consiste em dispor os dados em linhas distribuídas de
modo ordenado, segundo algumas regras práticas adotadas pelos diversos sistemas
estatísticos. Tais regras acham-se publicadas e dispõem sobre os elementos essenciais e
complementares da tabela, a especificação dos dados e dos sinais convencionais, o
procedimento correto a ser desenvolvido no preenchimento da tabela e outros dispositivos
importantes.
As tabelas têm a vantagem de conseguir expor, sinteticamente e em um só local,
os resultados sobre determinado assunto, de modo a se obter uma visão global mais rápida
daquilo que se pretende analisar.
De maneira mais formal, define-se como tabela a disposição escrita que se obtém
fazendo-se referir uma coleção de dados numéricos a uma determinada ordem de
classificação.
Embora a apresentação tabular seja de extrema importância, no sentido de facilitar
a análise dos dados, não permite ao analista obter uma visão tão rápida, fácil e clara do
fenômeno e sua variação como a conseguida através de um gráfico, que pode ser construído
automaticamente pelas planilhas de cálculo a partir dos dados tabulados.
A lista é escrita com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa,
alinhamento esquerdo, entrelinhas de 1,5.
O título é grafado em caixa alta, centralizado e estilo negrito. Os indicativos em
estilo negrito e alinhados a esquerda.
Os números de páginas são alinhados a direita. As demais informações são em
estilo normal.
A figura 19 é um modelo de lista de tabelas.
35
LISTA DE TABELAS
2 entrelinhas de 1,5
Tabela 1 – Posse de bens em residência por classe de potencial de consumo para a
região metropolitana de São Paulo – 2005 ....................................................... 22
Tabela 2 – Composição do valor de um terminal ScreenAd .............................................. 55
Tabela 3 – Custo mensal inerente a um terminal ScreenAd ..............................................
56
Tabela 4 – Distribuição dos terminais AssistAd por locais ...............................................
64
Tabela 4 – Distribuição dos terminais AssistAd por locais
82
Tabela 6 – Detalhamento das despesas com salários e encargos dos funcionários ............ 84
Tabela 7 – Detalhamento dos gastos pré-operacionais ......................................................
85
Tabela 8 – Distribuição dos terminais AssistAd por locais de veiculação ........................
90
Tabela 9 – Remuneração mensal aos locais de veiculação durante o primeiro ano
operacional da AssistAd ................................................................................... 92
Tabela 10 – Fluxo de caixa da AssistAd
93
Tabela 11 – Demonstração de Resultados de Exercícios (DRE) da AssistAd – 3 anos ....
97
Figura 19 – Modelo de lista de tabelas.
36
3.14 LISTAS DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Abreviar é representar uma palavra por meio de alguma(s) de suas sílabas ou
letras. De apresentação opcional, a lista relaciona as abreviaturas de palavras especializadas
ou pouco comuns empregadas com freqüência no decorrer de um texto, para evitar a sua
repetição. Elaborada em ordem alfabética, deve registrar a abreviatura seguida da indicação
por extenso de seu significado. A lista deve ser localizada antes do sumário.
Quando forem usadas até dez abreviaturas não será necessário elaborar a lista,
devendo ser apresentada, na sua primeira entrada no texto, a palavra ou Expressão
correspondente seguida pela abreviatura, entre parênteses. A partir daí, pode-se usar apenas a
abreviatura no restante do texto.
Mesmo havendo lista de abreviaturas não há impedimento de apresentar o
significado e a abreviatura correspondente na primeira entrada no texto. Assim como não há
necessidade de identificar a abreviatura de termos de uso corrente ou inventar outras porque
todas já estão nos dicionários e na literatura pertinente.
É escrita com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento
esquerdo, entrelinhas de 1,5. O título é grafado em caixa alta, centralizado e estilo negrito. As
demais informações são em estilo normal. A figura 20 é um modelo de lista de abreviaturas.
Sigla é, geralmente, a reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de
uma denominação ou título. A lista de siglas, opcional, contém as siglas usadas para evitar a
repetição de termos utilizados com freqüência no decorrer de um texto. Na elaboração da
lista, em ordem alfabética, recomenda-se grafar a sigla seguida da denominação
correspondente escrita por extenso. A lista deve ser localizada antes do sumário.
Quando forem usadas menos de dez siglas não será necessária a elaboração de
uma lista, devendo ser apresentada, na sua primeira entrada no texto, a expressão
correspondente seguida pela sigla, entre parênteses. A partir daí, pode-se usar apenas a sigla
no restante do texto.
Para as siglas são válidos os mesmos critérios recomendados para as abreviaturas.
Recomenda-se não usar siglas estrangeiras quando houver a correspondente em português.
Caso haja necessidade de adotar siglas não aportuguesadas, apresentar a tradução, juntamente
com expressão indicativa de sua origem como, p.ex.: “sigla em inglês para ...”.
São escritas com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa,
alinhamento esquerdo, entrelinhas de 1,5. O título é grafado em caixa alta, alinhamento
centralizado e estilo negrito. As demais informações são em estilo normal. A figura 21 é um
modelo de lista de siglas.
37
LISTA DE ABREVIATURAS
2 entrelinhas de 1,5
a. – ano
A. – Autor
ampl. – Ampliada
art. – Artigo
aum. – Aumentada
cap. – Capítulo
ed. – Edição, editora
ex. – Exemplo
fig. – Figura
obs. – Observação
p. ex. – Por exemplo
p. – Página
rev. – Revista, revisão
séc. – Século
trad. – Tradução, tradutor
t. – Tomo
v. – volume
Figura 20 – Modelo de lista de abreviaturas.
38
LISTA DE SIGLAS
2 entrelinhas de 1,5
AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente
ABA – Associação Brasileira de Anunciantes
Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil
Cacex – Carteira de Comércio Exterior
Cebrap – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento
CMN – Conselho Monetário Nacional
Emurb – Empresa Municipal de Urbanização
IBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
FGV – Fundação Getúlio Vargas
Funasa – Fundação Nacional de Saúde
Fundact – Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e da Técnica
INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial
IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
Susep – Superintendência de Seguros Privados
TBC – Teatro Brasileiro de Comédia
TCU – Tribunal de Contas da União
TFR – Tribunal Federal de Recursos
SP – São Paulo
Varig – Viação Aérea Rio-Grandense
ZF – Zona Franca
Figura 21 – Modelo de lista de siglas.
39
3.15 LISTA DE SÍMBOLOS
O símbolo é um elemento gráfico que representa e/ou indica de forma
convencional um elemento importante para o esclarecimento ou a realização do trabalho.
De apresentação opcional, a lista de símbolos deve ser elaborada de acordo com a
ordem apresentada no texto, com o devido significado.
São válidas para os símbolos as mesmas considerações feitas em relação às
abreviaturas e siglas. Não necessitam de identificação nem de discriminação os símbolos cuja
identificação com o objeto ou elemento representado é evidente. Para os mais específicos
pode-se fazer a descrição na primeira entrada no texto e a lista correspondente, lembrando que
a lista só pode ser elaborada quando a quantidade de símbolos ultrapassar o número dez.
É escrita com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento
esquerdo, entrelinhas de 1,5.
O título é grafado em caixa alta, alinhamento centralizado e estilo negrito.
As demais informações são em fonte normal.
A figura 22 é um modelo de lista de símbolos.
3.16 SUMÁRIO
O sumário é um elemento essencial que relaciona os títulos, as seções e subseções
dos elementos textuais, geralmente até a terceira subordinação, assim como os títulos dos
elementos pós-textuais, se houver, com a indicação das páginas iniciais do texto.
A ESPM não adota indicar no sumário os títulos dos elementos pré-textuais.
O sumário é o último elemento pré-textual. Se houver mais de um volume do
documento, cada volume terá o seu próprio sumário e o sumário completo da obra.
O sumário é escrito com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa,
alinhamento esquerdo, entrelinhas de 1,5. O título SUMÁRIO é grafado em caixa alta,
centralizado e estilo negrito. Os indicativos em estilo negrito e alinhados a esquerda. Os
números de páginas são alinhados a direita. As demais informações são em estilo normal.
Ao se indicar nova seção deve-se dar espaçamento correspondente a uma
entrelinha de 1,5 mais seis pontos, para destacá-la dos demais componentes.
A figura 23 é um modelo de sumário.
40
LISTA DE SÍMBOLOS
2 entrelinhas de 1,5
@ – Arroba
Æ – Centro de alimentação
> – Centro de saúde
© – Copyright
® – Marca registrada
Ë – Portador de deficiência do aparelho locomotor
E – Religião judaica, judaísmo
h – Religião cristã, cristianismo
– Sexo feminino
– Sexo masculino
– Telefone público
Figura 22 – Modelo de lista de símbolos.
41
SUMÁRIO
2 entrelinhas de 1,5
1 entrelinhas de 1,5 + 6 pontos
1 INTRODUÇÃO ..............................................................................................................
1
2 RESPONSABILIDADE SOCIAL ...............................................................................
3
2.1 A REALIDADE BRASILEIRA ..................................................................................
2
2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL ...............................................................................
14
2.3 PANORAMA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL ..........................
20
2.4 ÉTICA E RESPONSABILIADE SOCIAL .................................................................
28
3 RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL NA PRÁTICA ......................
33
3.1 EMPRESAS SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS .....................................................
33
3.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL DE CADA UM ....................................................
45
3.3 SUSTENTABILIDADE: PENSANDO NO FUTURO ...............................................
55
4 ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO ..............................................................................
61
4.1 METODOLOGIA DE ESTUDO .................................................................................
61
4.1.1 Definição e Justificativa do Problema da Pesquisa ..................................................
63
4.1.2 Objetivo Geral e Objetivos Específicos ....................................................................
63
4.1.3 Metodologia da Pesquisa ..........................................................................................
64
4.1.4 Técnicas de Coleta de Dados ....................................................................................
64
4.2 DESCRIÇÃO DOS CASOS ........................................................................................
65
4.2.1 Empresa A ................................................................................................................
65
4.2.1.1 Sustentabilidade segundo a empresa A ..................................................................
67
4.2.1.2 Programa nutrir: cozinhas comunitárias ...............................................................
76
4.2.2 Empresa B .................................................................................................................
80
4.2.2.1 Desenvolvimento sustentável segundo a empresa B .............................................
84
4.3.2 Reserva sustentável do rio Iratapuru .........................................................................
99
4.3 ESTUDO COMPARATIVO .......................................................................................
104
5 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 108
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 109
REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 111
APËNDICES .....................................................................................................................
113
ANEXOS ............................................................................................................................ 116
Figura 23 – Modelo de sumário.
42
Não confundir sumário com índice. Sumário é a indicação dos principais títulos,
índice é uma lista pormenorizada, detalhada de títulos, palavras ou frases, ordenadas segundo
determinado critério, geralmente alfabético, que localiza e remete para as informações
contidas no texto.
Exemplificando: neste Manual o sumário relaciona os títulos das seções e
subseções até a seção quinária de subordinação.
A ESPM não adota índice em seus trabalhos acadêmicos. Eventualmente
poderá ser incluído nos trabalhos muito extensos. Neste caso, seguirá o mesmo critério de
formatação adotado para o sumário.
Havendo índice remissivo, este seguirá o formato de listas sem indicativo,
respeitando as normas especificamente padronizadas para este tipo de índice.
Para maiores detalhes e modelo, ver seção 5.5.
43
4 ELEMENTOS TEXTUAIS
Os elementos textuais correspondem ao trabalho propriamente dito, ou seja, a sua
parte fundamental, que inclui a apresentação da temática, objetivo, justificativa, metodologia,
desenvolvimento do tema, resultados e conclusões.
São elementos textuais a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
4.1 INTRODUÇÃO
É a parte inicial do texto, onde constam a construção dos objetivos que justificam
a pesquisa e o seu relatório, se enuncia o trabalho de modo concreto, o assunto é proposto e
onde se faz a sugestão para que ele seja compreendido quanto aos seus limites e abrangências.
Na introdução “devem constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da pesquisa e
outros elementos necessários para situar o tema do trabalho” (ABNT NBR 14724:2005, p. 6).
A introdução deve explicar os motivos da realização do trabalho e destacar sua
importância, fornecendo os antecedentes que o justificam. No que se refere a sua estrutura,
fazem parte da introdução os seguintes itens: delimitação do tema – texto que principia o
trabalho, onde se faz um breve apanhado do que se pretende pesquisar, situando-o no tempo e
no espaço, fundamentando teoricamente os termos empregados, remetendo às partes que serão
desenvolvidas ano longo do trabalho, e o que o que se espera alcançar; objetivos – traduzem o
que se quer alcançar com a pesquisa; justificativa – corresponde à defesa do tema da pesquisa
quanto à sua importância, relevância e contribuições; metodologia – apresenta e justifica a
pertinência dos recursos metodológicos utilizados no processo investigatório e que viabilizam
o alcance dos objetivos: abordagem, métodos, tipos de pesquisa, técnicas de coleta, de
tratamento e de interpretação dos materiais coletados.
Victoriano e Garcia (1996, p. 42) defendem que na introdução que se deve
enunciar o trabalho de modo concreto, com o desenvolvimento de alguns elementos
essenciais: escolha do tema e sua justificativa; formulação do problema e definição de
objetivos gerais e específicos; levantamento de hipóteses e variáveis; conceituação através da
discussão bibliográfica; descrição da metodologia, materiais e métodos adotados; medição,
manipulação, cálculo e conceituação dos dados; aplicação de formulários e questionários;
abordagens das entrevistas; construção de indicadores.
Andrade (1998) recomenda a introdução como local apropriado para a revisão
bibliográfica de alguns tipos de trabalho:
Nos trabalhos de maior envergadura, como dissertações de final de curso ou
monografias minuciosas, faz-se referência às teorias, conceitos ou idéias que
44
embasam o desenvolvimento ou argumentação. Indicam-se os trabalhos importantes
do mesmo gênero, realizando-se, dessa forma, uma revisão da bibliografia existente
sobre o assunto (ANDRADE, 1998, p 74).
Como esta posição não é consenso entre os autores, sendo até dispensável em
trabalhos reduzidos (HENRIQUES; MEDEIROS, 1999, p. 171), fica a critério do estudante,
de comum acordo com o(os) orientador(es), definir o conteúdo e extensão. De qualquer modo,
o texto que iniciar o trabalho deverá apresentar, logo no início, o seu objetivo.
Quando existente, a introdução deverá conter, pelo menos, os seguintes
elementos: objeto, objetivo, problema, delimitação, justificativa, método adotado, número e
breve descrição dos capítulos. Essas informações podem ser apresentadas em texto corrido
sob a denominação única de Introdução ou se constituírem, a partir deste título geral, em
seções e subseções, segundo a necessidade do plano ou esquema de trabalho.
Embora considerada de menor importância no conjunto do trabalho, uma
introdução bem construída só termina quando o trabalho total está concluído (VICTORIANO;
GARCIA, 1996, p. 42; CONTANDRIOPOULOS et al, p.17-8), podendo até ser escrita depois
dos demais capítulos ou reescrita ao término do trabalho, como explica Chizzotti:
A redação do texto definitivo incorpora indicações e críticas pertinentes, oferecidas
por terceiros. Nesta fase, o pesquisador completa os dados, redige a conclusão e
reescreve a introdução.
A introdução deve situar o leitor, expondo brevemente as justificativas, a
delimitação do problema, a metodologia utilizada, a divisão das partes e a síntese
das conclusões. Pode ser necessário expor fatos e circunstâncias que afetaram a
pesquisa ou alguma das partes que a compõem (CHIZZOTTI, 1998, p. 49).
A figura 23 apresenta um modelo de introdução. O texto foi sintetizado para
caber em uma só página. As informações identificadoras das empresas estudadas foram
suprimidas.
4.2 DESENVOLVIMENTO
Desenvolvimento é a parte principal do texto, por isso é a mais extensa do
trabalho. Nele é feita a descrição e interpretação de materiais coletados e tratados (ou
processados) de forma sistemática, com a intenção de fundamentar a argumentação dos
exercícios de análise e reflexão, além de validar as conclusões alcançadas com os eventuais
resultados encontrados.
Divide-se em seções e subseções, que variam em função das especificidades do
tema/problema e do método. A palavra Desenvolvimento não deve aparecer como título desta
parte. No desenvolvimento realiza-se a exposição ordenada e pormenorizada do assunto,
decomposição e resolução do problema inicialmente formulado, fatos, argumentos, contraargumentos, discussão comparativa das idéias, provas, testemunhos, exemplificações,
45
estatísticas etc., segundo critérios lógicos de raciocínio dedutivo ou indutivo. As idéias devem
ser refutadas, comprovadas ou confirmadas com a interpretação dos fatos ou idéias
demonstradas. Os resultados devem ser apresentados de forma objetiva, exata e lógica.
A cuidadosa hierarquização e organização permitirão uma visão equilibrada do
todo de modo claro, e um aprofundamento do assunto. Afirmam Victoriano e Garcia:
Se o corpo do assunto ou do trabalho tiver sido desenvolvido de maneira eficiente, a
sua leitura possibilitará distinguir o que é fundamental, importante, daquilo que é
acessório e complementar. Nesse sentido a divisão dos capítulos deve ser
equilibrada e proporcional. Trabalhar a estrutura lógica e real do assunto exige
disciplina científica e esforço metodológico. A redação do trabalho exige
conhecimento aprofundado de seus planos, de modo que a preocupação não seja
apenas a estética, mas também a estrutura das partes desenvolvidas (VICTORIANO;
GARCIA, 1996, p.43).
Ao lado da preocupação com a estruturação das partes, recomenda-se realizar
constante catalogação do material pesquisado, de modo que o trabalho de leitura não deve ser
feito confiando apenas na memória. Há necessidade de tomar notas ou fazer um relatório de
leitura, tendo sempre em vista o problema que se pretende resolver. As notas ou citações em
demasia comprometem a realização do trabalho.
Essas notas são feitas após várias leituras analíticas do texto. Ao se proceder a
leitura deve-se realizar, ao mesmo tempo, a marcação dos problemas levantados e as
conclusões. Se o documento foi tomado emprestado, as anotações devem ser feitas em bloco
de papel à parte, contendo o sobrenome do autor, os prenomes, o título da obra, a edição, o
local, a editora, o ano, as páginas consultadas, as transliteradas, as citações diretas e indiretas,
ou de onde se colheu idéias. Essas informações são fundamentais para a indicação das fontes
de citações e para a elaboração da lista de referências. Esta, por sua vez, se constitui em
elemento essencial do trabalho acadêmico. Sua qualidade, completude e atendimento ao
padronizado e normalizado será avaliado pelos examinadores.
A realização de um correto fichamento permitirá identificar as obras consultadas,
registrar o seu conteúdo, registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura,
organizar as informações colhidas (MEDEIROS, 2006). Esta é uma etapa que se inicia com a
decisão de realizar o estudo e só se completa com o término do mesmo. Se for relegada a
segundo plano, poderá prejudicar o resultado do trabalho, pois se corre o risco de realizar um
trabalho de baixa qualidade, além da obrigação de refazer todo o caminho, de forma inversa,
na busca da fonte de determinada informação que se mostrou essencial para a conclusão do
estudo. Esse retrabalho pode ser evitado com a simples providência de realizar anotações de
forma organizada e sistemática.
46
1 INTRODUÇÃO
2 entrelinhas de 1,5
Os autores entendem que o desenvolvimento de um país está atrelado, entre
outros fatores, a seu desenvolvimento em termos de transporte, seja ele terrestre, aéreo ou
fluvial. A importância do transporte é fundamentada em dois fatores: atividade econômica, à
qual se associa uma diversidade de atividades industriais e terciárias, empregando direta ou
indiretamente parte considerável da população ativa; e também o transporte como meio de
apoio a outras atividades econômicas, seja comércio, serviço (turismo, entre outras coisas) e
indústria.
O setor de aviação no Brasil é composto por três searas: aviação militar, geral e
comercial (DAC, 2006). A aviação militar compreende toda a movimentação de passageiros
e cargas que estejam relacionadas às Forças Armadas Brasileiras, além de atender aos
poderes Judiciário, Legislativo e Executivo que compõem a República Federativa do Brasil.
Já a aviação geral compreende todos os setores da aviação civil que não estão envolvidos
com o transporte aéreo regular de passageiros e cargas e, em especial, o setor representado
por empresas que se utilizam de aviões e helicópteros, particulares ou operados por empresas
de táxi aéreo, que voam no Brasil prestando serviços de transporte aéreo não-regular. Por
fim, a aviação comercial, foco deste trabalho, é composta pelos vôos regulares de oferta
pública, ou seja, pré-estabelecidos e divulgados pelas empresas operadoras, que têm
obrigações legais em cumpri-los (DAC, 2006).
Este trabalho concentra-se no setor de transporte aéreo comercial, que teve seu
início no Brasil em meados da década de 20 (DAC, 2006). Por se tratar de um país de
dimensões continentais, o Brasil tem necessidade de uma malha de transportes mais
capilarizada. O transporte rodoviário foi sempre o mais utilizado, visto que sua alternativa
mais próxima, o transporte ferroviário, nunca foi muito explorado.
O setor de aviação aérea comercial no Brasil é conhecido por ser relativamente
concentrado, tanto em termos de participação de mercado, quanto no domínio das principais
rotas brasileiras. As três maiores empresas do setor, somadas, ostentam cerca de 97% de
participação de mercado da aviação comercial (TAM com 46%, GOL com 29% e VARIG
com (TAM com 46%, GOL com 29% e VARIG com 22%). (DAC, 2006). Além disso, mais
da metade dos vôos realizados acontece entre as principais capitais brasileiras e são
oferecidos por estas grandes empresas, com grandes aeronaves, atendendo ao alto fluxo de
Figura 24 – Modelo de introdução.
47
4.3 CONCLUSÃO
Na conclusão são retomados os objetivos que justificaram a realização da pesquisa
(problemas e/ou hipóteses) e os resultados alcançados, de forma clara, objetiva e resumida,
respondendo aos problemas formulados ou confirmando ou negando as hipóteses levantadas
na introdução. Os conteúdos da conclusão devem fechar o trabalho como decorrência natural
do que foi realizado no desenvolvimento, bem como desdobramentos em pesquisas
adicionais.
“O término de um trabalho acadêmico pode assumir diferentes formas – o autor
pode finalizar com “conclusões”, com “considerações finais” e com “considerações gerais”.
Que aspectos podem influir na escolha entre uma e outra forma? De modo geral, os artigos
acadêmicos não excedem 16 páginas (incluídas notas, referências, eventuais anexos e
apêndices), os limites da extensão do texto dificilmente permitem o aprofundamento dos
exercícios de descrição, interpretação e análise que validariam as conclusões. No âmbito dos
relatórios de pesquisa esta questão também varia de acordo com o tipo de pesquisa realizado.
Em caso de pesquisa exploratória, o objetivo reside em formular hipótese, conseqüentemente
será impossível alcançar conclusões. Em caso de pesquisas orientadas pela formulação de
dúvidas (problemas) e pela verificação de hipóteses será pouco provável que o pesquisador
não alcance conclusões cujo conteúdo responderá ao problema ou fundamentará a
confirmação ou informação da hipótese.”
Nos relatórios de Estágio é considerada a seção em que são apresentadas as
conclusões de cada capítulo. Sua elaboração requer que o estudante responda se, ao redigir o
relatório de estágio supervisionado houve possibilidade de: ampliar conhecimentos sobre a
área organizacional de seu maior interesse, aperfeiçoar sua capacidade de comunicação
escrita, ampliar seus conhecimentos sobre as estratégias metodológicas que caracterizam os
estudos sistematizados, ampliar sua capacidade de estabelecer relações verticais e horizontais
entre os conteúdos das disciplinas que compõem a matriz curricular do curso e ampliar sua
capacidade de articular as dimensões teóricas e práticas na compreensão dos fenômenos
organizacionais.
Victoriano e Garcia (1996) são categóricos:
Se a introdução propicia ao leitor uma visão global do assunto e o
desenvolvimento analisa exaustivamente os dados, a conclusão é que
apresenta uma visão sintética do assunto. Ela é decorrente da
introdução e do desenvolvimento, expressando os elementos de
comprovação ou rejeição da hipótese. Deve ser breve, clara e objetiva,
demonstrando o ponto de vista do autor.
Em resumo: A pesquisa é um processo que será apresentado como
48
hipótese (introdução) demonstrando os dados coletados
(desenvolvimento) chegando à comprovação ou rejeição da hipótese
(conclusão) (VICTORIANO; GARCIA, 1996. p. 43).
Subsidiariamente, podem ser apresentados os desdobramentos relativos à
importância, síntese, projeção, repercussão, encaminhamento e outros elementos considerados
necessários pelo autor. E recomendações como contribuição para solucionar problemas
detectados e/ou sugestões para o aprofundamento da pesquisa.
A figura 25 apresenta um modelo de conclusão. O texto foi sintetizado para caber
em apenas uma folha.
49
10 CONCLUSÃO
2 entrelinhas de 1,5
Esta monografia objetivou identificar e interpretar as possíveis razões que
explicam o grande crescimento relativo das companhias aéreas regionais, respondendo ao
problema de pesquisa proposto, que era como e por que vem ocorrendo o grande crescimento
relativo das empresas aéreas regionais. Os autores optaram por realizar um estudo de caso
múltiplo para investigar tal fenômeno, no qual as unidades de estudo foram selecionadas com
base em critérios estabelecidos no estudo exploratório relativo ao setor de aviação comercial.
Inicialmente, a idéia era realizar entrevistas com os altos executivos (diretores) das empresas
aéreas regionais. Entretanto, devido à dificuldade de se conversar com este público, e até
mesmo localizá-lo nas empresas, os autores realizaram as entrevistas com executivos de nível
gerencial da área de marketing das USE, que representaram seu corpo diretivo.
A linha de raciocínio estabelecida pelos autores partiu sempre do geral para o
específico, ou seja, inicialmente era apresentado panorama abrangente da aviação comercial,
e posteriormente análise mais detalhada focada nas empresas aéreas regionais, objeto de
estudo desta monografia. A partir da proposição do problema de pesquisa, os autores
passaram a coletar grande parte da informação publicada a respeito das empresas aéreas
regionais, desde fatos históricos que permitissem justificar sua atual forma de competição,
até acontecimentos recentes que pudessem interferir em sua competitividade.
Durante a elaboração dos dois primeiros capítulos percebeu-se, em primeiro
lugar, que as empresas aéreas regionais não tinham somente o papel de integrar um país de
dimensões continentais como o Brasil, mas principalmente desempenhar função estratégica
para as empresas que utilizam seus serviços. Além disso, os autores identificaram vários
fatores que influenciam a forma de atuação das empresas regionais, como por exemplo, a
operação monopolística na maioria das rotas, algo que era, até então, desconhecido.
Figura 25 – Modelo de conclusão.
50
5 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Os elementos pós-textuais são complementares ao texto, introduzidos na última
parte do trabalho para esclarecer, documentar ou confirmar idéias ou dados apresentados no
corpo do texto. Complementam e ampliam o trabalho, através de documentos, idéias ou
dados.
São definidos como elementos pós-textuais: referências, glossário, apêndice(s),
anexo(s) e índice(s) analítico ou remissivo.
5.1 REFERÊNCIAS
As referências são elemento de apresentação obrigatória. Consiste em uma
listagem sistematizada dos documentos utilizados na realização do trabalho, em formato
impresso ou meio eletrônico.
Nenhuma pesquisa começa do zero. Toda atividade científica é um processo
cumulativo de aquisição dos conhecimentos. A produção do conhecimento científico resulta
de um processo cíclico. Baseia-se na existência de estudos já realizados para elaborar
questões, hipóteses, fundamentar ou guiar as observações da pesquisa.
Uma atividade de pesquisa deve considerar o conhecimento já existente sobre a
realidade que se deseja estudar.
O levantamento bibliográfico deve permitir justificar a formulação do objeto de
estudo, definir as hipóteses, escolher o modelo e os métodos de análise mais apropriados. Os
documentos consultados contribuem para a compreensão do objeto da pesquisa. Devem ser
analisados de forma crítica, para indicar os limites da conclusão e mostrar as lacunas. Os
trabalhos relevantes devem ser recentes, ter qualidade e importância no contexto do estudo.
Os trabalhos já publicados são de fundamental importância.
Nas referências são relacionadas todas as fontes efetivamente utilizadas no
trabalho. Em ordem alfabética única para todo tipo de material consultado. A lista é escrita
com fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento esquerdo, entrelinhas
simples, e duas entrelinhas simples entre os documentos referenciados. O título indicativo é
grafado em caixa alta, estilo negrito e dista duas entrelinhas de 1,5 do primeiro documento
referenciado. Os títulos dos documentos, em sua maioria, também são em estilo negrito. As
demais informações são em estilo normal.
A figura 26 é modelo de referências com nomes de autores completos.
51
REFERÊNCIAS
2 entrelinhas de 1,5
GOLDBAUM, Sérgio. Faturamento da mídia e atividade econômica. Nota de conjuntura
econômica. São Paulo: ESPM. jun. 2004.
2 entrelinhas simples
KELLER, Kelvin Lane; KOTLER, Phillip. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo:
Prentice-Hall, 2005.
KURZWEIL, Ray. The Law of Accelerating Returns. KurzweilAI.net, Mar. 7, 2001.
Disponível em: <http://www.kurzweilai.net/articles/art0134.html?printable=1>.Acesso em:
31 out. 2006.
KOTLER, Phillip. Administração de marketing. 10. ed. São Paulo: Prentice-Hall, 2000.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Métodos científicos. São Paulo:
Atlas, 1991.
LAMARDO, Renato; SILVA, Carlos Eduardo Santos. A publicidade e os desafios da
convergência. 1º ENCONTRO ESPM DE COMUNICAÇÃO E MARKETING – a mídia e o
consumidor do futuro, p. 7, nov. 2005.
MARCHIORI, Marlene. Comunicação é cultura e cultura é comunicação. Comunicação
empresarial, São Paulo, n. 31, p. 28-31, segundo trimestre 1999.
McLUHAN, Marshall. The medium is the massage: an inventory of effects. New York:
Bantam Books, 1967.
PEPPERS, Don; ROGERS, Martha. Empresa 1 a 1: instrumentos para competir na era da
Interatividade. São Paulo: Campus, 1997.
PORTER, Michael. Estratégia competitiva. São Paulo: Atlas, 1998.
SISSORS, Jack Z.; BUMBA, Lincoln. Planejamento de mídia: aferições, estratégias e
avaliações. São Paulo: Nobel, 2001.
VERONEZZI, José Carlos. Mídia de A a Z. São Paulo: Flight, 2005.
Figura 26 – Modelo de referências com nomes de autores completos.
52
Os autores dos títulos referenciados devem, preferencialmente, ter seus nomes
indicados de forma completa. Na impossibilidade de identificação completa da autoria, devese indicar pela ordem, o sobrenome seguido do prenome e dos demais nomes abreviados; ou o
sobrenome e a abreviatura do prenome e dos nomes intermediários. Por exemplo, o filólogo e
dicionarista Aurélio Buarque de Holanda Ferreira seria indicado da seguinte maneira:
1ª opção: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda.
2ª opção: FERREIRA, Aurélio B. de H.
3ª opção: FERREIRA, A. B. de H.
Atentar para o fato de que a partícula de foi indicada. As partículas fazem parte do
nome. Também devem ser indicadas, mesmo quando os nomes forem abreviados parcial ou
completamente.
Se na listagem de documentos a serem referenciados houver pelo menos um autor
com identificação do prenome e nomes intermediários de forma incompleta, os demais devem
também ser indicados abreviadamente, uniformizando a apresentação.
Ver seção 8 para maiores detalhes.
5.2 GLOSSÁRIO
Elemento de inserção opcional, o glossário designa a lista de termos de uso
específico (termos técnicos da área), devidamente acompanhados das definições, para ampliar
a compreensão de sua utilização no texto.
A elaboração da lista segue os mesmos critérios e modelos das listas de
abreviaturas, siglas e símbolos. A figura 27 é um modelo de glossário.
5.3 APÊNDICE(S)
Opcional, o apêndice é o suporte elucidativo e/ou ilustrativo elaborado pelo autor,
que documenta, esclarece e confirma as idéias expressas no texto.
É uma seção especial que tem o objetivo de complementar as reflexões do autor
inserindo documentos ou outros itens complementares ao trabalho. Podem ser questionários,
entrevistas, tabelas e gráficos e outras informações por ele coletadas e consideradas
necessárias ou importantes destinados a complementar a argumentação, sem interferir ou
prejudicar a unidade nuclear do trabalho.
A figura 28 é um modelo de apêndice. Corresponde à primeira página de uma
entrevista com total de oito páginas. Todas as referências ao entrevistado foram suprimidas.
53
GLOSSÁRIO
2 entrelinhas de 1,5
Áudio – É a parte do sinal que carrega as informações de som.
Capítulo (Chapter) – Divisões de um DVD ou laserdisc, similar às faixas de um CD. Cassete
– Fita magnética compactada em cartucho.
CD – Abreviatura de Compact Disc, disco digital por leitura de raio laser.
CD Interativo (CD-I) – Sistema lançado pela Philips, semelhante ao CD-Rom, que trabalha
autônomo, sem a necessidade do computador. Reproduz tanto CDs de música como de
imagem, mas não teve muito sucesso comercial e hoje está restrito a aplicações comerciais
e/ou educacionais.
CD-R – Abreviatura de Compact Disc Record, disco digital gravável.
CD-Rom – Sistema de leitura de CD em computadores, para jogos e diversos tipos de
software.
CD-RW - Abreviatura de Compact Disc Rewritable, disco digital regravável.
Computação Gráfica – Imagem sintetizada por computador que possui forma e movimento
calculados automaticamente pelo computador.
DAT - Abreviatura de Digital Audio Tape, sistema de gravação de áudio digital.
Digital – Oposto ao analógico. Sistema que utiliza a forma binária (diz-se aquela que usa
combinação dos números binários 1 e 0 alternadamente), de modo a manipular informações
sem a perda de qualidade da mesma.
DVD (Digital Video Disc) – Formato de disco do mesmo tamanho do CD, mas que permite
maior armazenagem de dados. Um disco é suficiente para gravar um filme inteiro, seu
making-of, comentários, clips, legendas e dublagens, com qualidade de som e imagem
melhores que as do videolaser.
Figura 27 – Modelo de glossário.
54
APÊNDICE A – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTACOM PROFISSIONAL
2 entrelinhas de 1,5
Entrevistado:
Entrevistador: Apresenta a idéia e pergunta: o que você acha da idéia?
Entrevistado: Acho a idéia boa, só tô estranhando como fazer este consumidor ter
interesse pelo comercial que está lá. Outra coisa, se entra o segundo comercial aí ele já ficou
aqui no site mas o comercial é outro, né? Porque só um tem a oportunidade de entrar aqui,
né?
– Isto. Só tem um que tem a oportunidade, mas pelo celular...
– ... Os outros podem ter a oportunidade olhando pelo celular, tá. Mas um é o que
tá mais vitorioso com a melhor imagem. Claro sempre tem problemas e oportunidade, né...
Então no item problemas eu vejo a dificuldade de um estar privilegiado nesta situação porque
ele poderá ficar ali um tempão, né? E não dar chance pra outro, porque você não vai
conseguir limitar... quem entrou no site também você não vai falar “sai daí” não pode, né...
Então isto é como desvantagem, a outra, a vantagem é porque é um meio diferente. Então,
você viu ultimamente teve o cartaz em banheiro, fez um sucesso danado, as coisas que têm
saído diferenciadas sempre causam um grande impacto, e isto aqui tem um impacto... Só a
logística é que estou um pouquinho na dúvida por causa deste sujeito sozinho aqui no
monitor, porque o de celular realmente... Mas que é mais gostoso monitor que celular é, né...
– Sem duvida, sem duvida...
– ... e... e não gasta bateria, ah... não tem despesa nenhuma... e a idéia eu acho
interessante porque você pode levar isto para um ambiente de teatro, você pode levar para
um ambiente de uma exposição, para um ambiente de cinema... Você pode levar para uma
série de locais que são locais públicos com concentração, onde determinadas horas têm
demandas altas. Então, se estiver na ante-sala de um cinema, de um teatro, todos poderão ver
os doze comerciais...
– A pessoa inclusive poderia adquirir pelo celular...
– Compra pelo celular.
– O que você acha o mais interessante?
– O mais interessante que eu acho é essa oportunidade de pegar pessoas em
conjunto de um mesmo segmento... porque se elas estão ali elas fazem parte de um grupo que
tem uma afinidade com aquela ação daquele momento, então você tem controle sobre isto...
Então você vai para um tipo de exposição que tem gente qualificada ou outro tipo de [...]
Figura 28 – Modelo de apêndice.
55
A formatação do apêndice deve obedecer a todos os critérios e padrões
estabelecidos neste Manual.
Elabora-se listagem de apêndices quando a quantidade exceder a dez exemplares.
A quantidade de páginas de apêndices não pode ser superior ao número de páginas do
texto do trabalho.
A listagem deve ser feita nos mesmos moldes adotados para as listas de figuras e
tabelas: fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento justificado. A
exceção é título, grafado em caixa alta, estilo negrito e centralizado. Os nomes próprios, siglas
e outras expressões são reguladas pelas normas ortográficas vigentes ou por outras seções
deste Manual.
Os títulos dos apêndices são apresentados da seguinte forma.
 exemplo de grafia do título no documento:
APÊNDICE A – AVALIAÇÃO NUMÉRICA …
APÊNDICE B – AVALIAÇÃO …
 exemplo de indicação na lista de apêndices:
Apêndice A – Avaliação numérica …
Apêndice B – Avaliação …
 exemplo de indicação no texto:
Ver Apêndice A
Ver Apêndice B
A figura 29 é um modelo de lista de apêndices.
5.4 ANEXO(S)
Entende-se por anexo o elemento complementar, não elaborado pelo autor do
trabalho, que serve para fundamentar, comprovar ou ilustrar o conteúdo do texto e suas partes.
A sua apresentação é opcional. Podem ser tabelas, gráficos, quadros, ilustrações, catálogos,
folders, relatórios, balanços ou balancetes e quaisquer e outras informações por ele coletadas e
consideradas necessárias ou importantes destinados a complementar a argumentação, sem
interferir ou prejudicar a unidade nuclear do trabalho.
Quando o anexo for digitado pelo autor, a formatação seguirá todos os padrões e
normas estabelecidas neste Manual. Quando for reprodução (por sistema “recortar e colar”,
escaneamento ou outro processo de cópia), se aceita que tenha o formato original, inclusive
podendo ser reduzido ou aumentado para melhor enquadramento na página.
A figura 30 é um modelo de anexo.
56
APÊNDICES
2 entrelinhas de 1,5
Apêndice 1 – Transcrição das entrevistas em profundidade com profissionais de mídia ... 160
Apêndice 2 – Transcrição das entrevistas em profundidade com transeuntes .................... 190
Apêndice 3 – Pesquisa aplicada aos responsáveis pelos locais de veiculação .................... 210
Apêndice 4 – Demonstrativo do fluxo de caixa mensal ...................................................... 240
Apêndice 5 – Comparativo de custos para aquisição de telas touch screen ....................... 241
Apêndice 6 – Comparativo de custos para fornecimento de energia elétrica ..................... 242
Apêndice 7 – Comparativo de custos para aquisição de mobiliário ................................... 243
Apêndice 8 – Comparativo de custos para aquisição de equipametos de informática .....
244
Apêndice 9 – Cálculo da relação custo x benefício dos sistemas de leasing ...................... 245
Apêndice 10 – Cálculo da relação custo x benefício da aquisição de equipamentos e
mobiliário .................................................................................................. 246
Apêndice 11 – Comparativo dos sistemas de leasing e de aquisição direta ....................... 247
Figura 29 – Modelo de lista de apêndices.
57
ANEXO A – TABELA DE CONSUMO DE EQUIPAMENTOSELÉTRICOS
2 entrelinhas de 1,5
Fonte: CPFL, 2007. Reproduzido de (http://www.cpfl.com.br/piratininga/consumo2.htm).
Figura 30 – Modelo de anexo.
58
Elabora-se listagem de anexos quando a quantidade de documentos exceder a dez
exemplares. A quantidade de páginas de anexos não pode ser superior ao número de
páginas do texto do trabalho. A listagem de anexos deve ser feita no mesmo padrão adotado
para as listas de apêndices: fonte Times New Roman, corpo 12, caixa alta e baixa, alinhamento
justificado. Exceto o título que é grafado em caixa alta, estilo negrito e centralizado. Nomes
próprios, siglas e outras expressões são reguladas pelas normas ortográficas vigentes ou por
outras seções deste Manual. Os títulos dos anexos não apresentados da seguinte forma.
 Exemplo da grafia do título no documento:
ANEXO A – PLANO ESCOLAR DA ESPM
ANEXO B – TARIFAS MÉDIAS PRATICADAS PELO SISTEMA BANCÁRIO
 Exemplo de indicativo na lista de anexos:
Anexo A – Plano escolar da ESPM
Anexo B – Tarifas médias praticadas pelo sistema bancário brasileiro
 exemplo de indicação no texto:
Ver Anexo A
Ver Anexo B
A figura 31 é um modelo de lista de anexos.
5.5 ÍNDICE(S)
De inserção opcional, o índice é uma lista organizada que aparece no princípio ou
fim de um documento, impresso ou eletrônico, com a indicação das páginas, para facilitar a
localização das partes, capítulos, assuntos, nomes etc. nele contidos. Índice também pode ser
o conjunto de indicações impressas ou eletrônicas (como o hiperlink), especialmente de letras
e palavras (meio impresso), imagens ou textos (meio eletrônico), em um documento para
facilitar o manuseio, localização ou registro do assunto desejado.
Entre os diversos tipos de índices, são de interesse do pesquisador o analítico, o
onomástico e o remissivo. O analítico é uma relação, por ordem alfabética e seguida do
respectivo número da página, dos diversos assuntos, autores, lugares etc., de uma determinada
obra; o onomástico é uma relação em ordem alfabética e seguida dos respectivos números de
página, dos nomes próprios, citados ou tratados em um documento; o remissivo é relação
alfabética dos assuntos tratados em uma obra, com indicação de página, capítulo etc.
A figura 32 é um modelo orientativo para a elaboração de um índice remissivo,
elaborado com o intuito de demonstrar a formatação de seus elementos formativos, com
destaque para o título e espaçamento.
59
ANEXOS
2 entrelinhas de 1,5
ANEXO 1 – Tabela de audiência, share, custos e perfil por gênero de programas ............ 123
ANEXO 4 – Preços do Speedy nitro ................................................................................... 124
ANEXO 5 – Características do Speedy nitro ...................................................................... 124
ANEXO 6 – Contrato para Telefônica ................................................................................ 126
ANEXO 7 – Velocidades e preço do Ajato ......................................................................... 132
ANEXO 8 – Contrato Vírtua ............................................................................................... 138
ANEXO 9 – Contrato Dell .................................................................................................. 142
ANEXO 10 – Lojas Americanas – preços de câmaras ........................................................ 148
ANEXO 11 – Lojas Americanas – preços de móveis ......................................................... 150
ANEXO 12 – Conta de energia – Bandeirante Energia ...................................................... 151
ANEXO 13 – Buscapé – monitor touch Screen ………………………………………….. 152
ANEXO 15 – Critério de classificação econômica da ABEP ............................................. 154
ANEXO 16 –Banco de dados agregados ............................................................................ 155
Figura 31 – Modelo de lista de anexos.
60
ANEXOS
2 entrelinhas de 1,5
A
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, 12
Abreviatura
– de edição, 60
– de meses, 111
Abreviaturas
ver Lista de abreviaturas e siglas
Abstract
ver Resumo em língua estrangeira
Agradecimentos, 28
Alíneas, 103
Almanaque
ver Modelos de referências bibliográficas
Anexos, 108-120
Apêndices, 41
Figura 31 – Modelo de lista de anexos.
61
Percebe-se, então, a diferença entre sumário e índice. Sumário é uma lista
resumida, com os títulos das seções de um documento, até o terceiro nível; índice é mais
detalhado, mais completo, mais abrangente, chegando a minúcias quanto a assuntos, nomes
ou palavras considerados importantes dentro de uma obra e que necessitam ser localizados
mais rapidamente.
O índice deve ser elaborado conforme a norma ABNT NBR 6034:1989. Mas não
será objeto de maior discussão neste documento porque a ESPM não adota índice em seus
trabalhos acadêmicos.
Eventualmente um índice poderá ser incluído em trabalhos muito extensos, em
função do interesse do autor ou da escolha metodológica. Neste caso, seguirá a mesma
sistemática de formatação adotada para o sumário. Havendo índice remissivo, este seguirá o
modelo de listas sem indicativo, como as listas de abreviaturas, siglas e símbolos, respeitando
as normas especificamente padronizadas para este tipo de índice.
62
6 CITAÇÃO
Há dois tipos de informação em um trabalho acadêmico: a produzida pelo autor do
trabalho e a elaborada a partir de consulta a material de levantamento bibliográfico. Toda e
qualquer informação que não for de autoria própria deve ser expressamente indicada e
documentada no corpo do trabalho. A esse processo dá-se o nome de citação.
Citar significa mencionar, fazer referência; referir ou transcrever (um texto) em
abono do que se afirma. No contexto de um trabalho acadêmico, fazer citação significa
apresentar informações extraídas de documentos de outros autores, geralmente especializados,
para fundamentar idéia ou argumento que se pretenda defender, dando o devido crédito, ou
seja, identificando a autoria.
Fatos de domínio público ou de conhecimento geral, para os quais haja condições
de fácil verificação, e que não difiram de uma para outra fonte, não necessitam ser
documentados. Por exemplo, pode-se afirmar, sem necessidade de indicar a fonte, que o
Brasil foi descoberto pelos portugueses em 1500, ou que houve censura à imprensa brasileira
durante o período de governo militar.
No contexto deste Manual, as citações são de dois tipos: de transcrição e de
indicação de fonte. A transcrição consiste em reproduzir, de forma direta ou indireta, uma
informação de outro local para o texto que se está construindo. Indicar a fonte significa
mencionar quem produziu a informação, quando e de onde foi retirada.
As citações no texto servem para posicionar o trabalho no contexto da temática,
fornecer histórico/problema, dar credibilidade ao trabalho, conferir dados, fatos, argumentos e
esquemas usados, e para fundamentar, confirmar ou corroborar as idéias defendidas.
As citações podem ter duas origens: a fonte original (ou primária), ou seja, aquela
que é produzida pelo próprio autor da obra; ou a secundária, que corresponde à reprodução de
material constante em obra de terceiro. Deve-se dar preferência à citação de fonte primária. A
fonte secundária pode ser indicada quando não se tiver acesso à fonte original
A existência de citações no texto não tira a originalidade do trabalho, quando
utilizadas para dar credibilidade a interpretações e conclusões. É indicativo de que houve
pesquisa prévia do que já foi escrito sobre o mesmo assunto ou temática, de modo a melhorar
a qualidade e o enfoque que se deseja dar ao trabalho.
Incorporar idéias, dados ou frases de outro autor, sem dar-lhe o devido crédito,
constitui plágio, o que pode desqualificar e até mesmo anular o mérito do estudo ou pesquisa
realizada. Não se pode esquecer que o resultado do trabalho deve corresponder a uma visão
pessoal e original. Desta forma, o número de citações não pode ser excessivo, ou muito
63
longas. Recomenda-se que as citações não ultrapassem catorze linhas de texto e que a autoria
correspondente seja expressamente identificada.
6.1 CITAÇÃO DE TEXTO
A transcrição de textos pode ser feita de forma direta ou indireta. Na forma direta,
a transcrição é literal, correspondendo à reprodução exata de trechos ou partes de uma obra
consultada. A forma indireta consiste na utilização de idéias e informações de outros autores,
ou seja, são citadas com palavras do próprio autor, mas respeitando as idéias originais do
autor citado, sem distorções ou ênfases.
Deve-se usar preferencialmente a transcrição indireta de textos, pois o que se quer
é apresentar a idéia e não reproduzir longos trechos do material consultado.
6.1.1 Citação Direta
É a transcrição literal de parte da obra do autor consultado. Indica que a citação
foi extraída de uma fonte à qual se teve acesso direto. O texto reproduzido deve aparecer entre
aspas duplas, com indicação da fonte. A indicação da página é obrigatória:
 citação direta de até três linhas – o texto reproduzido deve ser inserido no corpo do texto e
contido entre aspas duplas. Se o texto originário já possuir palavras entre aspas duplas,
estas devem ser modificadas para aspas simples. Exemplo:
“A expressão ‘furiosa’ dessa estátua de que fala Rabelais, corresponde também à
realidade” (BAKHTIN, 1987, p. 388);
 citação direta de mais de três linhas – devem constituir um parágrafo independente, com
recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado (corpo 10),
sem aspas e com indicação da fonte. O espaçamento entre linhas deve ser simples.
Exemplo:
4 cm
A cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus
elementos básicos tais como: valores, crenças, rituais, estórias e mitos, tabus e
normas. Existem diferentes visões e compreensões com relação à cultura
organizacional. O mesmo se dá em função das diferentes construções teóricas
serem resultantes de opções de diferentes pesquisadores, opções estas que recortam
a realidade, detendo-se em aspectos específicos (FREITAS, 1989, p. 37).
Figura 33 – Modelo de citação com mais de três linhas.
 citação direta com elementos complementares – após a data, especificar no texto, entre
vírgulas e precedidas do termo da forma abreviada que os caracteriza (p., t., v., cap., etc.),
a página, o tomo, o capítulo e/ou o volume da fonte consultada. Exemplo:
64
Segundo Prunes (2000, v. 2, p. 647-8), “a inconformidade dos demandantes,
sustentando laudo pericial técnico [...]”.
6.1.2 Citação Indireta de Texto
Na forma indireta, há duas modalidades de transcrição de texto: por paráfrase, que
significa fazer uma tradução livre do texto, sem alteração das idéias originais, de modo a
representar uma síntese pessoal, ou explicação, da idéia apresentada no texto original; ou por
transliteração, que pode ser entendida como escrever de outra forma o que foi escrito pelo
autor original. Não é necessário o uso das aspas. É opcional indicar página, tomo, capítulo ou
volume. Exemplo:
Whetmore foi quem primeiro sugeriu que a sobrevivência seria impossível se não
buscassem alimentos dentre um deles, ou seja, nos seus próprios corpos
(FULLER, 1976).
6.1.3 Sinais Gráficos e Informações Adicionais
Na citação, supressões, interpolações, comentários, ênfases ou destaques devem
ser indicados do seguinte modo:
 supressões [...] – indica omissão de palavras ou parte do texto transcrito, entre colchetes.
Exemplo:
Oliveiras e Leonardos (1943, p. 146) dizem que a “[...] relação da série São Roque
com os granitos profiróides pequenos é muito clara”;
 interpolações [ ] – indica acréscimos, comentários ou explicações, entre colchetes.
Exemplo:
Desse modo, “[...] esse modelo funcionou [e ainda funciona] como critério e
medida para entendermos a vida familiar brasileira ao longo do tempo”;
 ênfase [!] – indica o ponto relevante enfatizado. É colocado logo após sua ocorrência.
Exemplo:
“Citar um autor do qual se utilizou uma idéia ou uma informação é pagar uma
dívida [!]” (ECO, 1983, p. 131);
 destaque – faz-se o destaque de palavra, expressão ou frase que se deseja evidenciar
dentro de um texto citado grafando com sublinhado, itálico, negrito ou a associação deles.
Após o término da frase com o trecho em destaque registra-se a expressão grifo nosso ou
grifo do autor entre parênteses. Recomenda-se não usar duas ou mais formas gráficas no
65
mesmo destaque. É mais comum a o destaque ser feito com itálico. Exemplos:
“[...] desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que,
aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...]”
(CANDIDO, 1993, v. 2. p. 12, grifo do autor).
“A escolha do tipo de serviço de saúde dependia de fatores ligados à classe social
antes do que variáveis associadas à gravidade dos problemas de saúde…”
(COSTA; FACHINI, 1997, p. 360, grifo nosso);
 como está escrito [sic] – indica incorreções e incoerências. O termo é colocado após a sua
ocorrência. Exemplo:
El ninõ é uma anomalia oceânica atmosférica, que não tem origem na zona tropical [sic].
“Porque proteger a coleção de vândalos eventuais [sic] é considerado mais
importante do que proporcionar um serviço eficiente” (TRAVASSOS, 1997, p.
308);
 tradução nossa – não fazer citações em idioma estrangeiro. Traduzir e colocar, no final
da citação, a expressão “tradução nossa” entre parênteses. Exemplo:
“Com sua excelente fotografia (que veio para mostrar que estamos vivendo numa
época em que a fotografia não é mais uma arte pequena), [...]” (MINDLIN, 2002,
tradução nossa).
6.2 CITAÇÃO DE FONTE
A citação de fonte consiste na indicação da autoria do documento citado.
6.2.1 Sistemas de Citação de Fonte
Segundo a norma ABNT NBR 10520:2002, há dois sistemas para a indicação da
autoria de uma obra: o autor-data, onde se menciona o autor e o ano em que a obra foi
publicada; e o sistema numérico, onde a autoria é indicada por um numeral. No sistema
numérico, a autoria é identificada por número, e as referências podem ser organizadas de duas
formas: na forma seqüencial, onde segue a ordem em que as citações são feitas; e em ordem
alfabética numerada.
O sistema autor-data consiste na indicação do sobrenome do autor, na forma em
que aparece nas Referências, acompanhado do ano de publicação do documento. Este sistema
possibilita a inclusão ou exclusão de referências na lista geral a qualquer momento e permite a
imediata identificação da autoria, sem necessidade de recorrer à lista de referências. A
66
indicação do ano permite identificar a perspectiva histórica do desenvolvimento dos conceitos
e métodos discutidos.
Deve se atentar para o fato de que as citações no texto estão diretamente
vinculadas ao sistema de organização das referências. Assim, deve ser criteriosa a escolha do
sistema a ser utilizado. A ESPM adota o sistema autor-data.
6.2.2 Regras Gerais para Citação de Fonte no Sistema Autor-Data
As seguintes regras devem ser observadas para citar fontes no sistema autor-data:
 todas as citações devem ser feitas no corpo do texto;
 com a adoção do sistema autor-data, não são utilizadas notas bibliográficas no rodapé,
somente notas de conteúdo (comentários adicionais ao corpo principal do texto);
 para uso de expressões latinas, utilizar apenas apud (citado por), sic (assim mesmo) e et al
(indicativo de continuidade);
 a expressão apud (citado por, conforme, segundo) pode, também, ser usada no texto.
Exemplos:
Silva (1983 apud ABREU, 1999, p. 3) diz ser [...].
“[...] o viés organicista da burocracia estatal e o antiliberalismo da cultura política
de 1937, preservado de modo encapuçado na Carta de 1946” (VIANA, 1986, p.
172 apud SEGATTO, 1995, p. 214-5).
No modelo serial de Gough (1972 apud NARDI, 1993), o ato de ler envolve um
processamento serial que começa com uma fixação sobre o texto, prosseguindo da
esquerda para a direita de forma linear;
 a expressão sic (assim como) deve estar entre colchetes;
 todas as citações devem ser acompanhadas da referência no sistema autor-data da obra de
onde foi transcrita;
 todas as obras citadas devem conter sua referência correspondente na lista de referências
no final do trabalho;
 quando o sobrenome do autor da citação estiver inserido na sentença, este deverá ser
grafado com inicial maiúscula e, quando estiver excluído do texto, será grafado em letras
maiúsculas, entre parênteses. Exemplos:
Autoria não incluída no texto: (FORTUNA, 1996).
Autoria no texto: Fortuna (1996),
Autoria no texto, com indicação da página, seguida da citação direta: Fortuna
(1996, p. 3), “o modelo bancário trazido ao Brasil pelo Império foi o europeu”.
67
Autoria no texto, seguida da citação, e indicação da página ao final da mesma:
Fortuna, em 1996, afirma que “a partir dos anos 50, solidificaram-se as posições
brasileiras, explodindo aos poucos seu potencial econômico” (p. 3).
Autoria fora do texto, com indicação da página: “A partir dos anos 50,
solidificaram-se as posições brasileiras, explodindo aos poucos seu potencial
econômico” (FORTUNA, 1996, p. 3).
6.2.3 Citação de Fonte no Sistema Autor-Data
A citação da autoria de documentos no sistema autor-data segue os seguintes
critérios:
 citação de fonte de documento de um só autor – a entrada se faz pelo sobrenome, o ano
separado por vírgula ou por parênteses. Exemplos:
Autoria não incluída no texto: (FREITAS, 1989).
Autoria incluída no texto: Freitas (1989),
Autoria incluída no texto: Freitas, em 1989,
 citação de fonte de documento de dois autores – os dois são citados, ligados por
ponto e vírgula (;), se não estiverem incluídos no texto; ou pela conjunção “e” se
estiverem no texto. Exemplos:
Autoria não incluída no texto: (VALLS; VERGUEIRO, 1998).
Autoria incluída no texto: Merrian e Caffarella (1991),
 citação de fonte de documento com três autores – os três autores são citados, ligados por
ponto e vírgula (;), se não estiverem incluídos no texto; por vírgula (,) e pela conjunção
“e” se estiverem no texto. Exemplos:
Autoria não incluída no texto: (ALMEIDA, DRACTU, LARANJEIRA, 1996).
Autoria incluída no texto: Almeida, Dractu e Laranjeira (1996) afirmam que [...]
Almeida, Dractu e Laranjeira, em 1996,
 citação de fonte de trabalho com mais de três autores – indica-se apenas o primeiro autor,
seguido de et al. Exemplos:
Autoria não incluída no texto: (CARDOSO et al., 1997).
Autoria incluída no texto: Cardoso et al (1997) consideram [...]
Cardoso et al, em 1997,
 citação de fonte em que a autoria é de entidade – documento de autoria de órgão de
administração direta do governo, com referência iniciada pelo nome geográfico do país,
estado ou município, cita-se o nome geográfico, seguido da data do trabalho. Exemplo:
68
Dados estatísticos revelam que ocorreu um decréscimo no nível de crianças fora
da sala de aula (BRASIL, 1997);
 citação de documento sem autoria conhecida – com entrada determinada pelo título, bem
como periódicos que foram referenciados no todo, a citação é feita usando-se a primeira
palavra do título, em maiúsculas, seguida de reticências e data entre parênteses. Exemplo:
“As IES implementaram mecanismos democráticos, legítimos e transparentes de
avaliação sistemática das suas atividades...” (ANTEPROJETO..., 1987);
 citação de fonte quanto a autoria é de entidades coletivas conhecidas por siglas – são
citadas pela primeira vez, por extenso, seguidas da sigla. Nas próximas citações do
documento deve-se usar apenas a sigla. Exemplo:
A Tab. 1 informa os dados de pessoas residentes em domicílios particulares, por
sexo e situação do domicílio, dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE);
 citação de fonte com sobrenomes e datas iguais – havendo coincidência de sobrenomes e
datas, diferencia-se acrescentando as iniciais dos prenomes; persistindo, colocam-se os
prenomes por extenso. Exemplos:
(GIL, A., 1999),
(GIL, V., 1999),
(BARBOSA, Cássio, 1965),
(BARBOSA, Celso, 1965);
 citação de fonte de diversos documentos de mesma autoria – quando publicados em anos
diferentes e mencionados simultaneamente, têm as datas separadas por vírgula. Exemplos:
(DREYFUSS, 1989, 1991, 1995),
(CRUZ; CORREA; COSTA, 1998, 1999, 2000);
 citação de fonte de diversos documentos de mesma autoria e ano de publicação – são
distinguidos pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem
espaçamento. Exemplos:
De acordo com Reeside (1927a),
(REESIDE, 1927b);
 citação de fonte de diversos documentos de autorias diferentes – quando uma idéia é
compartilhada por vários autores. Exemplo:
Autoria não incluída no texto: Diversos autores salientam a importância do
“acontecimento desencadeador” no início de um processo de aprendizagem
(CROSS, 1984; KNOX, 1986; MEZIROW, 1991).
Autoria incluída no texto: Cross (1984), Knox (1986) e Mezirow (1991) salientam
69
a importância do “acontecimento desencadeador” no início de um processo de
aprendizagem.
Autoria incluída no texto: Cross, em 1984, Knox, em 1986 e Mezirow, em 1991,
salientaram a importância do “acontecimento desencadeador” no início de um
processo de aprendizagem.
6.2.4 Citação de Citação
Usada quando não se tem acesso ao documento original. Indica-se o sobrenome
do autor original seguido da expressão latina apud ou do equivalente em português (citado
por, conforme, segundo), e do sobrenome do autor em cuja obra a citação foi feita. Exemplo:
Segundo Telles Jr. (1997 apud DINIZ, 1999, p. 252), “existe um critério misto,
pelo qual distingue-se o direito público do direito privado [...]”.
Adotada uma forma, manter o padrão, utilizando sempre a mesma expressão.
6.2.5 Citação de Fonte de Trabalho em Elaboração
Na citação de trabalhos em fase de elaboração, deve ser mencionado o fato,
indicando-se os dados disponíveis em nota de rodapé. Exemplos:
No texto: Os poetas selecionados contribuíram para a consolidação da poesia no
Rio Grande do Sul, séculos XIX e XX (em fase de elaboração)¹.
No rodapé:
____________________
¹ Poetas rio-grandenses, de autoria de Elvo Clemente, a ser editado pela EDIPUCS, 2002.
6.2.6 Citação de Fonte de Documento Eletrônico Online
A citação de documentos eletrônicos segue os mesmos padrões para citação de
documentos impressos. Para home page ou web site, quando não houver indicação da autoria
ou responsabilidade, indica-se o endereço eletrônico como visualizado na barra de endereço
do navegador (browser, em inglês) entre parênteses. Exemplo:
(www.espm.br/ESPM/pt/Home/Global/SistemaBiblioteca/)
70
6.2.7 Citação de Informação Verbal
Quando se desejar citar informações verbais, obtidas em aulas, palestras, debates,
comunicações etc., deve-se indicar o fato por meio da expressão informação verbal, entre
parênteses, e mencionar os dados disponíveis em nota de rodapé.
Recomenda-se não usar informação verbal. Exemplo:
No texto: O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre
(informação verbal)¹.
No rodapé:
___________________
¹ Notícia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de Engenharia Genética, em
Londres, em outubro de 2001.
71
7 NOTAS DE RODAPÉ, DE CONTEÚDO E DE REFERÊNCIA
Notas são informações complementares e não essenciais à compreensão do texto,
e que não necessitam estar no seu corpo. Podem estar na própria página, ao final do tópico, do
capítulo ou do trabalho. A numeração pode seguir o mesmo critério, ou seja, ser reiniciada a
cada página, tópico, capítulo ou ser única e consecutiva para todo o texto.
Notas de rodapé são considerações ou esclarecimentos que não devem ser
incluídos no texto para não interromper a seqüência lógica da leitura. São inseridas no final da
página, separadas do texto principal por um traço e grafadas com letra de tamanho inferior
e/ou outra tipologia, para reforçar o seu diferencial. As notas de rodapé podem ser de dois
tipos: de conteúdo e de referência.
 notas de conteúdo – são comentários adicionais que não precisam fazer parte do corpo
principal do texto. Também conhecidas como notas explicativas. Esta é a opção adotada
pela ESPM;
 notas de referência – indicam as fontes citadas no texto somente interligadas na opção de
sistema numérico. Todas as obras citadas deverão constar nas referências (lista em ordem
alfabética numerada) no final do trabalho. Esta opção não é adotada pela ESPM.
Segundo a ABNT,
“deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o
numérico para notas explicativas [de conteúdo]. As notas de rodapé
[...] devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da mesma nota,
abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o
expoente e sem espaço entre elas e com fonte menor” (ABNT NBR
10520:2002, p. 5).
Assim sendo, nos trabalhos acadêmicos apresentados à ESPM, as notas de rodapé
devem aparecer na margem inferior da mesma página, separadas do texto por um traço
contínuo de 5 cm e digitadas com espaçamento entrelinhas simples, com fonte Times New
Roman, tamanho 10. A fixação do valor de 5 cm para o tamanho do traço contínuo é
indicativa. Os atuais editores de texto fazem a formatação das notas automaticamente. Desta
forma, poderá haver diferença entre o aqui estabelecido e o efetivamente realizado,
prevalecendo o padronizado pelo editor de texto.
A numeração das notas de rodapé é feita em algarismos arábicos. Pode ser única e
consecutiva para todo o documento, um capítulo ou parte dele. Não se deve iniciar nova
numeração a cada página.
Por padrão, a ESPM adota numeração única e consecutiva para todo o
trabalho, iniciando com o número um em algarismo arábico. Exemplos:
72
No texto: O comportamento liminar correspondente à adolescência vem se
constituindo numa das conquistas universais, como esta, por exemplo, expresso
no Estatuto da Criança e do Adolescente¹.
No rodapé:
______________________
¹ Se a tendência à universalização das representações sobre a periodização dos ciclos de vida
desrespeita a especificidade dos valores culturais de vários grupos, ela é condição para a
constituição de adesões e grupos de pressão integrados à moralização de tais formas de inserção de
crianças e de jovens.
No texto: Espera-se, desta forma, contribuir para que toda a equipe envolvida
diretamente com o TCC – Secretaria, professores orientadores, estudantes
pesquisadores e a coordenação do TCC¹.
No rodapé:
___________________
¹ Estão incluídos nesta equipe os acadêmicos convidados para participar das duas oficinas
organizadas e da Banca Examinadora.
Não usar notas de rodapé quando adotar o sistema numérico para indicar a
fonte.
73
8 REFERÊNCIA
Em biblioteconomia, referência é o serviço destinado a orientar os leitores na
consulta às obras de referência. No contexto de trabalhos acadêmicos, o termo é aplicado a
uma ou à totalidade de obras consultadas durante o processo de pesquisa, análise e elaboração
do texto final. Mais que isso, constitui a base teórica fundamental de qualquer estudo, projeto
ou produção científica que seja apresentada na forma padronizada de trabalho científico.
Foi necessário estabelecer uma padronização para que houvesse unidade de
formato, fixando os elementos que devem fazer parte de uma referência bibliográfica de
publicações mencionadas em um trabalho realizado segundo as normas do trabalho científico,
sejam eles teses, dissertações, artigos, livros e outros produzidos e/ou divulgados no ambiente
acadêmico.
Referência é um conjunto de elementos descritivos e essenciais que permitem a
identificação e localização de um documento ou parte dele, divulgado em diferentes suportes
ou formatos. Elementos complementares poderão ser aduzidos sempre que necessário para
facilitar a identificação. A forma de elaboração e de apresentação de referências é
padronizada por norma específica, atualmente, a norma ABNT NBR 6023:2002. Entretanto,
neste documento, foram feitas algumas adaptações para atender aos interesses da ESPM.
A referência pode aparecer no rodapé; no fim de texto ou capítulo; em lista de
referências; ou tecendo resumos, resenhas e recensões.
A ESPM adota uma única lista de referências. Deve ser apresentada no fim do
documento, após a conclusão.
8.1 DEFINIÇÕES1
As seguintes definições são necessárias para entender os elementos de uma
referência:
 auto(es) – pessoa física responsável(eis) pela criação do conteúdo intelectual ou artístico
de um documento;
 autor(es) entidade(s) – instituição(ões), organização(ões), empresa(s), comitê(s),
comissão(ões), evento(s), entre outros, responsável(eis) por publicações em que não se
distingue autoria pessoal;
 capítulo, seção ou parte – divisão de um documento, numerado ou não;
 documento – qualquer suporte que contenha informação registrada. Incluem impressos,
1
Transcrito, da norma ABNT NBR 6023:2002, p. 2 e 3. Complementado com comentário adicional, quando
necessário.
74
manuscritos, registros audiovisuais, sonoros, magnéticos e eletrônicos, entre outros;
 documento eletrônico – “documento existente em formato eletrônico acessível por
computador” (INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION,
1997, p. 4);
 edição – todos os exemplares produzidos a partir de um original ou matriz. Pertencem à
mesma edição de uma obra todas as suas impressões, reimpressões, tiragens etc.,
produzidas diretamente ou por outros métodos, sem modificações, independentemente do
período decorrido desde a primeira publicação;
 editora – casa publicadora, pessoa(s) ou instituição responsável pela produção editorial.
Conforme o suporte documental, outras denominações são utilizadas: produtora (para
imagens em movimento), gravadora (para registros sonoros), entre outras;
 elementos de referência – a referência é constituída de elementos essenciais e, quando
necessário, acrescida de elementos complementares;
 ilustrador(es) – pessoa(s) física(s) ou entidade(s) responsável(eis) pelos elementos
gráficos presentes em um documento;
 monografia (ou publicação monográfica) – item não seriado isto é, item completo,
constituído de uma só parte, ou que se pretende completar em um número preestabelecido
de partes separadas. Inclui livro e/ou folheto (manual, guia, catálogo, enciclopédia,
dicionário etc.) e trabalhos acadêmicos (teses, dissertações, TCCs, RES, PI, PIC, trabalhos
semestrais de avaliação, trabalho de conclusão de cursos de especialização e/ou
aperfeiçoamento e outros);
 publicação periódica – publicação em qualquer tipo de suporte, editada em unidades
físicas sucessivas, com designações numéricas e/ou cronológicas e destinada a ser
continuada indefinidamente. Inclui periódicos, jornais, publicações anuais (relatórios,
anuários etc.), atas, comunicações de sociedades;
 referência – conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento,
que permite sua identificação individual;
 separata – publicação de parte de um trabalho (artigo de periódico, capítulo de livro,
colaborações em coletâneas etc.), mantendo exatamente as mesmas características
tipográficas e de formatação da obra original, que recebe uma capa, com as respectivas
informações que a vinculam ao todo, e a expressão “Separata de” em evidência. As
separatas são utilizadas para distribuição pelo próprio autor da parte, ou pelo editor;
 subtítulo – informações apresentadas em seguida ao título, visando esclarecê-lo ou
complementá-lo, de acordo com o conteúdo do documento;
 suplemento – documento que se adiciona a outro para ampliá-lo ou aperfeiçoá-lo, sendo
75
sua relação com aquele apenas editorial e não física, podendo ser editado com
periodicidade e/ou numeração própria;
 título – palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou o conteúdo de um
documento;
 tradutor(res) – pessoa(s) física(s) ou entidade(s) responsável(eis) por traduzir o conteúdo
de documento para um idioma diferente do original.
8.2. ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
A referência padrão é constituída de elementos essenciais. Quando considerado
necessário, podem ser acrescentados elementos complementares, que ampliam as informações
nele constantes, facilitando a sua identificação e diferenciação de outros documentos com
titulação assemelhada:
 elementos essenciais – são informações indispensáveis à identificação do documento e
estritamente vinculadas ao suporte documental, variando conforme o tipo. Nos livros e
folhetos (manual, guia, catálogo, enciclopédia, dicionário etc.) e trabalhos acadêmicos
(teses, dissertações, entre outros), são elementos essenciais: autoria, título, edição, local,
editora e data de publicação. Para a ESPM o subtítulo e o número de páginas de
documentos impressos são elementos essenciais;
 elementos complementares – são informações opcionais, somadas às informações
essenciais. Permitem uma melhor caracterização do documento. São retirados do próprio
documento ou de outras fontes de informação, indicando-se os dados obtidos entre
colchetes. Exemplos:
Com elementos essenciais: FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro: produtos
e serviços. 8. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995. 392 p.
Com elementos complementares: HEDGECOE, John; FORD, Leonard. Manual
do fotógrafo. Tradução de Gabriel Tranjan, Norma Freire e Sílvio Rolim. Rio de
Janeiro: JB, 1982. 352 p., il.
8.3 REGRAS PARA COMPOSIÇÃO DAS REFERÊNCIAS
As seguintes regras devem ser seguidas na composição de uma referência:
 os elementos essenciais e complementares da referência devem ser apresentados em
seqüência padronizada, conforme modelo de referências na figura 26;
 as referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto, para que se possa
76
identificar individualmente cada documento, em espaço simples (entrelinha simples no
Word2) e separadas entre si por dois espaços simples (duas entrelinhas simples, no mesmo
Word);
 a referência pode aparecer no final do texto e em lista de referências. A ESPM adota uma
única lista a ser apresentada no final do texto, logo após a conclusão;
 indicam-se os autores, de modo geral, pelo último sobrenome, em maiúsculas, seguido dos
prenomes e outros sobrenomes, abreviados ou não. A ESPM utiliza autores com seus
nomes por extenso (sem abreviaturas), quando disponível está informação. Com
diversidade de autoria, prevalecerá a forma que contemplar a todos. Na impossibilidade de
os autores serem referenciados pelos seus nomes completos, é preferível que os demais
também sejam abreviados, para uniformizar a referenciação;
 a principal fonte de elementos para compor as referências é o próprio documento;
 a ABNT prevê destaque para os títulos de publicações. A ESPM adota o negrito para
destacá-los nas referências. Quando existir subtítulo, este deve ser grafado com letras
minúsculas (exceto nome próprio, quando terá a inicial em maiúscula; e abreviatura e
siglas, que são grafados na forma normalizada), precedido de dois pontos. Deve ser
uniforme em todas as referências de um mesmo documento, isto não se aplica às obras
sem indicação de autoria, ou de responsabilidade, cujo elemento de entrada é o próprio
título, já destacado pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de
artigos (definidos e indefinidos) e palavras monossilábicas;
 a ordenação utilizada para referências é a alfabética;
 utiliza-se a expressa latina In seguida de dois pontos para indicar a subordinação de parte
de uma obra à obra maior. Esta é referenciada de forma completa em seu todo, seguida
pelo intervalo das páginas onde se encontra, individualizando a parte referenciada;
 na obtenção de dados para a elaboração da referência, e mesmo sua forma de
apresentação, deve ser respeitada a seguinte hierarquia: ficha catalográfica do documento,
dados constantes no documento, norma da ABNT, este Manual. Na impossibilidade de ser
seguida esta hierarquia, prevalecerá o estabelecido neste Manual.
Modelo de lista de referências na figura 26.
8.4 APRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
São descritos, nas seções seguintes, os elementos de uma referência, com
2
Editor de textos componente da suíte Office de softwares de escritório de propriedade da Microsoft
Corporation.
77
exemplos.
8.4.1 Autor
Pessoa física ou entidade responsável pela criação do conteúdo intelectual ou
artístico de um documento. É fundamental para a referenciação e para a indicação da fonte do
material consultado ou transcrito.
8.4.1.1 Um autor
Inicia-se a entrada pelo último sobrenome, em letras maiúsculas, seguido do
prenome e do outro sobrenome, se houver. Exemplo:
PREDEBON, José. Criatividade: abrindo o lado inovador da mente. 4. ed. São
Paulo: Atlas, 2003. 234 p.
8.4.1.2 Dois a três autores
Quando houver dois ou três autores, os nomes devem ser separados por ponto e
vírgula, seguido de espaço. Exemplos:
FLINK, Salomon J.; GRUNEWALD, Donald. Administração financeira. Rio de
Janeiro: LTC, 1975. v. 1.
DAVIS, Mark M.; AQUILANO Nicholas J.; CHASE, Richard B. Fundamentos
da administração da produção. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 598 p.
8.4.1.3 Acima de três autores
Quando houver mais de três autores, indica-se somente o primeiro, acrescentandose a expressão latina et al. Exemplo:
LEMES JR., Antônio Barbosa. et al. Administração financeira: princípios,
fundamentos e práticas brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002. 698 p.
8.4.1.4 Sobrenomes
Os sobrenomes são indicados na maneira seguinte:
 Parentesco – os nomes que contêm forma de parentesco serão considerados como parte
integrante do sobrenome (mas não considerados como entrada), tais como: Júnior,
Sobrinho, Neto, Filho. Exemplo:
78
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito constitucional. 24. ed.
São Paulo: Saraiva, 1997. 367 p.
 espanhol – a entrada é feita pelo penúltimo sobrenome. Exemplo:
DIAZ BORDENAVE, Juan E. Além dos meios e mensagens: introdução à
comunicação como processo, tecnologia, sistema e ciência. 10. ed. Petrópolis:
Vozes, 2002. 114 p.
 inglês – segue a regra geral, exceto quando for precedido de Mac, Mc etc. Exemplo:
McCARTHY, David. Arte pop. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. 80 p.
 chinês – o nome chinês já é formado com o sobrenome antecedendo o prenome. Exemplo:
MAO, Tse-tung. Uno studio sull’educazione fisica e tutte le poesie. Florença:
Sansoni, 1971.
 composto de substantivo + adjetivo. Exemplo:
CASTELO BRANCO, Renato. História da propaganda no Brasil. São Paulo:
T.A. Queiroz, 1990. 485 p.
 ligado por hífen. Exemplo:
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. 41. ed. Rio de Janeiro:
Agir, 1992. 95 p.
 Pseudônimo – no caso da obra publicada sob pseudônimo, este deve ser adotado na
referência, desde que seja a forma adotada pelo autor. Quando o verdadeiro nome for
conhecido deve-se indicá-lo entre parênteses após o pseudônimo. Exemplos:
DINIZ, Júlio. As pupilas do senhor reitor. 15. ed. São Paulo: Ática, 1994. 263 p.
TAHAN, Malba (Julio César de Mello e Souza). O homem que calculava. 22.
ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. 214 p.
8.4.1.5 Autoria desconhecida
Quando se desconhece a autoria de uma obra, a entrada deve ser feita pelo seu
título, com a primeira palavra em letras maiúsculas, sem destaque gráfico. Exemplo:
DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do
Livro, 1993. 64 p.
8.4.1.6 Autor repetido
Em trabalhos que buscam acompanhar a evolução do conhecimento sobre
determinado tema ou enfoque de estudo, é comum serem consultados trabalhos de um mesmo
79
autor, para conhecer o seu pensamento inicial ou para demonstrar que houve mudança ou
abandono da concepção inicial. Ao ser referenciado, o nome pode ser substituído, nas
referências subseqüentes, por um traço equivalente a seis espaços. Exemplos:
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.
______. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1983.
______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1998.
8.4.1.7 Responsabilidade intelectual
Em algumas obras a temática é desenvolvida com diferentes enfoques e com
variedade de autores. Quando isto ocorre, geralmente um autor, ou grupo de autores, fica com
a responsabilidade pelo conjunto da obra. Quando houver indicação explícita de
responsabilidade, em coletâneas de vários autores, a entrada será feita pelo nome do
responsável, seguida pela abreviatura singular da função desenvolvida (organizador,
coordenador, editor, compilador etc.), com inicial maiúscula e entre parênteses.
Havendo até três responsáveis, todos são indicados; existindo mais de três, indicase apenas o primeiro, acrescentando-se a expressão et al., seguida da abreviação, no singular,
do tipo de participação, com inicial maiúscula e entre parênteses. Exemplo:
PREDEBON, José (Org.). Propaganda: profissionais ensinam como se faz. São
Paulo: Atlas, 2000. 223 p.
CASANOVA, Marco; CÂMARA, Gilberto; DAVIS, Clodoveu et al (ed.). Bancos
de dados geográficos. Curitiba: MundoGEO, 2005.
8.4.1.8 Autor entidade
As obras de responsabilidade de entidades (órgãos governamentais, empresas,
associações, congressos, seminários etc) têm entrada, de modo geral, pelo seu próprio nome,
por extenso, em caixa alta.
Quando a editora é a mesma instituição responsável pela autoria e já tiver sido
mencionada, não deve ser indicada. Exemplos:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520:
informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de
Janeiro, 2002. 7 p.
80
COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE.
Panorama social de América Latina y el Caribe – 1998. Santiago, 1999.
8.4.1.9 Entidade com denominação genérica
Quando a entidade tem uma denominação genérica, seu nome é precedido pelo
nome do órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. Exemplo:
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Diretrizes para a política
ambiental do Estado de São Paulo. São Paulo, 1993. 35 p.
8.4.1.10 Entidade vinculada a um órgão maior
Quando a entidade, vinculada a um órgão maior, tem denominação específica que
a identifica, a entrada é feita diretamente pelo seu nome. Em caso de duplicidade de nomes,
deve-se acrescentar, no final, a unidade geográfica que identifica a jurisdição, entre
parênteses. Exemplos:
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL.
Rentabilidade das empresas siderúrgicas no Brasil. Informe Setorial Mineração
e Metalurgia, n. 21. Rio de Janeiro, 1998.
BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Relatório da Diretoria–Geral: 1984. Rio
de Janeiro, 1985. 40 p.
BIBLIOTECA NACIONAL (Portugal). O 24 de julho de 1833 e a guerra civil
de 1929-1834. Lisboa, 1983. 95 p.
8.4.2 Título e Subtítulo
O título é elemento essencial para referenciar uma obra; o subtítulo complementa
a informação necessária à sua identificação.
8.4.2.1 Título de monografia
O título e o subtítulo devem ser reproduzidos tal como figuram no documento,
separados por dois pontos. O título é destacado em negrito. A primeira letra deve ser
maiúscula, as demais minúsculas, com exceção dos nomes próprios, científicos, abreviaturas e
siglas. Aplica-se a livro, folheto, dicionário, manual, guia, catálogo, almanaque, enciclopédia,
resenha, norma técnica, relatório, trabalho acadêmico etc. Exemplos:
81
RODRIGUES, A. Medina; CASTRO, Dácio A. de; COSTA, Fernando dos S. et
al. Antologia da literatura brasileira: textos comentados – do classicismo ao
pré-modernismo. São Paulo: Marco, 1979. v. 1.
VERAS, R.P. País jovem com cabelos brancos: a saúde do idoso no Brasil. Rio
de Janeiro: Relume Dumará, 1994.
Quando o título e o subtítulo forem muito longos, podem-se suprimir as últimas
palavras, desde que não seja alterado o sentido. A supressão deve ser indicada por reticências.
Exemplos:
JACQUES, Paulinho. A Constituição explicada: as emendas constitucionais e os
atos institucionais básicos... 5. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Forense, 1983.
Quando a obra não possuir título, deve-se atribuir uma palavra ou frase que
identifique o conteúdo do documento entre colchetes. Exemplo:
ENANPAD, 27., 2003, Atibaia. [Trabalhos apresentados]. Atibaia: Parafuso,
2003.
8.4.2.2 Título de periódico
Aplica-se a fascículo ou número de revista, número de jornal, caderno etc. na
integra. Os títulos de periódicos são referenciados no todo. Indica-se o nome completo, sem
abreviaturas, em maiúsculas. Exemplos:
REVISTA BRASILEIRA DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO.
São Paulo: FEBAB, 1973-1992.
SÃO PAULO MEDICAL JOURNAL. São Paulo: Associação Paulista de
Medicina, 1941- . Bimensal. ISSN 0035-0362.
Quando o título aparecer em mais de uma língua, registra-se o primeiro.
Opcionalmente, registra-se o segundo ou o que estiver em destaque, separando-o
do primeiro pelo sinal de igualdade. Exemplo:
BRAZILIAN JOURNAL OF POLITICAL OF ECONOMY = REVISTA DE
ECONOMIA E POLÍTICA. São Paulo: 34. ed, 1981- . Trimestral.
Quando o título e o subtítulo forem longos, é permitido suprir as últimas palavras,
desde que não seja alterado o sentido. A supressão deve ser indicada por reticências.
82
8.4.3 Artigo de Periódico
Aplica-se à matéria existente em um número, volume ou fascículo de periódico
(artigos científicos de revistas, editoriais, matérias jornalísticas, seções, reportagens etc.
Deve-se escrever o título do artigo (considerando os artigos definidos e
indefinidos), usando-se apenas a primeira letra em maiúscula, com exceção dos nomes
próprios, científicos, abreviaturas e siglas. O título do periódico vem após o título do artigo,
com a primeira letra de cada palavra em maiúscula, grafado em negrito. Exemplos:
PENTEADO, J. Roberto Whitaker. O conceito de marketing aplicado à escola
particular. Revista da ESPM, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 62-5, maio/jun. 1998.
SILVA, L.K.; RUSSOMANO, F.B. Subregistro da mortalidade materna no Rio de
Janeiro, Brasil: comparações com dois sistemas de informação. Boletim de la
Oficina Sanitaria Panamericana, 1996, v. 120, p. 36-43.
8.4.4 Edição
Quando houver indicação de edição, esta deve ser transcrita utilizando-se
numerais ordinais, seguidos de ponto (.) e da abreviatura da palavra “edição” (ed.), ambas na
forma adotada na língua do documento, sendo dispensável a menção e reimpressão e tiragem.
Não se menciona a primeira edição. Exemplos:
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Sociologia geral. 5. ed.
rev. ampl. São Paulo: Atlas, 1985. 382 p.
SAMPAIO, Rafael. Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para
construir marcas e empresas de sucesso. 3. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2003. 390
p.
KOCK, Timothy; MACDONALD, S. Scott. Bank management. 5th ed. USA:
South Western, 2003. 888 p.
A versão de documento eletrônico deve ser referenciada de forma igual à da
edição impressa. Exemplo:
ASTROLOGY source. Version 1.0A. Seatle: Multicom Publishing, c1994. 1 CDRom.
8.4.5 Emendas e Acréscimos
Indicam-se emendas e acréscimos à edição de forma abreviada. A ESPM não
utiliza emendas e acréscimos em referências. Exemplo:
83
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio século XXI: o dicionário da
língua portuguesa. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. 2128
p.
8.4.6 Local da Publicação
O nome do local (cidade de publicação) deve ser indicado tal como figura no
documento. Exemplo:
GRACIOSO, Francisco. Marketing: o sucesso em cinco movimentos. São Paulo:
Atlas, 1997. 249 p.
 locais homônimos – acrescenta-se o nome do estado, do país etc. Exemplos:
Viçosa, AL
Viçosa, MG
Viçosa, RJ
 mais de um local – indica-se o primeiro ou o mais destacado. Exemplo:
CERVO, A.L. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: Makron Books, 1996.
209 p.
 local subentendido – quando a cidade não aparece no documento, mas pode ser
identificada, indica-se entre colchetes. Exemplo:
LAZZARINI NETO, Sylvio. Cria e recria. [São Paulo]: SDF Editores, 1994. 108
p.
 sem local – utilizar a expressão Sine loco de forma abreviada entre colchetes [S.l.],
quando não encontrar o local da publicação. Exemplo:
VICTORIA, Luiz A. P. Método prático de análise léxica e de análise sintática.
2. ed. [S.l.]: Livraria Império, 1958.
8.4.7 Editora
O nome da editora deve ser indicado tal como figura no documento, abreviando-se
os prenomes e suprimindo-se as palavras que designam a natureza jurídica ou comercial,
desde que sejam dispensáveis para a identificação. Exemplo:
LEMES JR., Antônio Barbosa. et al. Administração financeira: princípios,
fundamentos e práticas brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002. 698 p.
Nota: No documento consta como Editora Atlas.
84
 duas editoras – indicam-se ambas, com os seus respectivos locais. Se as editoras forem
três ou mais, indica-se somente a primeira. Exemplo:
AFONSO-GOLDFARB, Ana Maria; MAIA, Carlos A. (Coords.) História da
ciência: o mapa do conhecimento. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1995. 968
p.
 editora não identificada deve ser indicada a expressão sine nomine, abreviada, entre
colchetes [s.n.]. Exemplo:
PETERS, Lynn Herman. Administração e sociedade. São Paulo: [s.n.], 1975.
196 p.
 sem local e editora – utilizam-se ambas as expressões, abreviadas, entre colchetes [S.l.:
s.n.]. Exemplo:
LEHFELD, Neide A. O jovem e a ciência: a iniciação científica. [S.l.: s.n.],
1994.
 Não se indica a editora se for a instituição responsável pela autoria e já tiver sido
mencionada. Exemplo:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Catálogo de graduação, 19941995. Viçosa, MG, 1994. 385 p.
8.4.8 Data
A data da publicação deve ser indicada em algarismos arábicos. Elemento
essencial para a referência, sempre deve ser mencionada, seja de publicação, de distribuição,
do copyright, de impressão, de apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico ou outra.
Exemplo:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Catálogo de graduação, 19941995. Viçosa, MG, 1994. 385 p.
Se nenhuma data de publicação, distribuição, copyright etc. puder ser
determinada, registra-se uma data aproximada entre colchetes, conforme indicado adiante:
[1990 ou 1991]
[1991?]
[1990]
[entre 1980 e 1990]
[ca. 1990]
[199-]
[199-?]
[19--]
[19--?]
um ano ou outro
Data provável
Data certa, não indicada no item
use intervalos menores de 20 anos
Data aproximada
década certa
década provável
século certo
século provável
85
Exemplo:
FLORENZANO, Everton. Dicionário de idéias semelhantes. Rio de Janeiro:
Ediouro, [1993]. 383 p.
 Vários volumes – indicam-se as datas mais antigas e as mais recentes da publicação,
separadas por hífen. Exemplo:
RUCH, Gastão. História geral da civilização da antigüidade ao XX século. Rio
de Janeiro: Briguiet, 1926-1940. 4 v.
 Publicação em curso – indica-se apenas a data inicial seguida de hífen e um espaço.
Exemplo:
BRAZILIAN JOURNAL OF POLITICAL OF ECONOMY = REVISTA DE
ECONOMIA POLÍTICA. São Paulo: Ed. 34, 1981- . Trimestral. ISSN 01013157.
 Publicação periódica encerrada – indicam-se as datas iniciais e finais do periódico de
edição. Exemplo:
DESENVOLVIMENTO & CONJUNTURA. Rio de Janeiro: Confederação
Nacional da Indústria, 1957-1968. Mensal.
 Meses – devem ser indicados de forma abreviada, no idioma original da publicação. O
mês de maio não é abreviado em português. Exemplo:
MEIRELLES, Durval; UCHOA, Roberto Gil. A globalização das economias e as
transformações no mercado de trabalho em tempos de pós-modernidade. Revista
da ESPM, São Paulo, v. 10, n. 5, p. 84-95, set./out. 2003.
 Estações do ano – se a publicação indicar, em lugar dos meses, as estações do ano ou as
divisões do ano em trimestres, semestres etc., transcrevem-se os primeiros tais como
figuram no documento e abreviam-se os últimos. Exemplo:
LITTLE, John D. Decision suport systems for marketing managers. Journal of
Marketing, p. 11, Summer 1979.
8.4.9 Descrição Física
A descrição física do documento é referenciada da seguinte maneira:
 Paginação – a pode-se registrar o número da última página ou folha, seguido da
abreviatura “p” ou “f”, respeitando-se a forma encontrada (letras, algarismos romanos e
arábicos), quando foi utilizada a obra toda. Exemplo:
ADLER, Nancy J. International dimensions of organizational behavior. 4th ed.
Cincinnati: South-Western, 2002. xv, 391 p.
86
 Documento em um único volume – deve-se indicar o número total de páginas ou folhas
seguido de “p.” ou “f.” (respectivamente, abreviatura das palavras página e folha).
Exemplo:
GRACIOSO, Francisco. Marketing: o sucesso em cinco movimentos. São Paulo:
Atlas, 1997. 249 p.
 Documento em mais de um volume – deve-se indicar a quantidade de volumes, seguidos
da abreviatura “v.”. Exemplo:
TOURINHO FILHO, Fernando da C. Processo penal. 16. ed. São Paulo: Saraiva,
1994. 4 v.
 Partes de publicações – mencionam-se os números das folhas ou página inicial ou final,
precedido da abreviatura “p.” ou “f.”, ou indica-se o número do volume utilizado,
precedido da abreviatura “v”. Exemplos:
OLIVEIRA JR., Moacir de Miranda. Competências essenciais e conhecimento na
empresa. In: FLEURY, Maria Tereza Leme (Org.). Gestão estratégica do
conhecimento. São Paulo: Atlas, 2001. p. 121-56.
MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1980. v. 11.
 Paginação irregular – indica-se esta característica, quando a publicação não for paginada
ou a numeração de páginas for irregular. Exemplo:
KUNTZ, Ronald A. Marketing político: manual de campanha eleitoral. 2. ed.
São Paulo: Global, 1988. Não paginado.
MARQUES, Marisa Pelosi; LANZELOTTE, Rosana de Saldanha da Gama.
Banco de dados e hipermídia: construindo um metamodelo para o Projeto
Portinari. Rio de Janeiro: PUC, Departamento de Informática, 1993. Paginação
irregular.
8.4.10 Série e Coleção
Após todas as indicações sobre os aspectos físicos, podem ser incluídas as notas
relativas a série e/ou coleção. Os títulos de séries e coleções e sua numeração indicam-se entre
parênteses, tal como aparecem no documento. A ESPM não referencia série ou coleção.
Exemplo:
FLINK, Salomon J.; GRUNEWALD, Donald. Administração financeira. Rio de
Janeiro: LTC, 1975. 295 p. (Universitária de Administração, 2).
87
8.4.11 Notas
Sempre
que
necessário
podem
ser
incluídas
notas
com
informações
complementares ao final da referência, sem destaque tipográfico. Exemplo
SPIEGEL, Murray R. Estatística: resumo da teoria, 383 problemas resolvidos,
416 problemas suplementares. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 1993. 643 p.
Bibliografia.
 documento em fase de publicação. Exemplo:
SOUZA, Francisco Alberto Madia de. Marketing trends 2005: as mais
importantes tendências do marketing para os próximos anos. São Paulo: Makron
Books, 2004. No prelo.
 documentos traduzidos – pode-se indicar o título no idioma original, quando mencionado.
Exemplo:
TOFFLER, Alvin. A empresa flexível. Tradução de Pinheiro de Lemos. 7. ed.
Rio de Janeiro: Record, 1997. 244 p. Título original: The adaptive corporation.
 Dissertações, teses e/ou outros trabalhos acadêmicos devem ser indicados em nota – o tipo
de documento (monografia, dissertação, tese etc.), o grau, a vinculação acadêmica, local e
a data da defesa, mencionados na folha de aprovação (se houver). Exemplo:
SOARES, Lúcia Fernanda Misse. Imagens da criança na propaganda de
vestuário infantil: fatores que interferem na constituição da identidade da
criança. 2000. 125 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade São
Marcos, São Paulo, 2000.
8.5 MODELOS DE REFERÊNCIAS SEGUNDO A ABNT
Apresentamos, nesta seção, exemplos de referências extraídas ou baseadas na
norma ABNT NBR 6023:2002. Eles podem orientar a elaboração de referências dos
documentos citados nos trabalhos acadêmicos realizados na ESPM. Quando houver
divergência entre o que está exposto neste Manual e a Norma, prevalece o padrão adotado
neste documento, até que nova revisão seja divulgada.
Lembramos o afirmado anteriormente: na elaboração de referências as fontes
primárias são a ficha catalográfica e os dados constantes no documento. A forma de
apresentação na ficha prevalece sobre a Norma, e ambas se subordinam ao apresentado neste
documento, quando informado com a frase adotada pela ESPM, expressão equivalente, ou
texto destacado em negrito.
Para melhor efeito didático e correspondência visual com o resultado esperado por
88
quem irá consultar este Manual, os exemplos estão com a mesma formatação, alinhamento e
espaçamento normalizado para a lista de referências.
8.5.1 Regras de Apresentação
Como as definições já foram apresentadas na seção 8.1, resumimos a seguir as
regras para elaboração de referências estabelecidas pela norma ABNT NBR 2023:2002:
 na Norma, o termo monografia engloba livros, folhetos, dicionários, manuais, guias,
catálogos, almanaques, enciclopédias, folderes, resenhas, normas técnicas, relatórios e
trabalhos acadêmicos (como teses, dissertações, TCCs e outros);
 o termo evento representa o conjunto dos documentos reunidos num produto final do
próprio evento (atas, anais, resultados, proceedings, entre outras denominações);
 os elementos essenciais e complementares são apresentados em seqüência padronizada;
 nas obras consultadas online, são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico.
Deve ser apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão Disponível em: e a data
de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em, opcionalmente acrescida
dos dados referentes a hora, minutos e segundos.
 a Norma não recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes;
 a composição da referência deve ser obedecida a seqüência dos elementos, conforme
apresentado na próxima seção;
 as referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de forma a se
identificar individualmente cada documento;
 o espaçamento é de uma entrelinha simples e a separação entre as referências se faz
através de duas entrelinhas simples;
 quando em nota de rodapé, a referência será alinhada a partir da segunda linha da mesma
referência, abaixo da primeira letra da primeira palavra, para que o expoente seja
destacado. Não há espaço entre as referências. Como a ESPM não aceita indicação de
referência em nota de rodapé, este item não se aplica aos trabalhos produzidos ou
divulgados no âmbito da Escola;
 a pontuação segue padrões internacionais. Deve ser uniforme para todas as referências;
 as abreviaturas devem obedecer a norma ABNT NBR 10520:2002;
 o recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico), utilizado para destacar o elemento título,
deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo documento. A ESPM adota o
negrito para destacar elementos na referência;
 o exposto no item anterior não se aplica às obras sem indicação de autoria, ou de
89
responsabilidade. Nestas o elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de
letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e indefinidos) e
palavras monossilábicas;
 Referências constantes em uma lista padronizada devem obedecer aos mesmos princípios;
 Ao se optar pela indicação de elementos complementares, estes devem estar em todas
as referências da lista;.
 as omissões podem ser resolvidas consultando o Código de Catalogação AngloAmericano vigente (vide referência neste documento) ou contatando o SBE.
8.5.2 Monografia no Todo
Inclui livro, folheto, dicionário, manual, guia, catálogo, almanaque, enciclopédia,
folder, resenha, norma técnica, relatório e trabalhos acadêmicos (como teses, dissertações e
outros).
Os elementos essenciais são: autor(es), título, edição, local, editora e data de
publicação. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para
melhor identificar o documento.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Indicação de
tradutor/revisor, etc. Edição (se houver). Local de publicação: Editora, data de
publicação da obra. nº de páginas ou volume.
Exemplos de livro:
MULLIN, Bernard J.; HARDY, Stephen; SUTTON, Willian A. Marketing
esportivo. Tradutor: Carlos Alberto Silveira Netto Soares. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2004. 335 p.
GOMES, L.G.F.F. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: EdUFF, 1998. 137 p.,
21 cm. (Coleção Antropologia e Ciência Política, 15). Bibliografia: p. 131-2.
ISBN 85-228-0268-0.
Exemplo de dissertação:
MEY, Eliane Serrão Alves. Catalogação e discrição bibliográfica: contribuições
a uma teoria. Brasília, DF: ABDF. Originalmente apresentada como dissertação
de mestrado, Universidade de Brasília, 1986.
Exemplo de norma técnica:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724:
Informação e documentação: trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de
Janeiro, 2005. 9 p.
Exemplo de guia:
90
LUQUET, Mara. Guia valor econômico de planejamento da aposentaria. São
Paulo: Globo, 2001. 134 p.
Exemplos de catálogo:
CESAER: catálogo de empresa do setor aeroespacial do Brasil. São José dos
Campos: Centro Técnico Aeroespacial, 1996/1997. 277 p.
MUSEU DA IMIGRAÇÃO (São Paulo), SP). Museu da Imigração – S. Paulo:
catálogo. São Paulo: 1997, 16 p.
Exemplos de dicionário:
HOUAISS, Antonio; SALLES E VILLAR, Mauro de. Dicionário Houaiss da
língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 2922 p.
HOUAISS, Antonio (Ed.) Novo dicionário Folha Webster’s: inglês/português,
português/inglês. Co-editor Ismael Cardim. São Paulo: Folha da Manhã, 1996.
Edição exclusiva para o assinante da Folha de S. Paulo.
Exemplos de manual:
FRANCA, Junia Lessa. Manual para normalização de publicações técnicocientíficas. 3. ed. Belo Horizonte: UFMF, 1996. 191 p.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de
Planejamento Ambiental. Estudo de impacto ambiental – EIA, Relatório de
Impacto Ambiental – RIMA: manual de orientação. São Paulo: 1989, 48 p.
(Série Manuais).
Exemplos de folder:
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING. Está na hora de
você saber umas verdades: Biblioteca Central – SP. 2. semestre 2003. [São
Paulo, 2003]. 1 folder.
INSTITUTO MOREIRA SALLES. São Paulo de Vincenzo Pastore: fotografias
– de 26 de abril a 3 de agosto de 1997, Casa de Cultura de Poços de Caldas, Poços
de Caldas, MG. [S.l.], 1997. 1 folder. Apoio Ministério da Cultura: Lei Federal de
Incentivo à Cultura.
Exemplo de folheto:
IBICT. Manual de normas de editoração do IBICT. 2. ed. Brasília, DF, 1993,
41 p.
Exemplos de resenha:
PRESSER, Mario Ferreira. Políticas econômicas e regimes cambiais: uma resenha
crítica da contribuição do mainstream na década de 80. Economia e Sociedade –
Revista do Instituto de Economia da Unicamp, Campinas, n.14, p. 21-66, jun.
2000.
91
PRESSER, Mario Ferreira. Políticas econômicas e regimes cambiais: uma resenha
crítica da contribuição do mainstream na década de 80. Economia e Sociedade –
Revista do Instituto de Economia da Unicamp, Campinas, n.14, p. 21-66, jun.
2000.
Exemplos de almanaque:
Sem autoria: ALMANAQUE Abril 98. 24. ed. São Paulo, 1998. 706 p.
Com autoria: TORELLY, M. Almanaque para 1949: primeiro semestre ou
Almanaque d’A Manhã. Ed. Fac-sím. São Paulo: Studioma: Arquivo do Estado,
1991. (Coleção Almanaques do Barão de Itararé). Contém iconografia e
depoimentos sobre o autor.
Exemplos de relatório:
PROGRESSO econômico e social na América Latina – relatório 2004: procuramse bons empregos – o mercado de trabalho na América Latina. São Paulo: Banco
Interamericano de Desenvolvimento, 2004. 330 p.
PERFIL da administração pública paulista. 6. ed. São Paulo: Fundap, 1994. 317 p.
Inclui índice. ISBN 85-7285-026-0.
Exemplo de enciclopédia (sem autoria):
ENCICLOPÉDIA Delta de história geral. Rio de Janeiro: Delta, c1969. 5 v.
8.5.3 Monografia em Meio Eletrônico
Inclui os mesmos tipos indicados no item anterior, em meio eletrônico (disquetes,
CD-Rom, Zip Drive, online etc.). As referências devem obedecer aos padrões indicados para
os documentos monográficos no todo, acrescidas das informações relativas à descrição física
do meio eletrônico.
Formato padrão CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Edição. Local de
publicação: Editora, data de publicação. Descrição física. Notas. Nº de CD-Rom.
Exemplo de livro:
FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: versão
2.0. Rio de Janeiro: Imago, 2003. 1 CD-Rom.
Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as
informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da
expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso
em: opcionalmente acrescida dos dados referentes à hora, minutos e segundos. Ao se buscar
um material eletrônico na internet para usar como fonte de citação, recomenda-se verificar se
ele não é de pouco duração, de modo a permitir a confirmação posterior.
92
Formato padrão online:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local de
publicação: Editora, data de publicação. Descrição física. Notas. Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de livro online:
CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo: Três, 1984. Disponível em:
<http://users.cmg.com.br/~secult/>. Acesso em: 4 jun. 2001.
Exemplo de enciclopédia online:
ITAÚ CULTURAL. Enciclopédia Itaú Cultural de artes visuais. Coordenado
por Ricardo Ribenboim. São Paulo, 2000. Disponível em:
<http://www.itaucultural.org.br>. Acesso em: 4 jun. 2001.
8.5.4 Parte de Monografia
Inclui capítulo, volume, fragmento e outras partes de uma obra com autor e/ou título
próprios. Os elementos essenciais são: autor(es), título da parte, seguidos da expressão “In:”, e
da referência completa da monografia no todo. No final da referência, deve-se informar a
paginação ou outra forma de individualizar a parte referenciada. Quando necessário,
acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identificar o documento.
Chama-se a atenção que o destaque deve ser feito no título da obra como um todo, e
não na parte transcrita.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome do autor do capítulo. Título: subtítulo (se houver) do
capítulo. In: SOBRENOME, Prenome do autor da monografia. Título da
monografia: subtítulo (se houver). Edição. Local de publicação: Editora, data de
publicação. Nº do volume, capítulo, Página inicial e final da parte.
Exemplos de livro:
ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G.;
SCHMIDT, J. (Org.). História dos jovens 2: a época contemporânea. São Paulo:
Companhia das Letras, 1996. p. 7-16.
Exemplo de dicionário:
CONSOANTE. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio Século
XXI: o dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. p.
534.
Exemplo de relatório:
BANCO Central do Brasil. Política monetária. In: ______. Relatório de inflação.
Brasília, DF, v. 6, n. 1, mar. 2004. p. 57-69.
93
8.5.5 Parte de Monografia em Meio Eletrônico
As referências devem obedecer aos padrões indicados para partes de monografias,
acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico (disquete, CD-Rom,
online etc.).
Quando se tratar de obras consultas online, também são essenciais as informações
sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão
Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em:,
opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundos.
Formato padrão CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor do capítulo. Título do capítulo: subtítulo (se
houver). In: SOBRENOME, Prenome do autor da monografia. Título da
monografia: subtítulo (se houver). Edição. Local de publicação: Editora, data da
publicação. Nº do volume, capítulo, página inicial e final da parte. Nº de CDRom.
Exemplo de livro em CD-Rom:
CALDEIRA, J. et al. A luta contra o tráfico. In: ______. (Org.). Viagem pela
história do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. cap. 8, p. 141-198. 1
CD-Rom.
Formato padrão online:
SOBRENOME, Prenome do autor do capítulo. Título do capítulo: subtítulo (se
houver). In: SOBRENOME, Prenome do autor da monografia. Título da
monografia: subtítulo (se houver). Edição. Local de publicação: Editora, data da
publicação. Nº do volume, capítulo, página inicial e final da parte. Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de livro online:
MITCHELL, Karen J. et al. (Ed.). Testing and licensing beginning teachers. In:
______. Testing teacher candidates: the role of licensure tests in improving
teacher quality. Washington: National Academic Press, 2001. p. 34-69.
Disponível em: <http://www.nap.edu/books/0309074207/html>. Acesso em: 12
maio 2004.
8.5.6 Publicação Periódica no Todo
Publicação em qualquer tipo de suporte editada em unidades físicas sucessivas, com
designação numérica e/ou cronológica destinada a ser continuada indefinidamente. Inclui a
coleção como um todo, fascículo ou número de revista, jornal, caderno etc. na íntegra, e a
matéria existente em um número, volume ou fascículo de periódico (artigos científicos de
revistas, matérias jornalísticas, seções, reportagens etc.).
94
A referência é utilizada em listas de referências e catálogos de obras preparadas por
livreiros, bibliotecas ou editores.
Os elementos essenciais são: título, local de publicação, editora, datas de início e de
encerramento da publicação, se houver. Quando necessário, acrescentam-se elementos
complementares para melhor identificar o documento.
Formato padrão para coleção:
TÍTULO DO PERIÓDICO. Local de publicação: Editora, ano do primeiro
volume- ano do último volume (para coleção encerrada). Periodicidade.
Exemplo de coleção:
REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939- .
Trimestral.
Formato padrão para fascículos:
TÍTULO DO PERIÓDICO. Local de publicação: Editora, volume, número, ano.
Nº de páginas.
Exemplo de fascículo:
HARVARD BUSINESS REVIEW. Boston: Harvard Business School, v. 82, n. 3,
mars. 2004. 108 p.
Formato padrão de edição especial:
TÍTULO do volume (ou fascículo ou número especial ou suplemento). Título do
periódico, local de publicação, volume, número, ano. Tipo de publicação.
Exemplo de edição especial:
COMO ficar mais bonito e saudável. Veja, São Paulo, v. 36, n. 29, dez. 2003.
Edição Especial.
8.5.7 Publicação Periódica em Meio Eletrônico
As referências devem obedecer aos padrões indicados para artigo e/ou matéria de
revista, boletim etc., acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico
(disquetes, CD-Rom, online etc.). Quando necessário, podem ser acrescentadas informações
complementares para melhor identificar o documento. Quando se tratar de obras consultadas
online, proceder conforme indicado em 8.5.2.
Formato padrão de coleção online:
TÍTULO DE PERIÓDICO. Local de publicação: Editora, ano do primeiro volume
– ano do último volume (se a coleção foi encerrada). Periodicidade. Disponível
em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
95
Exemplo de coleção online:
AMANHÃ. Porto Alegre: Plural Comunicação, 2000- . Mensal. Disponível em:
<http://amanha.terra.com.br/institucional/revista.asp>. Acesso em: 12 maio 2004.
Formato padrão de edição especial online:
TÍTULO do volume (ou fascículo, número especial ou suplemento). Título do
periódico, Local de publicação: Editora, volume, número, ano. Tipo de fascículo.
Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de edição especial online:
25 anos da Revista Ciência da informação. Ciência da Informação, Brasília, DF:
IBICT, v. 25, n. 3, set./dez. 1996. Edição Especial. Disponível em:
<http://www.ibict.br/>. Acesso em: 12 maio 2004.
Formato padrão de coleção em CD-Rom:
TÍTULO DO PERIÓDICO. Local de publicação: Editora, ano do primeiro volume
– ano do último volume (para coleção encerrada). Periodicidade. Nº de CD-ROM.
Exemplo de coleção em CD-Rom:
THE APPLICATION of information Technologies to Engineering and Science
Education. Ieee Transactions on Education, New York, v. 39, n. 3, Aug. 1996.
Special Issue. 1 CD-Rom.
Formato padrão de fascículo em CD-Rom:
TÍTULO do volume (ou fascículo, número especial ou suplemento). Título do
periódico, Local de publicação: Editora, volume, número, ano. Tipo de fascículo.
Nº de CD-Rom.
Exemplo de fascículo em CD-Rom:
THE APPLICATION of information Technologies to Engineering and Science
Education. Ieee Transactions on Education, New York, v. 39, n. 3, Aug. 1996.
Special Issue. 1 CD-Rom.
8.5.8 Parte de Publicação Periódica
Inclui artigo de periódico científico (e/ou revista de divulgação), artigo de jornal e
caderno.
Os elementos essenciais são: título, local de publicação, editora, datas de início e
término da publicação, se houver. Podem ser acrescentados informações complementares à
referências para melhor identificação do documento.
Formato padrão de artigo em periódico científico:
SOBRENOME, Prenome do autor do artigo. Título do artigo: subtítulo (se
houver). Título do periódico (abreviado ou não), Local de publicação, volume, nº
do fascículo capítulo, nº da página inicial e final, mês abreviado (se houver). Ano.
96
Exemplo de artigo em periódico científico:
SILVA, Andréa Lago da; ALCÂNTARA, Rosane Chicarelli. Mudanças nos
relacionamentos e estratégias para melhor coordenação da cadeia de suprimentos.
RAUSP – Revista de Administração, São Paulo, v. 36, n. 3, p. 49-58, jul./set.
2001.
Formato padrão de artigo de jornal:
SOBRENOME, Prenome do autor do artigo. Título: subtítulo (se houver). Título
do Jornal, Local de publicação, data da publicação do jornal com mês abreviado.
Seção, caderno ou parte do jornal e a paginação correspondente.
Exemplo de artigo de jornal:
NAVES, Thales P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha de São Paulo, São
Paulo, 28 jun. 1999. Folha Turismo, Caderno 8, p. 13.
8.5.9 Parte de Publicação Periódica em Meio Eletrônico
São válidos os mesmos elementos citados acima, acrescido das informações
relativas à descrição física e do meio eletrônico. Quando consultado online, indicar conforme
8.5.2.
Formato padrão de parte de publicação online:
SOBRENOME, Prenome do auto do artigo. Título: subtítulo (se houver). Título
do periódico, local de publicação, volume, número ou fascículo, página inicial e
final, mês abreviado. Ano. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia
mês abreviado. Ano.
Exemplo de parte de publicação online:
SOUZA, Francisco das Chagas de. Formação de bibliotecários para uma
sociedade livre = University education or librarians for a free society. Encontros
BIBLI. Revista de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, n.
11, p. 1-13, jun. 2001. Disponível em: <http://www.encontrosbibli.ufsc.br/Edicao_11/francisco.pdf>. Acesso em: 14 maio 2004.
Formato padrão de parte de publicação em CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor do artigo. Título do artigo, Local de
publicação, volume, número do fascículo, página inicial e final, mês abreviado (se
houver). Ano. Nº de CD-Rom.
Exemplo de parte de publicação em CD-Rom:
FONTES FILHO, J. R. O empreendedorismo no sistema cultura brasileiro: a
história do Barão de Mauá. Enanpad, 27., 2003. 1 CD-Rom.
8.5.10 Evento no Todo
Inclui o conjunto total de documentos apresentados em eventos (atas, anais,
97
proceedings, resumos, abstracts, resultados etc).
São elementos essenciais: nome do evento, numeração (se houver), ano e local
(cidade) de realização. Em seguida, deve-se mencionar o título do documento (anais, tópico
temático etc.), seguido dos dados de local de publicação, editora e data da publicação. Pode-se
acrescentar elementos complementares para melhor identificar o documento.
Formato padrão de evento no todo:
NOME DO EVENTO, número do evento em algarismo arábico., ano, Local onde
se realizou o evento. Título da publicação do evento... Local de publicação:
Editora, ano da publicação. Descrição física.
Exemplo de evento no todo:
ENCONTRO ANNUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓSGRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 20., 1996, Angra dos Reis. Anais...
Angra dos Reis: Enanpad, 1996. 10 v.
8.5.11 Evento no Todo em Meio Eletrônico
As referências devem obedecer aos padrões indicados para evento como um todo,
acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico. Quando se tratar de
obras consultadas online, proceder conforme 8.5.2.
Formato padrão de evento online:
NOME DO EVENTO, número do evento em algarismo arábico., ano, Local onde
se realizou o evento. Título da publicação do evento: subtítulo (se houver).
Local de publicação: Editora, ano da publicação. Descrição física. Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de evento online:
INTERNATIONAL CONGRESS ON INDUSTRIAL AND APPLIED
MATHEMATICS, 4th, 1999, Edinburgh. Abstracts... Edinburgh: ICIAM, 1999.
Disponível em: <http://www.ma.hw.ac.uk/iciam99>. Acesso em: 5 jun. 2001.
Formato padrão de evento em CD-Rom:
NOME DO EVENTO, número do evento em algarismo arábico., ano, Local onde
se realizou o evento. Título da publicação do evento: subtítulo (se houver).
Local de publicação: Editora, ano da publicação. Descrição física. Nº de CR-Rom.
Exemplo de evento em CD-Rom:
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
ADMINISTRAÇÃO, 22., 1998, Foz do Iguaçu. Anais eletrônicos... Foz do
Iguaçu: Anpad, 1998. 1 CD-Rom.
98
8.5.12 Parte de Evento
Parte de evento corresponde a cada trabalho apresentado ou atividade desenvolvida
no evento.
Os elementos essenciais são: autor(es), título do trabalho apresentado, seguido da
expressão In:, nome do evento, numeração do evento (se houver), ano e local (cidade) de
realização, título do documento (anais, atas, tópico temático etc.), local, editora, data de
publicação e página inicial e final da parte referenciada. Elementos complementares podem
ser acrescentados para melhor identificar o documento, quando necessário.
Formato padrão de parte de evento:
SOBRENOME, Prenome do autor do trabalho. Título do trabalho: subtítulo (se
houver). In: NOME DO EVENTO, número do evento em algarismo arábico, ano,
Local onde se realizou o evento. Título da publicação do evento... Local de
publicação: Editora, data da publicação. Descrição física.
Exemplo de parte de evento:
CARVALHO NETO Antônio Moreira de. Novas formas de organização no setor
público e as mudanças na natureza do trabalho. In: ENCONTRO ANUAL DA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO, 20.,
1996, Angra dos Reis. Anais... Angra dos Reis: Anpad, 1996. p. 89-100.
8.5.13 Parte de Evento em Meio Eletrônico
São indicados os mesmos elementos relativos ao evento no todo, acrescidos das
informações relativas à descrição física do meio eletrônico.
Quando se tratar de evento consultado online, proceder de acordo com 8.5.2,
indicando o endereço eletrônico apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão
Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em:,
opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundos.
Formato padrão de parte de evento online:
SOBRENOME, Prenome do autor do trabalho. Título do trabalho: subtítulo (se
houver). In: NOME DO EVENTO, número do evento em algarismo arábico, ano,
Local onde se realizou o evento. Título da publicação do evento... Local de
publicação: Editora, data da publicação: Descrição física. Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de parte de evento em meio eletrônico:
FIGUEIREDO, Carlos. A linguagem racista no futebol brasileiro. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÖRIA DO ESPORTE, LAZER E
EDUCAÇÃO FÍSICA, 1998, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos... Rio de Janeiro:
UFF, 1998. Disponível em: <http://www.geocities.com/Athens/Stux/9231/
racismo>. Acesso em: 14 abr. 2000.
99
Formato padrão de parte de evento em CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor do trabalho. Título do trabalho: subtítulo (se
houver). In: NOME DO EVENTO, número do evento em algarismo arábico, ano,
Local onde se realizou o evento. Título da publicação do evento... Local de
publicação: Editora, data da publicação: Descrição física. Nº de CD-Rom.
Exemplo de parte de evento online:
ALBERTINI, Alberto Luiz. Comércio eletrônico: um estudo no setor bancário. In:
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
ADMINISTRAÇÃO, 22., 1998, Foz do Iguaçu. Anais eletrônicos... Foz do
Iguaçu: Anpad, 1998. 1 CD-Rom.
8.5.14 Trabalho Acadêmico no Todo
São válidos os mesmos padrões indicados em 8.5.1, ou seja, autoria, título da
parte, seguidos da expressão In: e da referência completa do trabalho no todo.
Podem ser acrescidas outras informações que contribuam para melhor
identificação do documento.
Formato padrão de trabalho acadêmico no todo:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Ano de depósito.
Nº de volumes ou folhas. Trabalho de Conclusão Curso (Graduação em...) ou
(Especialização em...) ou Dissertação (Mestrado em...) ou Tese (Doutorado em...)
ou outro assemelhado – Faculdade de ... (ou) Instituto de... da Universidade, Local
da defesa, Ano da defesa.
Exemplo de trabalho acadêmico no todo:
GIGLIO, Ernesto M. Contribuição ao desenvolvimento de um modelo de
estratégia orientada para a satisfação do consumidor no ramo imobiliário.
2002. 288 f. Tese (Doutorado em Administração) – Faculdade de Economia e
Administração da Universidade de São Paulo – USP, São Paulo, 2002.
8.5.15 Parte de Trabalho Acadêmico
Os elementos são os mesmos informados em 8.5.3, ou seja, autoria, título da
parte, seguidos da expressão In: e da referência completa do trabalho no todo. Quando
necessário, acrescentam-se elementos complementares para melhor identificar o documento.
Formato padrão de parte de trabalho acadêmico:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título do capítulo: subtítulo (se houver). In:
______. Título do trabalho de conclusão do curso ou tese ou dissertação ou
outro assemelhado: subtítulo. Ano de depósito. volume (ou) folhas iniciais e
finais da parte. Trabalho de Conclusão do Curso (Graduação em...) ou
(Especialização em...) ou Dissertação (Mestrado em...) ou Tese (Doutorado em...)
ou outro assemelhado – Faculdade de ... (ou) Instituto de... da Universidade, Local
da defesa, Ano da defesa. Página inicial e final do trecho consultado.
100
Exemplo de parte de trabalho acadêmico:
ALMEIDA, Silvia Rebouças Pereira de. Estudo de caso: Makro Atacadista e sua
fornecedora Panamco. In: ______. O uso da tecnologia da informação para
viabilizar uma estratégia competitiva em um ambiente de logística integrada:
estudo de caso do Makro e Panamco da Coca-Cola. 2002 f. 99-160. Dissertação
(Mestrado em Administração e Planejamento) – Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo – PUC/SP, São Paulo, 2002.
8.5.16 Trabalho Acadêmico no Todo em Meio Eletrônico
São válidas as mesmas informações indicadas 8.5.12, acrescidas da descrição
física do suporte eletrônico. Quando se tratar de obras consultadas online, proceder conforme
8.5.2.
Formato padrão de trabalho acadêmico online:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Ano de depósito.
Nº de volumes ou folhas. Trabalho de Conclusão Curso (Graduação em...) ou
(Especialização em...) ou Dissertação (Mestrado em...) ou Tese (Doutorado em...)
ou outro assemelhado – Faculdade de ... (ou) Instituto de... da Universidade, Local
da defesa, Ano da defesa. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso: dia mês
abreviado. Ano.
Exemplo de trabalho acadêmico online:
FUJITA, M. S. L. PRECIS na língua portuguesa: uma experiência com a
indexação de artigos periódicos brasileiros. 1985. 249 f. Dissertação (Mestrado
em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes da Universidade
de São Paulo – USP, 1985. Disponível em: <http://www.cgb.unesp.br/e-theses>.
Acesso em: 20 dez. 2001.
Formato padrão de trabalho acadêmico em CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Ano de depósito.
Nº de volumes ou folhas. Trabalho de Conclusão do Curso (Graduação em...) ou
(Especialização em...) ou Dissertação (Mestrado em...) ou Tese (Doutorado em...)
ou outro assemelhado – Faculdade de ... (ou) Instituto de... da Universidade, Local
da defesa, Ano da defesa. Nº de CD-Rom.
Exemplo de trabalho acadêmico em CD-Rom:
NASCIMENTO, Camila Pagamisse; LOW, Cíntia Sales; COTELLESSA,
Rodrigo de Brito. Siemens Celulares: Móbile. 2002. 126 f. Trabalho de
Conclusão do Curso (Graduação em Comunicação Social) – Escola Superior de
Propaganda e Marketing – ESPM, São Paulo, 2002. 1 CD-Rom.
8.5.17 Parte de Trabalho Acadêmico em Meio Eletrônico
São válidas as mesmas informações indicadas 8.5.13, ou seja, autoria, título da
parte, seguidos da expressão In: e da referência completa do trabalho no todo (incluindo a
101
descrição do tipo de trabalho e da entidade, do curso e da entidade depositária). Acrescidas da
descrição física do suporte eletrônico.
Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as
informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da
expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso
em:, opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundos.
Formato padrão de parte de trabalho acadêmico online:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título do capítulo: subtítulo (se houver). In:
______. Título do trabalho de conclusão do curso ou tese ou dissertação ou
outro assemelhado: subtítulo. Ano de depósito. volume (ou) folhas iniciais e
finais da parte. Trabalho de Conclusão do Curso (Graduação em...) ou
(Especialização em...) ou Dissertação (Mestrado em...) ou Tese (Doutorado em...)
ou outro assemelhado – Faculdade de ... (ou) Instituto de... da Universidade, Local
da defesa, Ano da defesa. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia
mês abreviado. Ano.
Exemplo de parte de trabalho acadêmico online:
LEITE, I. T. A. A floresta tropical: sucessão e dinâmica de clareiras. In: ______.
Aspectos fisioecológicos da germinação de sementes de Miconia
cinnamomifolia: (D.C.) Naud. – Milastomataceae. 1998. f. 5-7. Tese (Doutorado
em Ciências Biológicas – Biologia Vegetal) – Instituto de Biociências da
Universidade Estadual Paulista – Unesp, Rio Claro, 1998. Disponível em:
<http://www.cgb.unesp.br/e-theses>. Acesso em: 20 nov. 2001.
Formato padrão de parte de trabalho acadêmico em CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título do capítulo: subtítulo (se houver). In:
______. Título do trabalho de conclusão do curso ou tese ou dissertação ou
outro assemelhado: subtítulo. Ano de depósito. volume (ou) folhas iniciais e
finais da parte. Trabalho de Conclusão do Curso (Graduação em...) ou
(Especialização em...) ou Dissertação (Mestrado em...) ou Tese (Doutorado em...)
ou outro assemelhado – Faculdade de ... (ou) Instituto de... da Universidade, Local
da defesa, Ano da defesa. Nº de CD-Rom.
Exemplo de parte de trabalho acadêmico em CD-Rom:
RIDENTE JR., José Luiz. Anexo III: banco de dados. In: ______. Prevenção e
controle da erosão urbana: bacia do córrego do Limoeiro Machado, SP. 2000.
Dissertação (Mestrado em Geociências e Meio Ambiente) – Instituto de
Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – Unesp, Rio
Claro, 2000. 1 CD-Rom.
8.5.18 Imagem em Movimento
Inclui filmes, videocassetes, DVD, entre outros.
Os elementos essenciais são: título, diretor, produtor, local, produtora, data e
especificação do suporte em unidades físicas. Quando necessário, acrescentam-se elementos
102
complementares à referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
TÍTULO completo. Direção. Produção. Roteiro. Intérpretes, Música (indicação de
responsabilidades relevantes, todos os nomes na ordem direta: Diretor, Produtor,
Realizador, Roteirista, outros) Coordenação (se houver). Local: Produtora,
Distribuidora, ano. Especificação do suporte com detalhes, características físicas,
(duração em minutos), sonoro ou mudo, legendas e gravação.
Exemplos de imagem em movimento:
CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de
Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília
Pêra; Vinicius de Oliveira; Sônia Lira; Othon Bastos; Matheus Nachtegaele e
outros. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior.
[S.l.]: Lê Studio Canal; Riofilme; MACT Productions, 1998. 1 bobina
cinematográfica (106 min.), son., color., 35 mm.
MARKETING e vendas do século XXI. Apresentação de Luiz A. Marins. São
Paulo: Commit, [1999?]. 1 videocassete (53 min), VHS, NTSC, son., color.
BLADE Runner. Direção: Ridley Scott. Produção: Michael Deeley. Intérpretes:
Harrison Ford; Rutger Hauer; Sean Young; Edward James Olmos e outros.
Roteiro: Hampton Fancher e David Peoples. Música: Vangelis. Los Angeles:
Warner Brothers, c1991. 1 DVD (117 min), whitescreen, color. Produzido por
Warner Vídeo Home. Baseado na novela “Do androids dream of electric sheep?”
de Philip K. Dick.
8.5.19 Documento Iconográfico
Inclui pintura, gravura, ilustração, fotografia, desenho técnico, diapositivo (slide),
diafilme, material estereográfico, transparência, cartaz entre outros.
Os elementos essenciais são: autor, título (quando não existir, deve-se atribuir
uma denominação ou a indicação Sem título, entre colchetes), data e especificação do suporte.
Podem ser acrescentados elementos complementares para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora,
data. Especificação do suporte. Notas.
Exemplos de documento iconográfico:
KOBAYASHI, Kioto. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia, color., 16 cm x
56 cm.
GOLDIM, José Roberto. Ética, ética médica e bioética. Porto Alegre:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2001. 13 slides, color., Slides
gerados a partir do software PowerPoint.
103
O QUE acreditar em relação à maconha. São Paulo: CERAVI, 1985. 22
transparências, color., 25 cm x 20 cm.
8.5.20 Documento Iconográfico em Meio Eletrônico
Inclui pintura, gravura, ilustração, fotografia, desenho técnico, diapositivo (slide),
diafilme, material estereográfico, transparência, cartaz entre outros que podem ser consultados
em meio eletrônico.
Os elementos essenciais são: autor, título (quando não existir, deve-se atribuir
uma denominação ou a indicação Sem título, entre colchetes), data e especificação do suporte.
Elementos complementares podem ser acrescentados à referência para melhor
identificar o documento.
Formato padrão de documento icongráfico online:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora,
data. Especificação do suporte. Notas. Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de documento iconográfico online:
STOCKDALE, René. When’s recess? [2002?]. 1 fotografia, color. Disponível em:
<http://www.webshots.com/g/d2002/1-nw/20255.html>. Acesso em: 13 jan. 2001.
Formato padrão de documento iconográfico em CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora,
data. Especificação do suporte. Notas. Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de documento iconográfico em CD-Rom:
ESTAÇÃO da Cia. Paulista com locomotiva elétrica e linhas de bitola larga. 1
fotografia. p&b. In: LOPES, Eduardo Luiz Veiga. Memória fotográfica de
Araraquara. Araraquara: Prefeitura do Município de Araraquara, 1999. 1 CDRom.
8.5.21 Documento Cartográfico
Inclui atlas, mapa, globo, fotografias aéreas entre outros. As referências devem
obedecer aos padrões indicados para outros tipos de documentos, quando aplicável. Os
elementos essenciais são: autor(es), título, local, editora, data da publicação, designação
específica e escala. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à
referência para melhor identificar o documento.
104
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora,
data. Número de unidades físicas, indicação de cor; dimensões. Escala. Notas.
Exemplos de documento cartográfico:
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Mapa do
Brasil. Rio de Janeiro, 1994, 1 mapa: color. 120 cm x 100 cm. Escala:
1:6.000.000.
ATLAS Mirador Internacional. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil,
1981. 1 Atlas. Escalas variam.
MAPA múndi. São Paulo: Geomapas, 2001. 1 mapa color., 1,36 cm x 140 cm.
Escala 1:30.000.000.
8.5.22 Documento Cartográfico em Meio Eletrônico
As referências devem obedecer aos padrões indicados para material cartográfico,
acima citadas, acrescidas das informações relativas à descrição física do suporte eletrônico.
Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor
identificar o documento.
Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as
informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da
expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso
em:, opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundos.
Formato padrão de documento cartográfico online:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora,
data. Número de unidades físicas, indicação de cor; dimensões. Escala. Notas.
Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de documento cartográfico online:
ATLAS ambiental da Bacia do Rio Corumbataí. Rio Claro: CEAPLA, IGCE,
UNESP, 2001. Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/igce/ceapla/atlas>.
Acesso em: 8 abr. 2002.
Formato padrão de documento cartográfico em CD-Rom:
SOBRENOME, Prenome do autor. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora,
data. Número de unidades físicas, indicação de cor; dimensões. Escala. Notas. Nº
de CD-Rom.
Exemplo de documento cartográfico em CD-Rom:
PERCENTAGEM de imigrantes em São Paulo, 1920. 1 mapa, color. Escala
indeterminável. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n. 2, inverno 1994, 1 CD-Rom.
105
8.5.23 Textos Manuscritos
Se o manuscrito não tiver título próprio deve-se indicar a natureza do material.
Ex: [Diário de Bridget Jones]. Os detalhes não extraídos do documento são colocados entre
colchetes. Exemplos: [cartas], [telegramas], [cartões-postais] etc.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome do Remetente. [Tipo de correspondência] data, local de
emissão [para] SOBRENOME, Prenome do Destinatário. Local a que se destina.
Total de folhas. Notas. Manuscrito.
Exemplo de texto manuscrito:
CASTRO, Marcos. [Carta] 23 abr. 2004, São Paulo [para] PIRES, Izilda, São
Paulo. 3 f. Solicita informações sobre trabalhos de conclusão de curso da ESPM.
Manuscrito.
8.5.24 Entrevista Gravada
A referenciação segue a regra geral. Os elementos essenciais são: entrevistado,
título e subtítulo (se houver), tipo de entrevista, data da entrevista, entrevistador(es), meio de
divulgação, local e data da divulgação, suporte, notas.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome do entrevistado. Título: subtítulo. Data. Nome(s) do(s)
entrevistador(es) Meio de divulgação (periódico, TV, rádio etc.), Local, data.
Nota de entrevista.
Exemplo de entrevista gravada:
SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991].
Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: Senai-SP, 1991. 2 cassetes
sonoros. Entrevista concedida ao Projeto Memória do Senai-SP.
8.5.25 Documento Sonoro no Todo
Inclui disco, compact disc (CD), cassete, rolo, entre outros. Os elementos
essenciais são: compositor(res) ou intérprete(es), título, local, gravadora (ou equivalente), data
e especificação do suporte. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à
referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
COMPOSITOR, EXECUTOR ou INTÉRPRETE (do disco, CD etc). Título do
disco, CD etc. Local: Gravadora (ou equivalente), ano. Especificação do suporte
com características físicas.
106
Exemplos de documento sonoro:
ALCIONE. Ouro e cobre. São Paulo: RCA Victor, p1988, 1 disco.
MPB especial. [Rio de Janeiro]: Globo: Movieplay, c1995. l CD.
THE BEST of 70’s. Manaus: Nova Forma, [2003]. 1 CD.
8.5.26 Parte de Documento Sonoro
Inclui partes e faixas de documentos sonoros.
Os elementos essenciais são: compositor(res) ou intérprete(es), título, seguidos da
expressão In: e de referência do documento sonoro no todo. No final da referência, deve-se
informar a faixa ou outra forma de individualizar a parte referenciada. Quando necessário,
acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
COMPOSITOR, EXECUTOR ou INTÉRPRETE da música ou faixa de gravação.
Título da música. Direção artística. Produtores, Arranjadores. In: COMPOSITOR,
EXECUTOR ou INTÉRPRETE (do disco, CD, etc). Título do disco, CD, etc.
Local de gravação: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do suporte
com características físicas.
Exemplo de parte de documento sonoro:
GINO, Alberto. Toque macio. Intérprete: Alcione. In: ALCIONE. Ouro e cobre.
São Paulo: RCA Victor, p1988. 1 disco sonoro. Lado A, faixa 1.
8.5.27 Partitura
Inclui partituras impressas e em suporte ou meio eletrônico.
São elementos essenciais: autor(es), título, local, editora, data, designação
específica e instrumento a que se destina. Quando necessário, acrescentam-se elementos
complementares à referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo (se houver). Local: Editora, data.
Designação específica. Instrumento.
Exemplo de partitura:
GALLET, Luciano (Org.). Canções populares brasileiras. Rio de Janeiro:
Carlos Wehns, 1851. 1 partitura (23 p.). Piano.
107
8.5.28 Partitura em Meio Eletrônico
As referências devem seguir os padrões indicados para partitura, acrescidas das
informações relativas à descrição física do meio eletrônico. Quando se tratar de obras
consultadas online, proceder-se conforme 8.5.2. Acrescentar, quando necessário, elementos
complementares à referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo (se houver).Local: Editora, data.
Designação específica. Instrumento. Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de partitura online:
OLIVA, Marcos; MOCOTÓ, Tiago. Fervilhar: frevo. [19--?]. 1 partitura.
Orquestra. Piano. Disponível em: <http://openlink.br.inter.net/picolino/
partitur.htm>. Acesso em: 5 jan. 2002.
8.5.29 Documentos de Acesso Exclusivo em Meio Eletrônico
Inclui base de dados, listas de discussão, sites, arquivos em disco rígido, programas,
conjuntos de programas e mensagens eletrônicas entre outros. Os elementos essenciais são:
autor(es), título do serviço ou produto, versão (se houver) e descrição física do meio
eletrônico. Quando se tratar de obras consultadas online, proceder conforme 8.5.2.
Formato padrão para base de dados:
SOBRENOME, Prenome do Autor. Título do serviço ou produto. Versão (se
houver). Local: Editora ou fornecedor, ano. Nº de CD-Rom. (ou) Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de base de dados:
BIBLIOTECA REGIONAL DE MEDICINA. Bibliografia brasileira de
odontologia. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em:
<http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/>. Acesso em: 20 maio de
2003.
Formato padrão para programa de computador (software):
SOBRENOME, Prenome do autor. Titulo: subtítulo. Edição. Local de
publicação: Editora, ano. Notas. Quantidade e suporte (Nº de CD-Rom, DVD,
disquete e outros). (ou) Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia
mês abreviado. Ano.
Exemplo de programa de computador (software) em CD-Rom:
MICROSOFT Project for Windows 95, version 4.1: project planning software.
[S.l.]: Microsoft Corporation, 1995. Conjunto de programas. 1 CD-Rom.
108
Formato padrão para lista de discussão:
SOBRENOME, Prenome do autor do e-mail original (mesmo que seja resposta).
Título. (assunto da mensagem) Nome da lista de discussão. (se houver)
Mensagem disponível em: <endereço eletrônico da lista>. Acesso em: dia mês
abreviado. Ano.
Exemplo de lista de discussão:
BIOLINE Discussion List. List maintained by the Bases de Dados Tropical, BDT
in Brasil. Disponível em: <[email protected]>. Acesso em: 25 nov. 1998.
Formato padrão para site (home page):
NOME DO PROPRIETÁRIO. Título: subtítulo (se houver). Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo de site (home page):
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA (Abigraf). Portal
Abigraf: o portal da indústria gráfica. Disponível em:
<http://www.abigraf.org.br>. Acesso em: 9 fev. 2007.
Formato padrão para mensagem eletrônica (e-mail):
SOBRENOME, Prenome do autor da mensagem. Titulo (assunto da mensagem)
[mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <endereço eletrônico> em dia mês
abreviado. Ano.
Exemplo de mensagem eletrônica (e-mail):
SILVA, Jonas da. Correção de referências bibliográficas [mensagem pessoal].
Mensagem recebida por [email protected] em 10 jun. 2000.
A norma da ABNT é taxativa:
As mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem ser
referenciadas somente quando não de dispuser de nenhuma outra fonte para abordar
o assunto em discussão.
Mensagens trocadas por e-mail têm caráter informal, interpessoal e efêmero, e
desaparecem rapidamente, não sendo recomendável seu uso como fonte científica ou
técnica de pesquisa (ABNT NBR 6023:2002, p. 13).
Assim sendo, recomenda-se não usar e-mail como fonte de informação em
trabalhos acadêmicos.
8.5.30 Documento Jurídico
Inclui legislação, jurisprudência (decisões judiciais) e doutrina (interpretação dos
textos legais).
8.5.30.1 Legislação
Compreende a Constituição, as emendas constitucionais e os textos legais
109
infraconstitucionais (lei complementar e ordinária, medida provisória, decretos em todas as
suas formas, resolução do Senado Federal) e normas emanadas das entidades públicas e
privadas (ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução normativa,
comunicado, aviso, circular, decisão administrativa, entre outros)
Os elementos essenciais são: jurisdição (ou cabeçalho da entidade, no caso de se
tratar de normas), título, numeração, data e dados da publicação. No caso de Constituições e
suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título, acrescenta-se a palavra Constituição,
seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
Quando publicada em formato abrangido pelo termo monografia (livro, guia,
coletânea, catálogo etc.), a referência deverá seguir o padrão adotado para o respectivo
suporte. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para
melhor identificar o documento.
Formato padrão:
JURISDIÇÃO ou CABEÇALHO DA ENTIDADE. [Constituição (ano de
promulgação)]. Título e numeração, data. Descrição ou Título da publicação,
dados da publicação.
Exemplo de Constituição:
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de
1995. Lex: legislação federal e marginária, São Paulo, v. 59, p. 1996, out./dez.
1995.
Exemplo de Constituição com complemento:
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de
1995. Dá nova redação ao art. 77 da Constituição Federal, alterando e inserindo
parágrafos. Lex: legislação federal e marginária, São Paulo, v. 59, p. 1996,
out./dez. 1995.
Exemplo de código:
BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.
Exemplo de código com complemento:
BRASIL. Código civil. Organização de Juarez de Oliveira. 46. ed. São Paulo:
Saraiva, 1995.
Exemplos de coletânea:
SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex:
coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-20, 1998.
BRASIL. Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. Lex: coletânea de
legislação – edição federal, São Paulo, v. 7, 1943. Suplemento.
110
Exemplos de coletânea com complemento:
SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre
a desativação de unidades administrativas de órgãos da administração direta e das
autarquias do Estado e dá providências correlatas. Lex: coletânea de legislação e
jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-20, 1998.
BRASIL. Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. Aprova a consolidação
das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação – edição federal, São Paulo, v. 7,
1943. Suplemento.
Exemplo de publicação pelo Diário Oficial:
BRASIL. Medida Provisória nº 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14
dez. 1997. Seção 1, p. 29514.
Exemplo de publicação pelo Diário Oficial com complemento:
BRASIL. Medida Provisória nº 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Estabelece
multa direta em operações de importação, e dá outras providências. Diário Oficial
[da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez.
1997. Seção 1, p. 29514.
Exemplo de resolução do Poder Legislativo:
BRASIL. Congresso. Senado. Resolução n 17º, de 1991. Coleção de Leis da
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 183, p. 1156-7, maio/jun. 1991.
Exemplos de resolução do Poder Legislativo com complemento:
BRASIL. Congresso. Senado. Resolução n 17º, de 1991. Autoriza o desbloqueio
de Letras Financeiras do Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul, através de
revogação do parágrafo 2º, do artigo 1º da Resolução nº 72, de 1990. Coleção de
Leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 183, p. 1156-7,
maio/jun. 1991.
8.5.30.2 Jurisprudência
Corresponde a decisões judiciais e compreende súmulas, enunciados, acórdãos,
sentenças e demais decisões judiciais. Os elementos essenciais são: jurisdição e órgão
judiciário competente, título (natureza da decisão ou ementa) e número, partes envolvidas (se
houver), relator, local, data e dados da publicação. Quando necessário, acrescentam-se
elementos complementares à referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão:
JURISDIÇÃO. Órgão judiciário competente. Título (natureza da decisão ou
ementa). Número. Partes envolvidas (se houver). Relator. Local, data. Dados da
publicação.
111
Exemplo de súmula:
BRASIL. Supremo Tribunal Federal Súmula nº 14. In: ______. Súmulas. São
Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994, p. 16.
Exemplo de súmula com complemento:
BRASIL. Supremo Tribunal Federal Súmula nº 14. Não é admissível por ato
administrativo restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo
público. In: ______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil,
1994, p. 16.
Exemplo de Habeas corpus:
BRASIL. Superior Tribunal da Justiça. Habeas corpus nº 181.636-1, da 6ª
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de
dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais,
São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-40, mar. 1998.
Exemplo de Habeas corpus com complemento:
BRASIL. Superior Tribunal da Justiça. Processual Penal. Habeas corpus.
Constrangimento ilegal. Habeas corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994.
Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n.
103, p. 236-40, mar. 1998.
Exemplo de cabeçalho de sentença sobre apelação:
BRASIL. Tribunal Regional Federal (5ª Região). Apelação cível nº 42.441-PE
(94.05.01629-6). Apelante: Edilemos Mamede dos Santos e outros. Apelada:
Escola Técnica Federal de Pernambuco. Relator: Juiz Nereu Santos. Recife, 4 de
março de 1997. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São
Paulo, v. 10, n. 103, p. 558-62, mar. 1998.
Exemplo de cabeçalho de sentença sobre apelação com complemento:
BRASIL. Tribunal Regional Federal (5ª Região). Administrativo. Escola Técnica
Federal. Pagamento de diferenças referentes a enquadramento de servidor
decorrente da implantação de Plano Único de Classificação e Distribuição de
Cargos e Empregos, instituído pela Lei nº 8.270/91. Predominância da lei sobre a
portaria. Apelação cível nº 42.441-PE (94.05.01629-6). Apelante: Edilemos
Mamede dos Santos e outros. Apelada: Escola Técnica Federal de Pernambuco.
Relator: Juiz Nereu Santos. Recife, 4 de março de 1997. Lex: jurisprudência do
STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 558-62, mar.
1998.
8.5.30.3 Doutrina
Inclui toda e qualquer discussão técnica sobre questões legais (monografias,
artigos de periódicos, papers etc). É referenciada conforme o tipo de publicação.
112
Exemplo:
BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao
Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados,
São Paulo, v. 19, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.
8.5.30.4 Documento jurídico em meio eletrônico
As referências devem obedecer aos padrões indicados para documento jurídico, e
com informações relativas à descrição física do meio eletrônico. Quando se tratar de obras
consultadas online, também são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico,
apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso ao
documento, precedida da expressão Acesso em: opcionalmente acrescida dos dados
referentes a hora, minutos e segundos. Quando necessário, acrescentam-se elementos
complementares à referência para melhor identificar o documento.
Formato padrão online:
JURISDIÇÃO ou CABEÇALHO DA ENTIDADE. [Constituição (ano de
promulgação)]. Título e numeração, data. Descrição ou Título da publicação,
dados da publicação. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês
abreviado. Ano.
Exemplo de documento jurídico com acesso online:
BRASIL. Lei nº 9.887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária
federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 dez.
1999. Disponível em: http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?Id=
LEI%209897>. Acesso em: 22 dez. 1999.
Formato padrão CD-Rom:
JURISDIÇÃO ou CABEÇALHO DA ENTIDADE. [Constituição (ano de
promulgação)]. Título e numeração, data. Descrição ou Título da publicação,
dados da publicação. Nº de CD-Rom.
Exemplo de documento jurídico em CD-Rom:
LEGISLAÇÃO brasileira: normas jurídicas federais, bibliografia brasileira de
Direito. 7. ed. Brasília, DF: Senado Federal, 1999. 1 CD-Rom. Inclui resumos
padronizados das normas jurídicas editadas entre janeiro de 1946 e agosto de 1949,
assim como textos integrais de diversas normas.
113
9 APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
A apresentação de trabalhos acadêmicos deve refletir o resultado do esforço
intelectual para analisar o tema escolhido, comprovar familiaridade e compreensão da
complexidade do objeto estudado.
Clareza, impessoalidade, coesão, coerência do texto; organização, estruturação e
consistência das idéias; fundamentação teórica sólida; adequação às normas técnicas e à
estética gráfica demonstram cuidado com a redação e apresentação de um trabalho científico
de qualidade.
As facilidades proporcionadas pelo instrumental eletrônico adequado e disponível
(editores de texto, planilhas de cálculo, gerenciadores de bancos de dados, softwares de
apresentação) possibilitam maior uniformidade estética e visual de textos, ilustrações, gráficos
e tabelas impressos. Na defesa oral os softwares de apresentação são auxiliares poderosos do
estudante e do profissional em aulas, exposições, palestras, seminários, demonstrações de
negócios etc. Um “bom visual” influencia muito mais na decisão de compra de um produto do
que o manual de operação ou as suas detalhadas especificações. Vale para produtos, para
pessoas e para trabalhos acadêmicos.
Nas seções anteriores deste documento foram apresentadas as “detalhadas
especificações” para a apresentação de trabalhos acadêmicos com base em diversas normas,
em especial a norma ABNT NBR 14724:2005. As seções seguintes sintetizam os critérios que
devem ser adotados para padronizar o “visual” dos trabalhos apresentados na ESPM.
9.1 REDAÇÃO
A redação de um trabalho acadêmico consiste na expressão, por escrito, dos
resultados do estudo ou investigação realizado anteriormente. É uma exposição bem
fundamentada do material recolhido, que foi estruturado, analisado e elaborado de forma
objetiva, precisa e clara.
São regras básicas em qualquer texto, especialmente nos científicos: saber o que
vai ser escrito e para quê; escrever só sobre o que se conhece ou se estudou; idéias devem ser
concatenadas e informadas de maneira lógica; regras gramaticais e ortográficas são guia para
um bom texto; argumentação demasiadamente abstrata deve ser evitada; usar o vocabulário
técnico estritamente necessário e adequado; não repetir detalhes supérfluos; unidade e
equilíbrio das partes devem ser mantidos; por fim, uma revisão criteriosa é fator primordial
para que o texto final corresponda ao que foi proposto apresentar.
114
A apresentação do problema investigado e seu relacionamento com outros
trabalhos formam os antecedentes que justificam a pesquisa. Deve incluir a formulação do
problema de pesquisa, a formulação de hipóteses (se houver), a delimitações do assunto e os
objetivos propostos.
Ao revisar a bibliografia, o autor demonstrará conhecimento de literatura básica
sobre o assunto, resumindo os resultados de estudos feitos por outros autores, com suas
respectivas citações. Para tanto, recomenda-se consulta a livros, monografias, dissertações,
teses ou artigos científicos publicados em revistas com corpo editorial qualificado.
Todo documento explorado deve constar na listagem bibliográfica prévia, tanto na
fase de fichamento quanto de redação do trabalho. São referenciados somente os documentos
efetivamente utilizados e citados. O objetivo poderá ser incluído na introdução, a critério do
aluno e seu orientador. O(s) objetivo(s) podem ser divididos em gerais e específicos.
Uma descrição breve, porém completa da metodologia adotada, permite a
compreensão e interpretação dos resultados, bem como a reprodução do estudo e utilização do
método por outros pesquisadores.
Os resultados são a discussão e apresentação, de forma detalhada, da análise dos
dados e a que fim chegou-se, permitindo ao leitor a percepção completa dos resultados
obtidos. Podem-se incluir tabelas ou figuras em geral (desenhos, gráficos, mapas, esquemas,
modelos, fotografias etc.).
Discussão é a comparação dos resultados alcançados pelo estudo com aqueles
descritos na revisão da literatura. Conclusão é a síntese final do trabalho. Deve constituir uma
resposta que atenda aos objetivos propostos na pesquisa.
A responsabilidade acadêmica e social impõe lisura no trato com os documentos
do processo ensino-aprendizagem de modo a recompensar o esforço realizado na pesquisa e
elaboração do texto definitivo a ser apresentado aos examinadores.
9.1.1 Estilo, Estruturação e Organização
O trabalho científico utiliza linguagem técnica (acadêmica e didática). A
finalidade é transmitir conhecimentos. A linguagem, embora científica, deve ser didática.
Requer perfeição gramatical e ortográfica, evitando vocabulário popular, vulgar, e também o
pomposo. Sua finalidade é a objetividade, o trabalho científico deve ser impessoal.
Ao elaborar o texto deve-se ter em mente que a apresentação e o desenvolvimento
do assunto será dividido em capítulos e seções, variando sua estrutura de acordo com a área
do conhecimento e a natureza do trabalho.
115
O texto deve espelhar os princípios da redação científica. Em português, com
linguagem clara, exata e concisa, sendo preferível o uso da conjunção impessoal dos verbos.
Frases curtas, aliadas à simplicidade, tornam a leitura agradável. Completa-se evitando estilo
prolixo, retórica excessiva ou confusa.
Adoção de vocabulário adequado ao assunto estudado demonstra familiaridade
com tema e premia o leitor. Não deve ser muito hermético ou tecnicista, a ponto de a
compreensão ficar restrita. Lembrar que a disseminação do conhecimento hoje se faz muito
rapidamente, tanto na forma impressa quanto eletrônica.
A organização interna do trabalho é de responsabilidade do próprio estudante,
com a aprovação de seu professor orientador. Exige-se adoção de um esquema de
organização. Deve ser seguido coerentemente em todo o trabalho, observando o disposto
neste Manual.
Com relação ao estilo as seguintes providências devem ser tomadas:
 manter a redação impessoal (terceira pessoa do singular), evitando o uso da primeira
pessoa;
 parágrafos devem ser unidades de pensamento coerentes e consistentes;
 evitar períodos demasiadamente longos;
 suas frases independentes e gramaticalmente completas, não unidas por uma conjunção,
não devem ser separadas por vírgula (usar ponto e vírgula ;).
 não usar artigos antes de abreviaturas ou nomes próprios;
 manter coerência e uniformidade no uso de nomes, abreviações, termos e símbolos;
 Evitar expressões e frases introdutórias que possam gerar interpretações indesejadas:
obviamente, certamente, é claro, por motivos óbvios, como já foi dito antes,
possivelmente, é provável que etc.;
 Evite emprestar atributos humanos o objetos inanimados: os resultados sugerem, os dados
apontam, do ponto de vista do software, o programa rodou, etc.
Quanto ao conteúdo, tomar os seguintes cuidados:
 ter atenção com a organização do material apresentado – pensar sobre o texto: quais são os
seus propósito e escopo, que idéias e informações são relevantes; planejar o que será
escrito: fazer um esboço dos tópicos e onde será necessária uma maior ênfase;
 não apresentar material irrelevante – considerar as necessidades do leitor e o que é
esperado que ele já saiba; evitar o uso de palavras em número superior ao necessário para
transmitir um pensamento;
 o material apresentado deve ser equilibrado, revelando um esforço em procurar conhecer
todas as facetas de um problema;
116
 não apresentar conclusões sem fundamentação – evidências devem ser apresentadas para
generalizações e hipóteses assumidas;
 ser crítico em relação ao material fichado e referenciado – o fato de um artigo ter sido
publicado não quer dizer que ele estabelece a última palavra sobre o assunto abordado;
 quando necessário, considerar que ao optar por uma dentre várias hipóteses, deve-se dar
preferência à explicação mais simples que se ajuste a todas as evidências.
O resumo requer cuidado na forma e conteúdo. Evitar usar tradutores eletrônicos
de texto. Confiar a redação do abstract a um professor, parente ou amigo. O trabalho será
incorporado ao acervo da Biblioteca da ESPM, ficando à disposição de interessados no seu
conteúdo. Criteriosa revisão ortográfica, gramatical, de citações, fontes e dados estatísticos é
recomendada para evitar omissões, enganos e duplicidade de informação. Para impedir a
existência de errata, deve ser feita criteriosa revisão ortográfica, depois de concluída a redação
e antes da encadernação.
9.1.2 Regras Básicas
O trabalho acadêmico de qualidade deve ter em seu autor um conhecedor das
regras da gramática e da ortografia, do bem escrever. Redigir um trabalho monográfico é boa
montar um excelente portifólio para mostrar em uma entrevista de seleção. Não deixe esta
oportunidade passar o mercado de trabalho está muito competitivo.
Dicionários, manuais de redação de revistas e jornais, livros de referência e sites
especializados da internet são fontes e ferramentas úteis para a busca de vocábulo correto,
expressão bem construída, resolução de dúvidas ortográficas etc. Os professores, parentes e
amigos também podem colaborar. Não se pode desprezar a parcela de contribuição das
pessoas com as quais se convive.
Com relação à redação do texto, há recomendações básicas a respeitar:
 clareza, precisão, objetividade e concisão;
 intercalação de períodos de curta e média extensão;
 parágrafos nem curto e nem muito longo;
 simplicidade e ordem direta;
 não começar períodos ou parágrafos seguidos com a mesma palavra, nem uso repetido da
mesma estrutura de frase;
 evitar retórica e hermetismo como gírias, jargões e coloquialismo;
 o tempo é precioso. Um fato pode ser relatado em longo texto ou com poucas palavras;
 saber usar as palavras técnicas corretamente;
117
 os termos técnicos, quando necessários, devem ser imediatamente explicados;
 há uma palavra certa para cada situação. Ex.: preços são cobrados e não praticados;
 não usar modismos e lugares comuns – a nível de, deixar a desejar, chegar a um
denominador comum, transparência, instigante, pano de fundo, estourar como uma
bomba, encerrar com chave de ouro, segredo guardado a sete chaves, dar o último adeus,
vou estar (falando, atendendo, passando... ) etc.;
 dispensar preciosismos ou expressões que pretendem substituir termos comuns;
 o mesmo vale para palavras e formas empoladas ou rebuscadas;
 só escrever os termos que usar – rejeitar e não declinar, protelar ou adiar e não
procrastinar, demora e adiamento a delonga, antipatia a idiossincrasia, discórdia ou intriga
a cizânia, obscurecer a obnubilar etc.;
 evitar superlativos ou palavra de valor absoluto ou muito enfático, adjetivos e
superlativos;
 deixar de lado termos coloquiais e gírias – só reproduzir se usadas por entrevistados;
 rigor na escolha das palavras – sempre há uma palavra para determinada situação;
 o primeiro parágrafo deve, de preferência, responder a seis perguntas básicas – o que,
quem, quando, onde, como e por quê. Essas perguntas devem ter suas respostas até o
segundo parágrafo, no máximo. Essa regra é fundamental para a introdução e o resumo;
 evitar vícios lingüísticos para encadear parágrafos. Exemplo: por outro lado, enquanto
isso, ao mesmo tempo, não obstante, isto é etc.;
 precisão é essencial para a confiabilidade – conferir os nomes das fontes, referências,
somas, datas, horários, fórmulas, enumerações etc.;
 se há vários textos para ler, marcar as informações mais relevantes de cada um deles ou
fazer fichamento – ganha-se tempo e evita-se deixar de lado dado relevante;
 ler o texto até o fim – a informação que se deseja pode estar no fim da última página;
 mencionar sempre a fonte da informação;
 na primeira citação colocar a expressão por extenso, seguida por sua sigla ou abreviatura
entre parênteses;
 em caso de dúvida, consultar literatura de referência, professores e até mesmo colegas.
Os erros comuns de ortografia podem ser evitados com providências simples:
 consultar o dicionário na dúvida sobre a grafia de uma palavra;
 observar a concordância verbal e temporal;
 a crase é uma fusão da preposição a com o artigo feminino a;
 sujeito e predicado de uma frase não devem ser separados por vírgula;
118
 espaço não deve separar uma palavra de um sinal de pontuação (erro comum
principalmente no uso de dois pontos (:) e ponto de interrogação (?);
 após um sinal de pontuação deve haver espaço;
 grafar os termos estrangeiros em itálico, as expressões de destaque em negrito;
 termos coletivos são usados no singular: programas ou software (nunca softwares),
circuitos ou hardware (não hardwares).
9.1.3 Alfabeto
Como o trabalho será apresentado na língua portuguesa, nunca é demais lembrar:
o alfabeto português é composto fundamentalmente de 23 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m,
n, o, p, q, r, s, t. u, v, x, z. Além dessas letras, há três que só se podem usar em casos
especiais: k, w, y.
Emprega-se o k em abreviaturas e símbolos, em palavras estrangeiras de uso
internacional, termos técnicos, expressões matemáticas, notação científica etc. Exemplos:
K = potássio e Kelvin (na física, intervalo unitário de temperatura na escala
absoluta); Kr = criptônio; kg = quilograma; km = quilômetro; kl = quilolitro; kB
ou kilobyte = mil bytes; kW = quilowatt; km/h = quilometro por hora; kWh =
quilo-watt-hora etc.
Perceber que a grafia correta é quilo e não kilo: quilômetro, quilograma,
quilolitro, quilohertz, quilowatt etc. A abreviatura é que é com k: km, kg, kl, kHz, kW etc.
Os derivados portugueses de nomes próprios estrangeiros devem escrever-se de
acordo com as formas primitivas. Exemplos:
franklianiano, kantismo, kardecismo, kepleriano, perkinismo etc.
Usa-se o w como símbolo e abreviatura, em palavras estrangeiras de uso
internacional, termos técnicos, expressões matemáticas, notação científica etc. Exemplos:
kW = quilowatt; W = tungstênio e oeste (ponto cardeal); w = watt; wh = watt-hora;
ws = watt-segundo; Wb = weber; WNW = oeste-noroeste; WWW = World Wide
Web (abreviatura em inglês de rede mundial de computadores) etc.
Nos derivados vernáculos de nomes próprios estrangeiros, adotar as formas que
estão em harmonia com a primitiva. Exemplos:
darwinismo, wagneriano, zwinglianista, weberiano, wesphalense etc.
119
O y também se emprega em abreviaturas e como símbolo de alguns termos
técnicos e científicos, palavras estrangeiras de uso internacional, expressões matemáticas,
notação científica etc. Exemplos:
Y = ítrio; yd = jarda; Yb = itérbio; y2 = símbolo de uma segunda incógnita etc.
Nos derivados de nomes próprios estrangeiros, usar as formas que se acham de
conformidade com a primitiva. Exemplos:
byroniano, maynardina, taylorista, hollywoodiano etc.
9.1.4 Nomes Próprios Estrangeiros
Os nomes próprios personalitivos, locativos e de qualquer natureza mantêm a sua
grafia original. Também se manterá a grafia original de quaisquer firmas, sociedades, títulos e
marcas já consagradas pelo uso. Exemplos:
Franklin, Roosevelt, Hollywood, Yang-tse, York, Wagner, Byron, Taylor,
Westphalen, Weber, Kafka, Kant, Kremlin, Kubitschek, Ku-Klus-Klan, Patrick,
Yale-Brown, Heschler, Wernicke, Korsakoff, Kennedy, Swift etc.
9.1.5 Emprego de Iniciais Maiúsculas
Nas seguintes situações são empregadas iniciais maiúsculas:
 no começo do período, verso, e citação direta precedida de dois pontos. Exemplos:
O objetivo desta frase é demonstrar que períodos (parágrafos) se iniciam com
maiúscula.
ANDRADE (1982, p. 150), em Lenda do Céu, segue a regra:
“Andorinha, andorinha,
Andorinha avoou,
Andorinha caiu,
Curumim a pegou”.
Mas ANDRADE (1985, p. 15), em Carrego Comigo, subverte, adotando o estilo à
espanhola:
“Carrego comigo
há dezenas de anos
há centenas de anos
o pequeno embrulho”.
120
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer lugar, ainda que
seja no Inferno, é estar no Paraíso”.
Disse Cristo: “Amai-vos uns aos outros”.
 nos substantivos próprios de qualquer espécie – antropônimos, topônimos, patronímicos,
cognomes, alcunhas, tribos e castas, designações de comunidades religiosas e políticas,
nomes sagrados e relativos a religiões, entidades mitológicas e astronômicas etc.
Exemplos:
José, Maria, Macedo, Freitas, Brasil, América, Guanabara, Tietê, Atlântico,
Antoninos, Afonsinhos, Conquistador, Magnânimo, Coração de Leão, Sem Pavor,
Deus, Jeová, Alá, Assunção, Ressurreição, Júpiter, Baco, Cérbero, Via Láctea,
País (Brasil), Estado (significando uma nação), Igreja, Justiça, República, Império,
Constituição (e seus sinônimos, como Carta Magna, Carta, Lei Magna),
Congresso, Parlamento, Constituinte, Grande Sertão: Veredas, Os Sertões, O
Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Veja, Newsweek, Time, Platon, Coração de
Estudante, Abapuru, Guernica, A Volta ao Mundo em 80 Dias, Rua Direita, Rua
Artur Távola, Avenida Indianópolis, Escola Superior de Propaganda e Marketing
etc.;
 nos nomes de períodos históricos, festas religiosas, datas e fatos políticos importantes;
nomes de logradouros públicos; nomes de repartições públicas, agremiações culturais ou
esportivas; edifícios e empresas públicas ou privadas; títulos de livros, periódicos,
produções artísticas, literárias e científicas; nomes de escolas em geral; nomes de pontos
cardeais quando indicam regiões; expressões de tratamento; nomes comuns sempre que
personificados ou individualizados. Exemplos:
Idade Média, Dia das Mães, Avenida Paulista, Praça da República, Ministério do
Trabalho, Sociedade Esportiva Palmeiras, Grande Sertão: Veredas, Veja, Jornal da
Tarde, O Pensador, O Noviço, Escola Superior de Propaganda e Marketing, os
povos do Oriente, os mares do Sul, Vossa Alteza, Magnífico Reitor, Sr. Diretor, a
Capital, a República, a Transamazônica, a Indústria, o Comércio;
Â
Nota 1: As partículas contidas nos títulos (artigos, advérbios, preposições e suas
contrações), independentemente do número de sílabas, são escritas com inicial minúscula.
Exemplos:
Com Açúcar e com Afeto, Álbum de Família, Jornal da Tarde, Memórias de um
Sargento de Milícias, A Falta que Ela Me Faz, Jornal do Brasil etc.
121
Nota 2: A regra vale para partículas dentro do título. Quando iniciar o título, é grafada em
maiúscula.
9.1.6 Destaques e Diferenciações de Palavras e Expressões
Nomes científicos de espécies, palavras de outros idiomas, termos que se quer
enfatizar e expressões de referência são grafadas em itálico, sem aspas. Letras ou palavras que
requerem destaque podem ser grafadas em negrito ou com sublinhado simples.
Negrito é o recurso tipográfico adotado para destacar o elemento título nas
referências. Partes do trabalho podem ser destacadas em negrito, com sublinhado simples ou
itálico ou até mesmo com a conjunção de dois ou mais estilos, conforme a necessidade.
Aspas devem ser reservadas para destacar palavras, expressões e citações textuais
de outros autores. Marcadores e numeradores devem ser usados com critério. Outros sinais
gráficos também podem ser empregados, a critério do autor, porque o projeto gráfico é de sua
responsabilidade.
9.1.7 Abreviaturas
Abreviaturas devem ser utilizadas na forma recomendada pelas normas ABNT
NBR ISO 31-0 e ABNT NBR ISO 1000, pelo Sistema Internacional de Unidades (SI), por
organismos de padronização nacional ou internacional e/ou por órgãos científicos de
competências de cada área. Exemplo de entidades a serem pesquisadas: ABNT, IBGE,
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), International
Organization for Standardization (ISO).
Nos textos corridos deve-se evitar usar abreviaturas, usando a expressão por
extenso, especialmente para números inteiros. Exemplos:
volume e não v., página e não p. (exceto quando fizerem parte de indicativo de
fonte de documento ou referência), 31 metros e não 31 m, 67 quilos e não 67 kg,
23 horas e não 23 h, 214 litros e não 214 l etc.
Em títulos, tabelas, gráficos, quadros, ilustrações ou quando medidas de grandeza
apareçam com muita freqüência, podem ser grafadas no texto de forma abreviada, de acordo
com a norma oficial (consultar o documento normativo correspondente) ou dicionários e
formulários ortográficos.
122
Dentro dos textos, os títulos doutor e doutora (para médicos), senhor e senhora ou
dom e dona devem ser escritos de preferência na forma abreviada e com inicial minúscula,
embora a norma oficial recomende maiúsculas. São igualmente abreviados, mas com inicial
maiúscula, as formas cerimoniosas de tratamento. Não são abreviados os títulos como
professor, engenheiro, patentes militares, exceto na transcrição de documentos ou listas de
promoções das Forças Armadas nas quais as patentes figurem abreviadamente.
Nota: Em qualquer transcrição deve-se reproduzir exatamente como consta no documento
original.
Nenhuma das abreviaturas do sistema métrico decimal tem ponto ou plural.
Há plural com s nas abreviaturas constituídas pela redução de palavras e nas que representam
títulos ou formas de tratamento. Também recebem s as abreviaturas que se identificam com
siglas. Exemplos:
Sete CDs, onze DVDs, dois PMs, cinco TVs, quatro GPs, 8 HPs, duas RPs etc.
Alguns plurais se fazem com a duplicação da letra. Exemplos:
A. = autor; AA. = autores; E. = editor; EE. = editores etc.
As indicações a.C. e d.C. (antes e depois de Cristo) devem ser empregadas
abreviadamente e com o a e o d em minúsculas. Deve-se evitar abreviar o designativo São e
Santo, a não ser nos títulos. A forma é S. para ambos os casos. Somente em títulos, e em casos
excepcionais, se admite que um nome geográfico seja abreviado. Exemplos:
P. Prudente, C. do Jordão, B. Bonita, R. G. do Norte ou do Sul, M. Grosso, A.
Latina, N. York etc.
Os nomes geográfico iniciados por São, Santo ou Santa também podem ser
abreviados nos títulos. Exemplos:
S. Carlos, S. José dos Campos, S. André, São Bernardo do Campo, S. Bárbara do
Oeste, São Caetano do Sul, S. Isabel, S. Rita do Passa Quatro etc.
Três nomes de cidades podem ser substituídos nos títulos por siglas: SP (São
Paulo), BH (Belo Horizonte) e NY (Nova York). Pode-se usar Rio e não RJ para Rio de
Janeiro.
Não se abreviam designativos de logradouros públicos. Abreviaturas dos
nomes dos Estados são constituídas por apenas duas letras, maiúsculas e sem ponto.
Exemplos:
123
PB, SC, RS, RN, BA, AM, AC, MT, MS etc.
Títulos e tratamentos cerimoniosos geralmente possuem partícula reduzida
alceada (sobrescrita). Exemplos:
dr.a (doutora), ex.ma (excelentíssima), prof.a (professora), sr.a (senhora), S. S.a (Sua
Senhoria), V. E.xa (Vossa Excelência), S. E.ma (Sua Eminência) etc.
Os símbolos químicos podem ser representados por uma ou duas letras. Quando
por uma, ela é sempre maiúscula; quando por duas, a primeira é maiúscula, a segunda,
minúscula e não há ponto. Para relação, ver dicionários e enciclopédias no verbete elemento
químicos ou consultar a norma técnica correspondente. Ver parágrafo de abertura desta seção.
Usar S.A. e não S/A para Sociedade Anônima, TV para o nome da emissora. Só
abreviar as palavras artigo (art. ou artgs.) em textos oficiais quando for essa a forma original.
Caso contrário, usar a palavra por extenso. Acentos existentes nas palavras originais
permanecem nas abreviaturas. Exemplos:
pág. e págs para página e seu plural (a ABNT adota a forma p. para ambos os
casos), séc. e sécs. para século e seu plural.
9.1.8 Siglas
Quando as abreviações resultarem em siglas que formam palavras com até três
letras, grafam-se obrigatoriamente em caixa alta. As demais podem ser apenas com a inicial
maiúscula. Exemplos:
ONU, PUC, USP, Conar, Metrô, Opep, Sabesp, Unesco, Unicef.
Quando a abreviatura ou sigla resultante exigir a pronuncia das letras, na
verbalização, será obrigatoriamente grafada em caixa alta. Exemplos:
ABNT, CET, ESPM, FGTS, IPTU, SBPC etc.
Não se utilizam pontos entre as letras de siglas. Exemplos:
Forma errada: A.B.A., A.C.M., A.N.C., C.D.H.U. etc.
Forma correta: ABA, ACM, ANC, CDHU etc.
Na primeira vez em que forem mencionadas, as abreviaturas e siglas devem
aparecer entre parênteses, precedidas da sua forma por extenso. Embora não se recomende,
124
quando forem muito específicas e em quantidade superior a dez, podem constituir uma
listagem independente. Nos títulos não se usa a expressão, mas a sigla correspondente.
Por simplificação, incluem-se como siglas os acrônimos, palavras formadas por
sílabas ou partes das iniciais do nome de um órgão ou entidade. Exemplos:
Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), Contran (Conselho Nacional de
Trânsito), Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento), Usiminas
(Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais) etc
As siglas que já se identificaram com o nome de uma empresa ou as muito
conhecidas poderão dispensar a explicação. Exemplos:
AACD, ABNT, Apae, Banespa, Bradesco, CNBB, PMDB, IBGE, Infraero,
Petrobrás, PFL, Procon, Senac, Senai, Sesi, Sesc, Telesp, Varig, Vasp etc.
Na dúvida, deve ser transcrito o significado. Algumas siglas podem ter letras
maiúsculas e minúsculas na sua estrutura (na origem), como forma de diferenciação de outras
idênticas. Exemplos:
CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), UnB
(Universidade de Brasília), CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), CNtur
(Conselho Nacional de Turismo) etc.
Usar apenas as siglas já existentes ou consagradas. Evitar criar siglas e a profusão
de siglas no mesmo título ou parágrafo. As siglas dos órgãos estrangeiros que tiverem nomes
traduzidos em português deverão seguir essa designação, e não a original. Exemplos:
Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI),
Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), Agência
Internacional de Energia Atômica (AIEA), Estados Unidos da América (EUA),
Organização de Libertação da Palestina (OLP), Organização dos Estados
Americanos (OEA), Organização Internacional do Trabalho (OIT) etc.
Em outros casos, mantém-se a sigla estrangeira, mesmo que o seu nome em
português não corresponda perfeitamente à sigla. Exemplos:
Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids), Organização das Nações Unidas
para Alimentação e Agricultura (FAO) etc.
Outros casos: Unesco, Unicef, Fisa (Federação Internacional de Automobilismo
Esportivo), Foca (Federação dos Construtores de Fórmula 1) etc.
125
Em alguns casos excepcionais torna-se necessário transcrever a designação da
sigla na língua original e sua tradução em português. Em condições normais, basta apenas
adaptá-las. Procurar explicar a sigla sempre de forma completa. Por exemplo: o Conselho
Nacional era “do” e não “de” Petróleo. O Inpe identifica o Instituto de Pesquisas Espaciais (e
não “Instituto Nacional”). A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tem a sigla ETC, e
não “EBCT”. O nome da entidade, órgão ou expressão que a sigla resume é uma informação;
portanto deve ser precisa, como se exige de todo o resto em um trabalho acadêmico.
9.1.9 Aspas
Aspas são sinais de pontuação que distinguem, em um trecho, uma citação ou
palavra especial. Há dois tipos: simples, feita com o sinal do apóstrofo (‘) e duplas (“).
No contexto de um trabalho acadêmico, aspas são usadas basicamente para
destacar citações diretas:
Fortuna (1996, p. 110) descreve: “O home banking é, basicamente, toda e
qualquer ligação entre o computador do cliente e o computador do banco, independente de
modelo ou tamanho, que permitirá às partes se comunicarem”.
Quando a citação conclui o parágrafo, como acima, as aspas antecedem o ponto
final. Inserida dentro de um texto maior, o ponto precede as aspas. Exemplo:
De acordo com Lima (1997, p. 29), “é difícil o estabelecimento de critérios que
possam validar a escolha dos documentos que podem efetivamente contribuir para
a fundamentação de discussões travadas ao longo da pesquisa.” Sendo assim, a
“má” escolha dos critérios de seleção dos documentos e, conseqüentemente, a
utilização de documentos mal escolhidos, pode enviesar os resultados de uma
pesquisa.
Aspas também são usadas para ressaltar palavras e expressões consideradas
importantes ou que já citadas anteriormente: Exemplo:
Deve-se notar, desde já, que existem dois grupos estratégicos de mídias, um grupo
formado por grandes empresas e conglomerados de veículos de comunicação que exploram
mídias que podem ser denominadas como “tradicionais”, tais como jornais, rádio e televisão,
e outro grupo formado por mídias denominadas por Veronezzi (2005) como “alternativas” ou
“extensivas”, tais como adesivos.
Aspas simples são usadas para indicar uma citação no interior de outra. Exemplo:
Analisando pensamento de Cooley, Lakatos e Andrade (1985, p. 51) afirmam:
“Para ele, sociedade é mais do que a soma dos indivíduos, é uma ‘unidade’ que
126
coincide com a ‘unidade da mente social’, constituída pela organização e não por
acordos entre os indivíduos”.
Aspas também podem ser usadas para outros tipos de destaque, mas recomenda-se
que sejam feitos com negrito, itálico, sublinhado ou a junção de um ou mais estilos.
9.1.10 Hífen
Além dos usos previstos nas regras ortográficas, neste trabalho emprega-se o hífen
para indicar intervalos no número de páginas de um documento. Exemplo: p. 23-40.
9.1.11 Travessão
Além das finalidades previstas nas regras ortográficas, recomenda-se usar
travessão:
 para ligar palavras ou grupos distintos de palavras, que não formam um terceiro
significado. São casos onde não há formação de conjunto semântico, mas apenas
encadeamentos. Exemplos: ligação São Paulo – Rio, viagem Brasil – EUA, foguete terra –
ar etc.;
 para substituir os dois pontos;
 para separar datas, indicando intervalo de tempo. Exemplo 1970 – 1980, 2001 – 2007 etc.;
 para separar indicativos de descrições de figuras, tabelas, ilustrações, anexos, apêndices
no texto, títulos e listagens;
 para indicar início de alínea ou subalíneas não ordenadas;
 como marcador.
9.1.12 Marcadores
Marcadores podem ser empregados como substitutos de numeradores e travessões
em alíneas e subalíneas não ordenadas.
9.1.13 Numeradores
Podem-se empregar numeradores para substituir marcadores e travessões em
alíneas ou subalíneas ordenadas alfabeticamente ou não.
127
9.1.14 Unidades de Medida e Símbolos
Devem restringir-se apenas àqueles usados convencionalmente ou sancionados
pelo uso comum. As unidades não usuais devem ser claramente definidas no texto, ou
colocadas em lista específica, se a quantidade for superior a dez e se houver repetição com
constância ao longo do texto.
Atenção redobrada com a grafia de unidades de medida e notações científicas.
Unidades de medida de temperatura, tempo, distâncias, concentração de soluções, unidades de
medida entre paralelos e meridianos terrestres etc., que são indicados graficamente com zero
abaixado ou alceado (subscrito e sobrescrito, no editor de textos Word). Exemplos:
20o C e não 20 ºC, para graus Celsius;
40 m2 e não 40 m2, para metros quadrados;
H2O e não H2O, para a fórmula da água;
23º45”37’O (refere-se à distância de 23 graus, 45 minutos, 37 segundos de
determinado ponto localizado a oeste do meridiano de Greenwich) etc.
Na dúvida, consultar sempre o padrão estabelecido pelo Sistema Internacional de
Unidades ou a norma correspondente da ABNT.
No tocante às unidades de medida, a norma recomenda dar um espaço entre o
numeral e seu indicativo nas unidades de tempo, massa e comprimento (múltiplos e
submúltiplos de hora, quilo e metro). Com a adoção do alinhamento justificado, considera-se
adequado abolir este espaço extra, para impedir grande distanciamento entre eles ou mesmo
que sejam colocados em linhas diferentes. Exemplificando:
20m e não 20 m, 10h e não 10 h, 50kg e não 50 kg etc.
Não será considerado fora do padrão o trabalho que adotar uma ou outra forma,
desde que seja seguido o mesmo critério em toda a sua extensão.
Não esquecer que o símbolo gráfico usado para separar classes numéricas pode
variar de país para país. Exemplo: Brasil = 3.123.545,00; EUA = 3’123’545.00.
9.1.15 Numerais e Ordinais
Os números se escrevem, normalmente, com algarismos arábicos, mas por extenso
nos casos em que formem uma única palavra. Exemplos:
De zero a vinte: oito, cinco mil, três milhões etc.
Dezenas redondas: trinta, noventa, vinte mil, sessenta milhões etc.
Centenas redondas: quatrocentos, setecentos, trezentos mil, seiscentos milhões etc.
128
Em todos os casos, só se usam palavras quando nada houver nas ordens ou classes
inferiores. Exemplos: 13 mil, mas 13.700 e não 13 mil e setecentos; 247.320 e não 247 mil e
trezentos e vinte.
Acima do milhar, todavia, é possível recorrer a dois procedimentos. Exemplos:
- aproximação do número fracionário, como em 23,6 milhões;
- desdobramento dos dois termos numéricos, como em 213 milhões e 235 mil.
Em gráficos e tabelas os numerais são sempre em algarismos arábicos.
As classes separam-se por pontos, exceto no caso de anos e de numeração de
páginas. Exemplo: 1.750 livros, no ano de 1750 e a página 1750.
Aceita-se que numerais superiores a mil sejam digitados sem o ponto divisor de
classes quando forem componentes de fórmulas e listagem para cálculos realizados em
planilhas eletrônicas. Exemplo: 1920 e não 1.920.
Os ordinais são escritos por extenso de primeiro a décimo; porém, os demais se
representam de forma numérica. Exemplo: terceiro, oitavo, 11º, 53º etc.
Lembrar que o primeiro dia do mês é ordinal e sua grafia obedece à regra acima.
9.1.16 Frações e Porcentagem
Frações são sempre indicadas por algarismos, exceto quando ambos os elementos
se situam de um a dez: dois terços, um quarto, mas 2/12, 4/12 etc.
As frações decimais, em qualquer caso, são escritas com algarismos: 0,3; 12,75.
Percentuais são sempre indicados por algarismos, sucedidos do símbolo próprio:
5%, 70%, 128% etc. O símbolo % deve figurar junto dos algarismos.
9.1.17 Valores Monetários
As quantias são escritas por extenso de um a vinte (quatro reais, sete mil dólares,
nove milhões de francos) e com algarismos daí em diante: 21 reais, 235 mil dólares, 48
milhões de francos.
Entretanto, quando ocorrem frações (centavos), registra-se a quantia como, por
exemplo: R$ 326,40.
De modo semelhante ao exposto em 9.2.3, recomenda-se não haver espaço extra
entre o símbolo monetário e sua expressão numérica. Exemplo: R$326,40 e não R$ 326, 40.
Recomenda-se, também atentar para a notação correta das classes monetárias nos
diferentes países. Exemplo: Brasil = R$3.417.579,00; EUA = UR$3’417’579.00.
129
9.1.18 Algarismos Romanos
Podem ser usados normalmente nos seguintes casos: séculos: século XIX, século
IV a.C., etc.; reis, imperadores, papas etc. de mesmo nome: Felipe IV, Napoleão II, João XXII
etc.; grandes divisões das forças armadas: I Exército, II Zona Aérea, IV Distrito Naval etc.;
conclaves, reuniões, acontecimentos etc., repetidos periodicamente: IX Bienal de São Paulo,
XII Copa do Mundo etc.
Entretanto, observa-se uma gradativa mudança em direção à indicação ordinal, até
10, e cardinal, de 11 em diante (MARTINS, 1990, p. 270): séc. 20, Dom João 6o, Papa Bento
16. Essa norma não se aplica a episódios que não sejam periódicos: Segunda Guerra Mundial,
Terceira República, Segundo Reinado etc.; dinastias reais, convencionalmente estabelecidas
em seqüência: II dinastia, VII dinastia.
9.1.19 Horários e Datas
As horas são grafadas de 0h até 23h, seguidas, quando for o caso, dos minutos e
segundos. Exemplo: 12h21min31s.
Quando por extenso, a indicação dos milênios será feita ordinalmente, e a dos
séculos, cardinalmente. Na indicação numérica, pode-se usar algarismos romanos antepostos,
no caso dos milênios, e pospostos, no caso de séculos. Exemplo: Segundo milênio antes da
era cristã = II milênio a.C.; século vinte = século XX.
Contrariando a norma, Martins (1999, p. 370) recomenda expressamente a
indicação ordinal, até 10, e cardinal, de 11 em diante para séculos. Exemplo: séc. 4º, séc. 16,
séc. 21.
A ESPM aceitará apenas uma das duas formas. Deve ser uniforme em todo o
texto.
O ano deve ser indicado numericamente por todos os algarismos e não apenas pela
dezena final. Os meses são indicados por extenso ou em algarismos arábicos ou, ainda,
abreviados por meio das três primeiras letras, seguidas de ponto quando minúsculas e sem
ponto, quando maiúsculas, excetuando-se o mês de maio, que é escrito por extenso, regra
válida para a língua portuguesa. Exemplo:
12 de abril de 2005; 12 abr. 2005; 12 ABR 2005.
As datas, quando indicadas numericamente, seguem o uso convencional: dia, mês
ano. Exemplo: 5.7.2006, 5/7/2006 ou 5-7-2006.
Exceção ao dia primeiro de cada mês, que deve ser escrito: 1o (pronuncia-se
130
primeiro). Exemplos:
Forma recusada: 1 de dezembro de 2006, 1 dez. 2006, 1/12/2006, 1.12.2006 ou 112-2006.
Forma aceita: 1o de dezembro de 2006, 1o dez. 2006, 1o/12/2006, 1o.12.2006 ou
1o-12-2006.
Tolera-se a indicação do ano apenas pelos dois últimos numerais. Não se aceita a
indicação de dias e meses no formato dois dígitos, precedidos de zero. Exemplos:
Forma recusada: 04 de março de 2006, 04 mar. 2006, 04/03/06, 04.03.06 ou 0403-06.
Forma aceita: 4 de março de 2006, 4 mar. 2006, 4/3/06, 4.3.06 ou 4-3-06.
As duas primeiras formas são preferíveis quando dentro do corpo do texto; as
demais, no interior de figuras e tabelas.
A única exceção é em planilhas de cálculo, quando se admite o formato 0X para
meses e anos quando estes forem componentes de fórmula envolvendo datas e períodos de
tempo, porque o software não efetua o cálculo corretamente se for de outra forma.
A indicação dos dias da semana pode ser feita por extenso ou abreviadamente, da
seguinte forma: 2ª-feira, 3ª-feira, 4ª-feira, 5ª-feira. 6ª-feira; sáb.; dom.
.
9.2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA
A apresentação deve refletir o esforço despendido na análise do objeto do estudo,
de modo que a familiaridade com o objeto e complexidade da análise. Cuidado, clareza e
impessoalidade são requisitos básicos para a ordenação e apresentação gráfica do trabalho.
Estética gráfica, qualidade do texto, conteúdo consistente, estruturação das idéias
e forma são demonstrativos do cuidado na elaboração. Adequação às normas padronizando a
apresentação técnica e gráfica.
Os editores eletrônicos de texto e planilhas de cálculo facilitaram muito o trabalho
de escrita e cálculo, acabando por estabelecer padrões gráficos e estéticos. Estes padrões
acabaram sendo incorporados às normas, possibilitando maior uniformidade estética e visual.
Ressaltando que há variação de formato e conteúdo entre as diversas versões de
editores de texto no tocante às telas representativas de suas funções e facilidades, nas páginas
seguintes exemplifica-se com detalhes a apresentação gráfica (formatação) de trabalhos
acadêmicos realizados na ESPM.
131
9.2.1 Configuração da Página
Denomina-se página cada um dos lados da folha de papel onde se imprime o
conteúdo de um documento.
Configurar o editor de texto para gerar páginas compatíveis com papel de formato
A4 (21 cm de largura por 29,7 cm de altura) e orientação retrato. A configuração deve ser
aplicada no documento inteiro.
Figura 34 – Configuração da página.
9.2.2 Configuração de Margens
Margem é o espaço em branco ao redor de uma folha manuscrita ou impressa. As
margens delimitam a área onde será escrito o texto. Está área é conhecida no meio gráfico
como mancha.
Nos editores eletrônicos de texto o espaço correspondente à margem é separado
da mancha por uma linha imaginária que circunda toda a área por ela ocupada, de modo que
muitas vezes a linha separadora é entendida e indicada como sendo a própria.
A única informação que a ESPM aceita localizada dentro das margens de um
trabalho acadêmico é a indicação do número correspondente à respectiva página dentro do
documento. Deve ser visível no espaço do cabeçalho, no canto superior direito.
132
Figura 35 – Página com indicação da área ocupada pela mancha.
9.2.2.1 Margens do texto
Continuando a configuração da página, são definidas as margens que delimitam a
área onde será digitado o texto, conhecida no meio gráfico como mancha. No editor de textos
Word configurar margens significa estabelecer uma distância entre os limites da página e os
limites das linhas na mesma página.
A distância entre os lados da mancha e a borda da folha deve ser: superior
(distância entre o limite superior da página e a primeira linha de texto na página) = 3 cm;
inferior (distância entre o fim da página e o limite inferior da última linha na página) = 2 cm;
esquerda (distância entre a extremidade esquerda da página e a extremidade esquerda das
linhas sem recuos) = 3 cm; e direita (distância entre a extremidade direita da página e o final
133
de linhas sem recuo à direita) = 2 cm.
Figura 36 – Configuração de margens para texto.
Esta configuração deve ser aplicada no documento inteiro.
9.2.2.2 Margem do cabeçalho
O cabeçalho é um espaço que ocupa, em parte, a margem superior da página. Nele
podem ser inseridos pequenos textos, títulos ou pequenas ilustrações.
Nos trabalhos acadêmicos da ESPM, o cabeçalho só é ocupado, em sua lateral
superior direita, pelo numeral arábico indicativo do posicionamento da respectiva página no
total de páginas do documento.
A margem superior do cabeçalho deve iniciar a 2 cm da borda superior da página
(identificada no editor de texto Word como margem).
134
Figura 37 – Configuração da margem do cabeçalho.
9.2.2.3 Margem do rodapé
O rodapé ficará a 2 cm da borda inferior da folha.
Figura 38 – Configuração da margem do rodapé.
135
9.2.3 Fonte
Todo o trabalho deve ser digitado com fonte Times New Roman, tamanho 12, com
caixa alta e baixa, cor preta. As seguintes exceções devem se obedecidas:
 capas – tamanho de fonte 16, caixa alta e estilo de fonte negrito, exceto no nome do autor,
que terá estilo normal; no local de entrega, que será em caixa alta e baixa. O subtítulo (se
houver) será grafado com caixa baixa e estilo de fonte normal (ver 3.1);
 lombada – tamanho de fonte 16 e estilo negrito, caixa alta na sigla do trabalho e na
primeira letra do título, caixa baixa no restante do título (ver 3.2);
 folhas de rosto – anverso nas mesmas características da capa, porém com fonte tamanho
14; no descritivo do tipo de trabalho e no orientador(a), caixa alta e baixa, estilo de fonte
normal (ver 3.3);
 ficha catalográfica – estilo normal, tamanho de fonte 10 e caixa alta e baixa; no indicativo
de localização da biblioteca, tamanho de fonte 8, caixa alta e baixa e estilo normal (ver
3.4);
 títulos sem indicativo – caixa alta, estilo de fonte negrito (ver 3.5 a 3.8 e 3.10 a 3.15);
 títulos com indicativo – seção primária: caixa alta, estilo de fonte negrito; seção
secundária: caixa alta, estilo de fonte normal; seção terciária: caixa alta e baixa, estilo de
fonte normal; seção quaternária: caixa baixa, estilo de fonte normal (ver seção 10);
 alíneas – caixa baixa, estilo de fonte normal;
 citação com mais de três linhas – caixa alta e baixa, tamanho 10 e estilo de fonte normal;
 notas de rodapé, indicativos de fonte em figuras e tabelas, notas explicativas e
observações de figuras ou tabelas – tamanho de fonte 10, caixa alta e baixa, estilo normal;
 indicativos de figuras e tabelas – caixa alta e baixa, tamanho 10 e estilo de fonte negrito;
 descritores de figuras e tabelas – caixa baixa, exceto a primeira letra que será em caixa
alta, tamanho 10 e estilo de fonte normal. Levarão ponto no final apenas se tiverem mais
de uma linha de texto;
 gráficos e tabelas elaborados pelo autor – tamanho 10, caixa alta e baixa, estilo de fonte
normal. Permitido destaques em negrito, itálico, sublinhado ou em cores;
 gráficos e tabelas reproduzidas – manterão o padrão original.
136
Figura 39 – Configuração da fonte, estilo, tamanho e cor padrão.
9.2.4 Espaçamento
O espaçamento (ou espaçamento no editor de textos mais conhecido) é a distância
existente entre duas linhas de texto consecutivas, medida em entrelinhas, com divisores e
multiplicadores medidos em pontos.
Figura 40 – Espaçamento padrão em entrelinhas
137
Uma entrelinha é o espaço que se mede entre as linhas imaginárias que constituem
a base das letras posicionadas na linha de cima e na linha de baixo.
O espaçamento padrão para todo o trabalho é de 1,5 entrelinhas. Não há
espaçamento entre a parte superior da mancha (margem) e os títulos, textos ou indicativos de
tabelas quando estes estiverem iniciando nova página.
As seguintes exceções devem se obedecidas:
 ficha catalográfica – uma entrelinha simples;
 indicativo da biblioteca depositária – uma entrelinha simples da borda inferior da ficha;
 títulos sem indicativo – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem); duas
entrelinhas de 1,5 do texto seguinte;
 títulos com indicativo – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem) se
iniciar folha; duas entrelinhas de 1,5 de texto anterior ou posterior;
 textos – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem) se iniciar nova página;
duas entrelinhas de 1,5 de título anterior ou posterior; uma entrelinha de 1,5 de gráfico,
indicativo de gráfico, tabela ou citação com mais de três linhas anterior ou posterior; uma
entrelinha mais 6 pontos de fonte, nota explicativa ou observação de figura ou tabela
anterior ou posterior;
 citação com mais de três linhas – uma entrelinha simples no texto; duas entrelinhas de 1, 5
pontos de título anterior ou posterior; uma entrelinha de 1,5 de texto, figura com ou sem
indicativo, nota explicativa ou observação de figura ou tabela anterior; uma entrelinha
simples mais seis pontos de texto, gráfico e indicativo de tabela posterior;
 indicativos e descritores de figuras – imediatamente após ou a uma entrelinha simples da
figura; uma entrelinha simples de fonte, nota explicativa ou observação da própria figura;
uma entrelinha de 1,5 de texto, citação com mais de três linhas, gráfico ou indicativo de
tabela posterior; uma entrelinha simples mais seis pontos de texto ou gráfico posterior;
duas entrelinhas de 1,5 de título anterior ou posterior;
 indicativos e descritores de tabelas – sem espaçamento da parte superior da mancha
(margem) quando iniciar nova página; uma entrelinha de 1,5 de texto, gráfico, tabela, nota
e observação de gráfico ou tabela anterior; uma entrelinha do corpo da tabela a que se
refere; duas entrelinhas de título anterior ou posterior;
 gráficos elaborados pelo autor – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem)
quando iniciar nova página; uma entrelinha simples nas linhas internas (se existentes);
sem espaçamento ou a uma entrelinha simples do indicativo, nota explicativa ou
observação da própria figura e entre elas (se houver); uma entrelinha simples mais seis
pontos de texto, citação com mais de três linhas, gráfico ou tabela anterior ou posterior;
138
duas entrelinhas de 1,5 de título anterior ou posterior;
 tabelas elaboradas pelo autor – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem)
quando iniciar nova página; uma entrelinha simples entre as linhas internas; sem
espaçamento ou a uma entrelinha simples do indicativo, nota explicativa ou observação da
própria tabela e entre elas (se houver); uma entrelinha mais seis pontos de texto, citação
com mais de três linhas, gráfico ou tabela posterior anterior ou posterior;
 gráficos reproduzidos – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem) quando
iniciar nova página; sem espaçamento ou a uma entrelinha simples do indicativo, nota
explicativa ou observação da própria tabela e entre elas (se escritos pelo autor, caso
contrário manter o padrão original); uma entrelinha simples mais 6 pontos de texto,
citação com mais de três linhas, gráfico ou indicativo de tabela posterior; duas entrelinhas
de título anterior ou posterior;
 tabelas reproduzidas – sem espaçamento da parte superior da mancha (margem) quando
iniciar nova página; sem espaçamento ou a uma entrelinha simples do indicativo, nota
explicativa ou observação da própria tabela e entre elas (se escritos pelo autor, caso
contrário manter o padrão original); uma entrelinha simples mais seis pontos de texto,
citação com mais de três linhas, gráfico ou indicativo de tabela posterior; duas entrelinhas
de título anterior ou posterior;
 fontes, notas explicativas e observações de figuras – imediatamente após ou a uma
entrelinha normal da borda inferior de figura sem indicativo; uma entrelinha entre si e
entre a linhas do próprio texto, se este tiver mais de uma linha; uma entrelinha simples
mais seis pontos de texto, citação com mais de três linhas, gráfico ou indicativo de tabela
anterior ou posterior; duas entrelinhas de título anterior ou posterior;
 fontes, notas explicativas e observações de tabelas – imediatamente após ou a uma
entrelinha normal da borda inferior da própria tabela; uma entrelinha entre si e entre a
linhas do próprio texto, se este tiver mais de uma linha; uma entrelinha simples mais seis
pontos de texto, citação com mais de três linhas, gráfico anterior ou posterior; uma
entrelinha simples mais seis pontos de indicativo de tabela posterior; duas entrelinhas de
título anterior ou posterior.
9.2.5 Alinhamento
O termo alinhamento define o posicionamento dos parágrafos de um texto, título
figura, tabela ou outra informação com relação às margens direita e esquerda da página. Pode
ser alinhamento esquerdo, centralizado, direito ou justificado.
139
Figura 41 – Configuração do alinhamento padrão.
Todo o trabalho deve ser digitado com alinhamento justificado e parágrafo com
deslocamento de 2 cm na primeira linha. As seguintes exceções devem ser obedecidas:
 capas – alinhamento centralizado (ver 3.1);
 lombadas – alinhamento centralizado na sigla do trabalho, indicativo de volume (se
houver) e ano de depósito; alinhamento à esquerda e deslocamento de 45 cm do rodapé
inferior da capa no título (ver 3.2);
 folhas de rostos – alinhamento centralizado em todos os textos, exceto no descritivo do
tipo de trabalho e no orientador(a), que é justificado (ver 3.3);
 ficha catalográfica – alinhamento à esquerda e deslocamentos padronizados pela norma
AACR2; alinhamento centralizado no indicativo de localização da biblioteca (ver 3.4);
 títulos com indicativo – alinhamento à esquerda (ver seção 10);
 títulos sem indicativo – alinhamento justificado;
 citação com mais de três linhas – recuo de 4 cm da margem esquerda, sem deslocamento
especial nos parágrafos;
 gráficos – alinhamento centralizado; alinhamento justificado nos textos internos;
alinhamento à esquerda nos indicativos e descritores; fontes, notas explicativas e
observações;
 tabelas – alinhamento à esquerda nos indicativo e descritor; alinhamento centralizado da
tabela em relação às margens do papel; alinhamento centralizado no cabeçalho e no corpo;
alinhamento à esquerda nos textos da coluna indicadora; corpo nos textos internos;
alinhamento à esquerda nos indicativos, descritores, fontes, notas e observações;
 entre as linhas da ficha catalográfica, palavras-chave, notas de rodapé, citações com mais
140
de três linhas, títulos de tabelas e figuras, referências, natureza do trabalho: entrelinha
simples.
9.2.6 Parágrafos
Denomina-se parágrafo a seção de um discurso ou de capítulo que forma sentido
completo, e que usualmente começa com a mudança de linha e entrada. A primeira linha do
bloco de texto que forma o parágrafo é conhecida como alínea
Figura 42 – Configuração do parágrafo padrão.
Todo parágrafo deve iniciar com deslocamento recuado de 2 cm da margem
esquerda. Adotar em todo o trabalho. A exceção é a citação com mais de três linhas que terá
apenas recuo de 4 cm da margem esquerda, sem deslocamento da primeira linha do texto.
4 cm
As citações diretas, no texto, com mais de três linhas devem ser destacadas com
recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado e sem
as aspas. No caso de documentos datilografados, deve-se observar apenas o recuo
(ABNT, 2002, p. 2).
Figura 43 – Modelo do espaçamento de citação com mais de três linhas.
9.2.7 Paginação
A indicação da página será apresentada a partir do primeiro elemento da parte
textual, a introdução, no canto superior direito iniciando-se pelo número 1. Opção adotada
pela ESPM.
141
Em trabalho constituído de mais de um volume, deve ser mantida uma única
seqüência de numeração das páginas, do primeiro ao último volume.
Havendo apêndice e/ou anexo, as suas páginas serão numeradas de maneira
contínua e seqüencial à do texto.
Figura 44 – Formatação do número de página com indicação da posição.
Todas as páginas do texto e pós-texto devem ser numeradas, de forma única e
consecutiva, indiciando na Introdução. A numeração será colocada dentro do cabeçalho, no
canto superior direito da página, a 2 cm das bordas superior e lateral direita. Os editores de
texto fazem esta inserção automaticamente.
Não serão aceitas folhas com numeração intercalada, como, por exemplo, 15a,
15b etc. A posição horizontal ou vertical de tabelas ou figuras não deve alterar a posição
relativa do número na página. Não serão aceitos trabalho com numeração fora do padrão
estabelecido nesta seção.
9.2.8 Siglas
Quando aparece pela primeira vez no texto, deve-se colocar o nome por extenso e a
sigla correspondente entre parênteses. Exemplo:
Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
142
9.2.9 Equações e Fórmulas
Uma equação corresponde a afirmação da igualdade de duas expressões ligadas
pelo sinal de igualdade, que só se verifica para determinados valores das incógnitas nela
contidas; formula é uma expressão matemática que serve para resolver todos os problemas
semelhantes. As equações e fórmulas dos trabalhos acadêmicos devem:
 aparecer destacadas no texto, de modo a facilitar sua leitura;
 na seqüência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior para comportar
seus elementos (expoentes, índices e outros);
 quando destacadas do parágrafo, são centralizadas e, se necessário, recebem indicativos
numéricos de posicionamento;
 quando fragmentadas em mais de uma linha, por falta de espaço, devem ser interrompidas
antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação ou
divisão.
Exemplos:
Figura 45 – Modelos de equações e fórmulas.
Os elementos da equação e fórmulas devem ser definidos.
143
9.2.10 Ilustrações
No contexto de um trabalho acadêmico, o termo ilustração denomina todas as
formas de imagens e figuras usadas para representar ou elucidar graficamente o texto que não
contenham informações apresentadas na forma tabular e tratadas estatisticamente.
Segundo a ABNT:
Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos,
mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros) sua identificação aparece
na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número de ordem
de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou legenda
explicativa de forma breve e clara, dispensando consulta ao texto, e da fonte. A
ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere,
conforme o projeto gráfico (ABNT NBR 14724:2005, p. 9).
A sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa,
seguida do número de ordem de ocorrência no texto, seja qual for o tipo:
 quadros: são ilustrações com informações qualitativas (geralmente em forma de texto; os
quatro lados dos quadros devem ser fechados);
 tabelas: são ilustrações com dados estatísticos numéricos; os lados esquerdo e direito são
abertos, as partes superior e inferior são fechadas;
 figuras: são as demais formas de ilustração não abrangidas pela definição de quadros e
tabelas. Podem ser gráficos, fotografias, desenhos, fluxogramas, esquemas etc.
Exemplo de Fotografia
Figura 46 – Fotografia da entrada da biblioteca central da ESPM.
Fonte: Biblioteca Central ESPM, 2002.
A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do texto a que se refere,
conforme o projeto gráfico, centralizada ou alinhada a esquerda.
144
O indicativo deve ser em algarismos arábicos, com o respectivo título e/ou
legenda explicativa, de forma breve e clara, com fonte Times New Roman, tamanho 10,
alinhado a esquerda, seguido da indicação da fonte quando não for de autoria do responsável
pelo trabalho.
Caso tenham nota explicativa, devem ficar imediatamente após o indicativo ou a
fonte, se existente.
Em trabalhos com pequena quantidade de ilustrações (até cinco de cada), elas
podem ser agrupadas sob a denominação geral de figuras. Os quadros, quando em quantidade
igual ou inferior a cinco, também serão denominados figuras, não necessitando de listagem
independente.
A ESPM adota o termo figura para designar toda e qualquer ilustração.
Exemplo de gráfico
Estatística de Empréstimos da Biblioteca Central
de 1994 a 2003
Anos
Figura 47 – Gráfico de estatística de empréstimo da biblioteca central.
Fonte: Base de dados Sysbibli, 2004.
Exemplo de Diagrama
Figura 48 – Diagrama da gestão do conhecimento individual.
Fonte: Davemport e Prusak, 1998.
145
Exemplo de Esquema
Figura 49 – Esquema da forma de acesso aos metadados.
Fonte: Davenport e Prusak, 1998.
Exemplo de Quadro:
Diagnóstico
Ação
Os gerentes de linha não estão integrando a parte
difícil e a fácil.
Mostrar que integração é chave e que eles se
comprometeram com ela.
Os gerentes de linha estão frustrados.
Fale-me sobre sua sensação de frustração. Qual é a
sua preocupação?
Gerentes de linha negam que estejam frustrados.
Ajudar os gerentes de linha a ver que estão se
desmentindo.
Gerentes de linha pedem para serem deixados
sozinhos para implementar os processos de trabalho.
Vamos trabalhar juntos. Eles não entendem como
integrar.
Gerentes de linha estão deixando de cumprir seu
compromisso
Negar suas visões de frustrações e começar a ser mais
diretivo e controlador.
Figura 50 – Diagnóstico e ações para motivar o quadro gerencial.
Fonte: ARGYRIS, 2005, p. 37.
9.2.11 Tabelas
As normas a seguir foram baseadas no manual publicado pelo IBGE, conforme
norma ABNT NBR 14724:2005.
A tabela, segundo o IBGE (1993, p. 9), é uma “forma não discursiva de apresentar
informações, das quais o dado numérico se destaca como informação central, na sua forma
identifica-se [sic] espaços e elementos”.
A tabela deve ter indicativo numérico inscrito no seu topo, sempre que um
documento apresentar duas ou mais tabelas, para identificá-la, permitindo assim sua
localização. Havendo mais que dez tabelas devem ser feita uma lista, conforme seção 3.13.
A identificação deve ser feita com algarismos arábicos, em ordem crescente,
146
precedido da palavra Tabela. Pode ser subordinada ou não a capítulos ou seções de um
documento.
A ESPM optou por não utilizar a forma subordinada a capítulos ou seções.
Exemplo de indicativo:
Tabela 2 – (descrição do conteúdo da tabela). A apresentação do número deve
obedecer à norma ABNT NBR 6024:2003.
Toda tabela deve ter um título descritivo, inscrito após o indicativo numérico, para
indicar a natureza e as abrangências geográficas e temporais dos dados numéricos. Devem ser
feitas sem abreviações, de forma clara e concisa. Sem ponto ao final. Exemplo:
Tabela 2 – Produção de casulos do bicho-da-seda, em número absolutos e
relativos, por unidade da Federação. Brasil – 1974
O cabeçalho indica o conteúdo das colunas, e os indicadores o conteúdo das
linhas. A indicação do conteúdo das colunas deve ser feita com palavras ou com notações, de
forma clara e concisa. Recomenda-se que a indicação seja feita por extenso, sem abreviações.
A tabela é composta por dados numéricos, inscritos nas células. Informam a
quantificação de um fato específico observado.
Quando houver necessidade de substituir um dado numérico por algum sinal, deve
ser utilizado sinal convencional. Abaixo são sugeridos alguns.
–
..
...
X
0
0,0
0,00
-0
- 0,0
- 0,00
Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento;
Não se aplica dado numérico;
Dado numérico não disponível;
Dado numérico omitido a fim de evitar a individualização da informação;
Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico
originalmente positivo;
Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico
originalmente negativo;
Quando forem empregados sinais, deve haver nota com seus respectivos
significados. Em tabelas com sinais convencionais é dispensável a nota geral em cada tabela
(ver tabela do Anexo F).
Toda tabela, que não for elaborada pelo autor do trabalho, deve ter a indicação da
fonte dos dados ou de onde foi reproduzida, inscrita a partir da primeira linha do seu rodapé,
para identificar o responsável (pessoa física ou jurídica). É precedida da palavra fonte.
Nos resultados de uma transformação dos dados numéricos, o responsável pela
operação deve ser identificado em nota geral ou nota específica. A exceção é a tabela
147
construída com dados coletados pelo autor do trabalho, neste caso, subentende-se que a
omissão da fonte é indicativa autoria própria.
A palavra fonte é grafada em negrito, alinhada à esquerda, tamanho 10, seguindose dois pontos (:), vindo em seguida a informação. Na primeira vez que a fonte aparecer, deve
ser citada de acordo com as normas de citação referidas em tópico próprio neste documento.
Toda tabela deve ter nota geral, se não for discutido ou apresentado no texto
imediatamente anterior ou posterior. A nota é inscrita no seu rodapé, logo após a fonte, com a
denominação Nota ou Notas (ver tabela do Anexo E).
As tabelas podem ter notas específicas, inscritas logo após a nota geral (quando
esta existir), sempre que houver a necessidade de se esclarecer algum elemento específico ou
quando não for discutido no texto imediatamente anterior ou posterior. Deve ser precedida da
respectiva chamada (ver tabela do Anexo E).
Toda tabela deve ter moldura apenas na parte superior e inferior. A tabela não
deve ter traços verticais que a delimitem à esquerda e à direita. Quando houver necessidade de
se destacar parte do cabeçalho ou parte dos dados numéricos, estes devem ser estruturados
com um ou mais traços verticais paralelos adicionais.
Figura 51 – Modelo da estrutura de uma tabela.
A estrutura de uma tabela é constituída por linhas e colunas. Cada coordenada
(linha x coluna) é denominada célula. A estruturação dos dados numéricos e dos termos
necessários à compreensão deve estar contida em pelo menos, três traços horizontais
paralelos. O primeiro para separar o topo. O segundo para separar o espaço do cabeçalho. O
terceiro para separar o rodapé.
A tabela deve ser elaborada de maneira a ser apresentada em uma única página:
tabelas com muitas linhas e poucas colunas podem ser divididas em duas ou mais partes,
dispostas lado a lado, na mesma página, separadas por um traço vertical duplo e repetindo-se
o cabeçalho (ver tabela do Anexo F).
Quando for conveniente, a tabela poderá ser apresentada verticalmente à página
(orientação paisagem no editor de textos Word). Neste caso, cuidar para que a numeração de
página não tenha seu posicionamento alterado. Caso isto ocorra, o trabalho será devolvido
148
para a devida correção.
Tabelas com muitas colunas e poucas linhas podem ser divididas em duas ou mais
partes, dispostas uma abaixo da outra, na mesma página, repetindo-se o cabeçalho das colunas
indicadoras e os indicadores de linha, separadas por um traço horizontal duplo (ver tabela do
Anexo G).
Se a tabela ultrapassar as dimensões da página deve seguir o seguinte padrão: cada
página deve ter o conteúdo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte; deve ter
uma das seguintes indicações: continua para primeira, conclusão para a última e continuação
para as demais; o traço horizontal da moldura que separa o rodapé, assim como o conteúdo do
rodapé, deve ser apresentado na página de conclusão, a última linha da tabela (ver a tabela 4
no Anexo G).
A seguir são apresentados cinco modelos de tabela, elaboradas com base em
Campos (2000).
Tabela 1 – Modelo de tabela com apenas colunas e repetições (4 x 6)
Tratamento 1
Tratamento 2
Tratamento 3
123
4512
234
778
5678
543
409
7856
465
498
8657
584
321
4535
445
456
4666
243
Fonte: CAMPOS, 2000.
Tratamento 4
807
755
265
646
343
966
Tabela 2 – Modelo de tabela com apenas colunas e repetições (4 x 4)
Tratamento 1
Tratamento 2
Tratamento 3
12132
45656
33656
34355
8090
4546
87868
44746
32424
65365
4554
3654
68768
47473
67996
69797
5464
2253
68768
57476
74345
45336
5477
6886
Fonte: CAMPOS, 2000.
Tabela 3 – Modelo de tabela com apenas linhas e repetições (4 x 8)
123,45
878
779
Tratamento 1
233,34
373
778
233,23
874
777
Tratamento 2
47983
234
365
93085
323
364
Tratamento 3
83986
433
466
13939
278
254
Tratamento 4
39439
394
776
Fonte: CAMPOS, 2000.
Tratamento 4
4254
5434
2345
2434
4366
3555
3253
5577
567
365
464
476
868
757
546
675
656
757
657
757
868
646
565
757
149
Tabela 4 – Modelo de tabela com apenas linhas e repetições
Grupos
Tratamentos
A
B
n. 1
n. 1
Controle
n. 2,
n. 2
n. 3
n. 3
n. 4
n. 4
Tratado
n. 5
n. 5
n. 6
n. 6
Fonte: CAMPOS, 2000.
C
n. 1
n. 2
n. 3
n. 4
n. 5
n. 5
D
n. 1
n. 2
n. 3
n. 4
n. 5
n. 6
Tabela 5 – Modelo de tabela vazia. Três fatores de variação, três colunas, duas linhas, dois blocos e três
repetições
Tratamentos
Grupos Experimentais
Controle
Tratado
Tempos de Observação
Tempos de Observação
1 dia
3 dias
7 dias
1 dia
3 dias
7 dias
Tratamento A
Tratamento B
Fonte: CAMPOS, 2000.
Os editores de texto têm vários padrões que podem ser usados para formatação
das tabelas.
150
10 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES
A numeração progressiva para divisões e subdivisões do texto, de acordo com a
norma ABNT NBR 6024:2003, deve ser adotada para evidenciar a sistematização do
conteúdo do trabalho. É denominada indicativo.
Entre os títulos de seção deve haver pelo menos um bloco de texto, relacionado
com a seção à qual se subordina. Os indicativos são alinhados na margem esquerda,
precedendo o título e dele separado por um espaço.
A numeração progressiva para trabalho acadêmico deve ir só até a terceira
subordinação. O indicativo das seções primárias é gravado em numerais inteiros, a partir de 1.
O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção
primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na seqüência do assunto e
separado por um ponto. O mesmo processo se repete em relação às demais seções.
Entre o indicativo e o título da seção correspondente não deve haver ponto, hífen,
travessão ou qualquer outro sinal.
O texto deve iniciar-se após duas entrelinhas de 1,5. Quando for necessário
enumerar os diversos assuntos dentro de uma seção, esta pode ser dividida em seção
secundária, terciária, quaternária etc.
Havendo necessidade de alíneas, estas podem ser ordenadas alfabeticamente por
letras minúsculas, seguidas de parênteses. As alíneas, exceto a última, terminam em ponto e
vírgula. Quando as alíneas forem cumulativas, ou alternativas, na penúltima linha pode ser
acrescentada a partícula e ou o, conforme o caso.
As alíneas podem ou não ter subordinação à seção anterior, dependendo do
projeto gráfico do trabalho. O texto da alínea começa por letra minúscula e termina em ponto
e vírgula, exceto a última linha que termina em ponto. Havendo subalíneas, elas terminam em
vírgula.
Em poucos casos há necessidade de serem usadas alíneas ou subalíneas. A
numeração de seção até o terceiro nível tem se mostrado suficiente.
A segunda e as seguintes linhas da alínea começam sob a primeira linha do texto
da própria alínea. A alínea da primeira seção, quando existente, pode ter recuo deslocado da
margem esquerda de 6,3 mm, se a formatação for fonte Times e corpo 12.
151
Exemplo
1 REFERÊNCIAS
Seção Primária
1.1 APRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
Seção Secundária
1.1.1 Autoria
Seção Terciária
1.1.1.1 Nomes
Seção Quaternária
a) Sobrenomes;
Alínea
b) Parentesco.
Alínea
– Sobrinho;
Subalínea
– Filho.
Subalínea
Figura 52 – Modelo de distribuição de seções, subseções e alíneas.
152
11 REPRODUÇÃO E ENCADERNAÇÃO
Quatro exemplares impressos dos trabalhos acadêmicos devem ser entregues à
ESPM: três com capas flexíveis, destinadas aos membros da Banca Examinadora, e um com
capa dura, para ser incorporado ao acervo da Biblioteca.
A tipologia geral dos dados na capa é fonte Times New Roman, tamanho 16,
alinhamento centralizado, espaçamento de 1,5 entrelinhas; nome da instituição, descrição do
tipo de trabalho e título – maiúsculas e estilo de fonte negrito; nome do autor – maiúscula e
estilo de fonte normal; subtítulo – minúscula e estilo de fonte normal; local – iniciais
maiúsculas e estilo de fonte negrito; e ano – estilo de fonte negrito.
Os dados dos exemplares com capa flexível serão impressos na cor preta; os do
exemplar com capa dura terão gravação na cor dourada.
A cor da capa dura seguirá o código da cartela de cores referência - Fórmula
Guide Solod uncoated - Pantone3 (indicado entre parênteses): verde – PN / PE (567U), preto
– PM / (black 7U), azul royal – RES (541U), azul marinho - PI (5395U) e vermelho magenta
– PIC / RTC.
A gravação e a encadernação serão feitas em gráfica especializada, obedecendo à
especificação deste Manual.
11.1 DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES
Segundo norma definida no regulamento dos programas de pesquisa serão
entregues a ESPM os seguintes documentos:
 um exemplar do trabalho encadernado com capa dura – destinado à Biblioteca;
 um CD (CD-R) contendo a versão eletrônica do trabalho (pode-se gravar em arquivos
separados as pré-textuais, textuais e pós-textuais em formato com extensão DOC4 ou
PDF5. O CD deve conter todas as páginas que tem no impresso sequencialmente, pois será
montado o arquivo digital pela Biblioteca e disponibilizado o arquivo digital para
empréstimo. Deve conter inclusive, o arquivo da ficha catalográfica. Os procedimentos
para gravação estão disponíveis a partir do Portal da ESPM (http://www.espm.br), barra
de navegação Sistema de Bibliotecas, setor Normalização, titulo Ficha Catalográfica no
3
Marca registrada do sistema padronizado para reprodução a cores da Pantone Inc.- formula Guide Solod
uncoated
4
Extensão de formato de arquivo de propriedade da Microsoft Corporation. É padrão de documentos gerados ou
abertos pelo editor de textos Word ou compatível.
5
Extensão de formato de arquivo de uso livre desenvolvido pela Adobe Systems. É padrão de documentos de
texto que circulam pela internet.
153
indicativo de link.
 Três exemplares encadernados com capa flexível – destinados aos membros da Banca
Examinadora;
 Instrumento de Avaliação do Programa de TCC e do Professor Orientador,
adequadamente preenchido, conforme apêndice no 7 do Regulamento do Programa de
Trabalho de Conclusão de Curso (ver Anexo C);
 Autorização expressa da empresa avaliada em estudo de caso verídico, caso esta tenha
interesse na divulgação do seu nome associado ao trabalho;
 Termo de Autorização para Reprodução Impressa e Eletrônica, devidamente preenchido e
assinado. Está disponível para download, disponível no Portão da ESPM, a partir da barra
de
navegação
Sistema
de
Bibliotecas,
hiperlink
Normalização, ou
(http://www.espm.br/ESPM/pt/Home/Global/SistemaBiblioteca/Normalizacao),
digitando
sem
parênteses, na barra de endereço do navegador (ver Anexo D);
O Termo especifica as condições para disponibilizar o documento ao público, por
meio impresso ou eletrônico e digital, mediante acesso via Internet, Portal da ESPM ou
Intranet. Também estabelece a forma de permissão para acesso, por meio eletrônico ou
impresso, e para cópia e reprodução do documento, especialmente para fins de pesquisa
acadêmica.
O arquivo contendo a página da ficha catalográfica do trabalho deverá ser
obrigatoriamente gravada no CD destinado à Biblioteca. O CD deve ser identificado, tanto
capa quanto a mídia, com os dados completos do trabalho.
O estudante que por qualquer motivo não entregar as cópias no prazo, entregar
faltando alguma informação exigida ou em desconformidade com o cronograma fixado pelo
Calendário Escolar, comprometerá um ponto por dia de atraso (nesse cálculo são considerados
os sábados e domingos).
11.2 PAPEL DE IMPRESSÃO
O trabalho deve ser impresso em folha de papel de boa qualidade, plano ou
superior, obrigatoriamente em papel reciclado, com dimensões na largura de 210 mm e na altura
de 297 mm, e com gramatura igual ou superior a 75 g/m2.
A impressão pode ser feita em impressoras a jato de tinta, laser ou qualquer outro
processo adotado por copiadoras e gráficas especializadas.
Os pré-textuais e pós-textuais deverão ser impressos somente no anverso da folha,
exceto a ficha catalográfica que deverá ser impressa no verso da folha de rosto.
154
A partir dos elementos textuais a impressão se fará no anverso e verso da folha, ou
melhor, frente e verso. Abaixo a figura 54 representa a configuração da Microsoft Office
Word para este tipo de impressão.
Figura 53 – Orientação da impressão.
Figura 54 – Opções de impressão em frente e verso.
O texto deverá ser impresso em papel plano ou de qualidade superior, com layout
de orientação retrato, conforme estabelecido neste documento.
155
Figura 55 – Configuração da qualidade de impressão
Tabelas, figuras e elementos do pós-texto poderão ser impressos com orientação
paisagem, desde que seja mantida a posição relativa da numeração de páginas.
O preto deverá ser a cor predominante, mas será permitido o uso de outras cores,
de acordo com o projeto gráfico. Para tanto, recomenda-se configurar a impressora para
qualidade de impressão normal ou superior e com gerenciamento automática de cor.
Figura 56 – Indicativos para impressão.
Quatro jogos de cópias deverão ser impressos. No exemplar com capa dura,
depois de encadernado. A secretaria deverá colar uma cópia da Ata de Nota no anverso da
folha em branco existente antes da folha de rosto.
156
12 CONCLUSÃO
Este documento foi elaborado com a explícita preocupação de seu conteúdo
colaborar para a elevação da qualidade formal da apresentação dos trabalhos acadêmicos
escritos por professores e estudantes da ESPM, tanto no contexto dos programas curriculares
– Trabalho de final de disciplina (trabalhos do semestre), Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC), Relatório de Estágio Supervisionado (RES) etc. – quanto no contexto dos programas
extracurriculares – Programa de Iniciação Científica (PIC), ESPM Pesquisa, ESPM Pública,
Centros de Competência etc. – oferecidos pela ESPM.
Espera-se seja expressiva a participação dos professores vinculados aos diferentes
cursos oferecidos pela ESPM na apreciação e cobrança no uso do conteúdo deste documento e
vigilância no seu manuseio. Será muito importante a participação ativa dos professores sobre
o aperfeiçoamento do trabalho realizado, adequando as normas às exigências do trabalho
acadêmico.
157
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162
ANEXO A – ATA DE NOTA
Fonte: NUPP - Núcleo de Pesquisas e Publicações
163
ANEXO B – FORMULÁRIO PARA SOLICITAÇÃO DE FICHA CATALOGRÁFICA
Fonte: ESPM – Sistema de Bibliotecas
164
ANEXO C – INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO
Fonte: NUPP - Núcleo de Pesquisas e Publicações
165
ANEXO D – TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA REPRODUÇÃO
Fonte: ESPM – Sistema de Bibliotecas
166
ANEXO E – EXEMPLO - TABELA 2 - PESSOAS RESIDENTES EM DOMICÍLIOS
PARTICULARES
167
ANEXO F – EXEMPLO - TABELA 3 - TAXA DE CRESCIMENTO ANUAL DA
POPULAÇÃO RESIDENTE
Fonte: IBGE - Normas de Apresentação Tabular
168
ANEXO G – EXEMPLO - TABELA 4 – ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER
Fonte: IBGE - Normas de Apresentação Tabular